Xangô, Obá e Iansã


Xangô


Oxóssi é considerado o Rei da nação de ketu, enquanto  Xangô é considerado o rei de todo o povo. Deus do raio e do trovão, dono do fogo, foi um grande rei que unificou todo um povo. Foi ele quem criou o culto de Egungun, sendo ele o único Orixá que exerce poder sobre os mortos. Xangô é a roupa da morte, por este motivo não deve faltar nos Egbòs de Ikù e Egun, o vermelho que lhe pertence. Ao se manifestar nos Candomblés, não deve faltar em sua vestimenta uma espécie de saieta, com cores variadas e fortes, que representam as vestes dos Eguns. Xangô era forte, valente, destemido e justo. Era temido, e ao mesmo tempo adorado. Comportou se em algumas vezes como tirano, devido a sua ânsia de poder, chegando até mesmo a destronar seu próprio irmão, para satisfazer seu desejo. Filho de Yamasse (Torosi ) e de Oraniã, foi o regente mais poderoso do povo. Ele também tem uma ligação muito forte com as árvores e a natureza, vindo daí os objetos que ele mais aprecia, o pilão e a gamela, sendo que o pilão de Xangô deve ter duas bocas, que representa a livre passagem entre os mundos, sendo Xangô um ancestral( Egungun ).  Da natureza, ele conseguiu profundos conhecimentos e poderes de feitiçaria, que somente eram usados quando necessários. Tem também uma forte ligação com Oxumaré, considerando ele como seu fiel escudeiro.

Xangô é cultuado no Brasil, sob 12( doze ) qualidades. Vale salientar , que muitos seguem cegamente as ditas qualidades de Xangô da Bahia , e não é bem  assim por exemplo Airá é um outro  Orixá que não se dá com Xangô, e  não deve ser cultuado da mesma forma. As qualidades de Xangô são essas:
Afonjá  Afonjá, o Balé (governante)da cidade de Ilorin. Afonjá era também  Are-Ona-Kaka-n-fo, quer  dizer  líder  do exército do  império. Segundo a história de Oió, no início do século dezenove, Oió era governada pelo rei Aolé, ele possuía aliados que eram espécies de Generais, que lhe davam todo o tipo de apoio mantendo assim o podes absoluto sobre o Reino Iorubá e os reinos anexados. Mas um dia um desses generais resolveu se rebelar contra Oió e se unir com os inimigos, esse general se chamava Afonjá que era conhecido como Kakanfo de Ilorin. Declarou-se independente de Oió. Com isso o Rei de Oió Aolé se envenenou para não ver o desmembramento do Império. Afonjá traíu o Império Iorubá, mas quando os rebeldes assumiram o poder Afonjá foi decaptado pelo seu novo aliado. Este alegou que se um homem traíu seu antigo rei ele voltaria a trair tantos outros. 
Obá Kosso - Título que Xangô recebe ao fundar a cidade de Kossô nos arredores de Oió, tornando-se seu Rei. Título dado também a Aganju, irmão gêmeo de Xangô quando de sua chegada em Oió foi aclamado como o Rei Não se Enforcou, Obá Kô Sô.
Obá Lubê - Título de Xangô que faz referência a todo o seu poder e riqueza, pode ser traduzido como Senhor Abastado.
Obá Irù ou Barù - Título dado a Xangô logo após chegar ao apogeu  do império, quando cria o culto de Egungun, é aclamado como a forma humana do Deus primordial Jakutá sobre a terra,senhor dos raios, tempestades, do Sol e do fogo em todas as suas  formas. Ele acaba por destroir a capital do Reino numa crise de cólera e depois arrependido, se suicida , adentrando na terra.
Obá Ajakà - Também entitulado Bayaniym," O pai me escolheu ", que faz referência a ele por ser o filho mais velho de Oraniã, e ter por direito que assumir o trono, irmão mais velho de Xangô.
Obá Aganjù - Ele representa tudo que é explosivo, que não tem controle, ele é a personificação dos Vulcões. 
Obá Orungã - Filho de Aganju Solá e Iemanjá, dono da atmosfera é o ar que respiramos, dono da camada que protege a Terra. Ver mais abaixo.
Obá Ogodô - Muito falado também, é apenas o que se diz sobre Xangô, pois, Ogodô é  o  verbo bocejarEntão, quando está trovejando, o que se diz é que Xangô está bocejando. Dai Xangô Ogodô, é apenas um título de Xangô.
Jakutà ou Djakutà - Esse Orixá, é a representação da justiça e da ira de Olorun, míticamente Xangô foi iniciado para este Orixá sendo considerado como a forma divina primordial do mesmo. Ele foi enviado em sua forma divina por Olorun para estabelecer a ordem e submeter Oduduá e Oxalá aos planos da criação durante um momento de conflito entre as divindades. É o próprio Xangô.
- Obá Arainã - Oroinã e Oraniã  - Personificação do fogo, o magma do centro da terra é o pai de Xangô e de Aganju em sua forma humana.
Olookê - Orixá dono das montanha, em algumas lendas é um dos filho de Oraniã, foi casado com Yemanjá.
                             
Aspectos Gerais

DIA: Quarta-Feira
 
DATA: 29 de junho
METAIS: Cobre, ouro e chumbo.
CORES: Vermelho (ou marrom) e branco
COMIDA: Amalá
SÍMBOLOS: Oxés (machados duplos), Edún-Àrá, xerê
ELEMENTOS: Fogo, raios, formações rochosas.
REGIÃO DA ÁFRICA: Òyó e Kossô(reino vizinho ou subdistrito de Òyó)
PEDRA: Rubi
FOLHAS: Cabuatá, hortelã grosso, manjerona, musgo de pedreira, mentrasto.
ODU QUE REGE: Ejilaseborá e Obará
DOMÍNOS: Fogo, Sol, tempestades e os raios.
SAUDAÇÃO: Kawó Kabiesilé!!

A saudação de Xangô, pode ser traduzida como, Venham ver sua real majestade sobre a terra. Já quando na saudação não acrescentamos o Lé no fim é traduzida apenas como, Venham ver vossa real majestade.

 



Os seis Obas da direita são :
- Oba Abi Odun
- Oba Yirê
- Oba Arolu
- Oba Telá
- Oba Otopi
- Oba Kankunfo
Os seis Obas da esquerda são :
- Oba Onoxokun
- Oba Aressa
- Oba Elerin
- Oba Onikoin
- Oba Olubon
- Oba Xorun

ORÌKÌ NGÓ

ngó olukoso
Baalé ori Oya.
Má báa mi já.
N’o sí nínu wón.
A bitamóra bí ahere,
Ó bonibode se pínpin n’pin
Má fi osé re na mi.
N’ò sí nínu won, ba mi Segun awon ota mi.

ngó o bóniyan j’iyan igángán pomo ré síloro,
Aní séré Ogun léiinjú
A kógboona - kálúú.
Má ba mi já .
N’o sí nímú won. Omó oworan ti won ku lose,
A bi gbogbo ara wa sígásígá.

ngó a fà wón ya bi agbádo oojó.
O gbóná ó ju na ló.

TRADUÇÃO

Xangô é o deus que não se enforcou.
Homem, marido de Oyá.
Não brigue comigo!
Não faço parte deles!
Aquele cujo guarda-roupas é grande
Como uma casa de fazenda.
Ele que divide os impostos com quem os recolhe.
Não faço parte deles!
Ajude-me a vencer os meus inimigos.
Xangô que come o inhame espinhoso com quem o preparou
E deixou seu filho sem proteção.
Que tem olhar de guerreiro.
Ele causa problemas na cidade.
Não brigue comigo!
Eu não faço parte deles.
Homem forte que espanta a morte com o seu machado.
Xangô com o corpo todo trêmulo.
Xangô que rasga como quem abre a palha do milho fresco.
Ele é quente. Muito mais quente que o fogo.

Orin Xangô

Oba kawòó o Ó
Oba kawòó o Ó
O, o, Kabíyèsílè
Oba ni kólé
Oba séré 
Oba njéje 
Se´re aládó
Bongbose O ( wo ) bitiko
Osé Kawòó 
O, o, Kábíyèsilé

Rei, meus cumprimentos.
Rei, meus cumprimentos.
Sua majestade, o Rei mandou construir uma casa.
O Rei do xere, o Rei prometeu e traz boa sorte,
o dono do pilão.
Bamboxé abidikô, meus cumprimentos ( ao )
Oxé, sua majestade.
Meus cumprimentos.

Orìkí fún Sóngò


Kàwó Kàbìésìlé

Etàlá mó júbà  gdágbà mó júbà
Ólùóyò
Etàlá mó júbà  gdágbà mó júbà
Óbà kó só
Etàlá mó júbà  gdágbà mó júbà
Ásè



Orìkí para Sóngò



Eu cumprimento o rei
13 vezes eu o cumprimento a você
Chefe do buraco (vulcão)
13 vezes eu o cumprimento a você
O chefe que não morreu
13 vezes eu o cumprimento a você
Axé


ISURE ÒRÌSÀ SÒNGÓ


IBA OLUKOSO LALU

ALAAFIN, KINÍUN BU, A AS,

ELEYÍNJU OGUNNA,

OLUKOSO LALU

A RI IGBA OTA, SEGUN,

EYITI O FI ALAPA SEGUN OTA RE,

KABIYESU,

ASANGUN DEYINJUM

ONIGBEE A NSURE FUN,

ALEDUN-LABAJA,

ASA-NLANLA-ORI-PAMO,

ABA-WON-JÁ-MÁ-JEBI

A LAPA-DUPE

OBAKOSO, MA JEKI NRI IBANUJE,

JOWO MA LU MI PELU OSE RE,

MA JEKI NRI AISAN,

OKO ABEGBE (OSUN),

BA MI SEGUN OTA MI,

AWON OTA MI KO NI ROJU SOJU,

SÒNGÓ, MA PAMI, MA PA ENIA SI MI LORUN,

AKOGBONNA KALU, MAA BA MI JÁ,

MA JEKI NRI IJA RE,

MA JEKI NDARAN IJOBA,

MA JEKI NRI EJO,

MA JEKI ODO O GBE MI LO,

MA JEKI NKU IKU INA,

MA JEKI ÀRÁ PA MI,

MA JEKI OWO ÍKA O TE MI.

BAMA SEGUN OTA MI,

BAMI SEGUN OTA MI,

MA JEKI NRIN FE SE SI,

MA JEKI NSORO FENU KO.

OBAKOSO PESE OWO PUPO FUN EMI OMO RE,

ONIBON ORUN, JOWO PUPO FUN EMI OMO RE,

ONIBON ORUN, JOWO MAA WA PELU MI TITI TI.

ÀSE TI ELEDUNMARE

ELEDUNMARE ÀSE.


Sòngó eu te saúdo.


Alaafin que ruge como leão e as pessoas fogem,

Pessoa cujos olhos brilham como tigrem

Olukoso, da cidade.

Você que usa centelhas de cartuchos para vencer seus inimigos na guerra,

Você usou pedaços de parede para destruir seus inimigos,

Kabiyesi (eu honro você)

Pessoa que é forte até nos olhos,

Dono de matagal de quem as pessoas tem que fugir,

Pessoa que suas marcas faciais são nítidas como trovão,

Você que tem controle sobre as cabeças das pessoas importantes,

Pessoa que briga com as pessoas e ainda fica inocente,

Pessoa que mata e a família da vitima ainda agradece,

Obakoso não deixe me Ter tristeza,

Favor não me bata com seu Oxé,

Não me deixe ficar doente,

Marido de Agbegbe (Òsun), me ajude a derrotar meus inimigos,

Meus inimigos nunca vão Ter paz,

Sòngó não me mate e não me provoca a matar outras pessoas,

Pessoa que causa confusões na cidade, não fique com raiva comigo,

Não me deixe ver a sua briga,

Não me deixe fazer qualquer coisa contra a lei,

Me poupa de casos de justiça,

Me proteja de afogamento,

Me proteja da morte de fogo,

Não me deixe morrer de raio,

Me proteja das pessoas mas.

Me ajuda a derrotar os meus inimigos,

Me ajuda a proteger meus filhos,

Seja o guia dos meus passos,

Não me deixa cometer as ofensas através das palavras da minha boca.

Obakoso, dê muito dinheiro para mim, seu filho,

Dono da trovoada no céu, favor fique no meu lado sempre.

Axé do Senhor Supremo.

Benção do Senhor Supremo.

Roda de Xangô


Ó níìka, ó Níìka Ele é cruel, ele é cruel(o trovão ).
Áwè jè atètú Eu jejuo para o punidor.
Badé, badé ìyá Tèmi Badé, badé, meu espírito sofre
Ó níìka, ó níìka árá ìn álàde o Ele é cruel, o trovão é cruel sim. O dono da coroa é cruel.
Ó níìka àwe jé atètu Ele é cruel, ele é cruel(o trovão )Eu jejuo para o punidor.
Aira ma sá re awo, ariwo, ale odó Airá(o trovão), verdadeiramente voa e cai ruidosamente.
Ma sè Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).
Aira ma sá re awo, ariwo, ale odó Airá(o trovão), verdadeiramente voa e cai ruidosamente.
Ma sè Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).
Yèyé, kèrè-kèrè lo ni joko ayagba O pássaro vagarosamente senta e chora para as grandes mães.
Ale odó ma sè Forte como um pilão, como um tambor ( barulho ).

Oba ìrú l´òkò O Rei lançou uma pedra.
Oba ìrú l´òkò O Rei lançou uma pedra.
Ìyámasse kò wà Iyámasse cavou ao pé de uma grande
Ìrà oje árvore e encontrou.
Aganju ko má nje lekan Aganju vai brilhar, então , mais uma vez como trovão.
Árá l´okò láàyá Lançou uma pedra com força (coragem)
Tóbi òrìsà, O Grande Orixá do orum (terra dos ancestrais) vigia.
Oba só òrun O Rei dos trovões, está no pé
Árá oba oje de uma grande árvore ( pedra de raio )


Béè ni je a! pá bo Sim, comer(amalá)dentro(de uma gamela) com satisfação, de uma só vez, adorando.
Je bí o o ni a! pá bo Comer, nascer dele, dentro(de uma gamela)com satisfação, de uma só vez, adorando.

E ni pá léèrín àdá bá lài Cortado muitas vezes(o quiabo),sempre com cutelo, dentro da gamela

Ìmó wá mònà mòwé Procurar conhecimento,
Kó je nà mímò àsé certamente torna inteligente.
Kó je nà mímò àsé A comida (amalá) faz adquirir
Kó je nà mímò àsé e aumenta o conhecimento do Axé.

Àwa dúpé ó oba dodé Nós agradecemos a presença do Rei que chegou.
A dúpé ó oba dodé Nós agradecemos a presença do Rei que chegou.

A dupé ni mòn oba e kú alé
A dupé ni mòn oba e kú alé Nós agradecemos por conhecer o Rei, boa noite a vossa majestade.
Ó wá , wá nilè Ele veio, está na terra.
A dupé ni mòn oba e kú alé

Fé lè fé lè Ele quer poder…ele quer poder ( vir )
Yemonja wé okun Iemanjá banha (lava) com água do mar
Yemonja wé okun Dê-nos licença para vermos através dos
Àgó firè mòn seus olhos e conhecer-mos…
Àgó firè mòn Dê-nos licença…
Ajaká igba ru , igba ru Ajaká traz na cabeça, traz na cabeça ( água do mar )
Ó wá e Então estas de volta.

Sàngbá sàngbá Ele executou feitos maravilhosos, feitos maravilhosos.
Didè ó ní Ígbòdo Pairou sobre Igbodo,
Ode ni mó os caçadores
Syìí ní, òní ó sabem disto.

Òní Dàda , àgò lá rí Senhor Dadá, permita-nos vê-lo !!
Òní Dàda , àgò lá rí Senhor Dadá, permita-nos vê-lo !!

Dàda má sokun mò
Dàda má sokun mò Dadá não chore mais.
Ò feere ó ní feere É franco tolerante,
Ó bgé l´orun ele vive no orun,
Bàbá kíní l´onòn da rí é o pai que olha por nós nos caminhos.

Báyànni gìdigìdi , Báyànni olà
Báyànni gidigidi , Báyànni olà Baiani ( Ajaká ) é forte como um animal e muito , muito rico.
Báyànni adé , Báyànni òwò A coroa de Baiani é honrosa e muito rica.
Báyànni adé , Báyànni òwò
Fura ti ´ná, Fura ti ´ná e , Fura ti ´ná, Desconfie do fogo, desconfie do fogo.
Àrá lò si sá jó O raio é a certeza de que ele queimará.
Fura ti ´ná, Fura ti ´ná e , Fura ti ´ná, Desconfie do fogo, desconfie do fogo.
Àrá lò si sá jó O raio é a certeza de que ele queimará.

O cântico chama a atenção para que os descuidados, não tenham a devida cautela e respeito com o fogo.
Este elemento, fundamental na vida do homem, pode lhe proporcionar conforto, mas quando sem controle, pode significar a morte. O raio é a certeza de que ele queimará, pois seu direcionamento é incerto.

Ìbà òrìsà
Ìbà Onílè Abenção dos orixás,
Onílè mo júbà o Abenção do Senhor da terra,
Ìbà òrìsà , Ìbà Onílè Ao Senhor da terra (Onilê)
Onílè mo júbà o minhas saudações.

O cântico saúda Onilê o “Senhor da terra”, nas cerimônias dedicadas a Xangô, oferendas são destinadas á terra, para que este orixá permita sobre seu templo, “A Terra” ser acesa a fogueira de Xangô.

Òràn in a lóòde o Sim, a circunstância o colocou de fora.
Bara enì já, ènia rò ko O mausoléu real quebrou ( não foi usado )
Oba nù Ko´so nù rè lé o O homem não se pendurou.
Bara enì já, ènia rò ko O rei sumiu, não se enforcou, sumiu no chão e reapareceu.
Ó níìka wòn bò lórun kéréjé O mausoléu real quebrou ( não foi usado )
Ó níìka wòn bò lórun O homem não se pendurou.
Kéréjé àgùtòn Ele é cruel, olhou, retornou para o rum,
Ìtenú pàdé wá lóna deu um grito enganando ( seus inimigos ).
Í níìka si relé O carneiro mansamente procura e encontra o caminho
Ibo si òràn in a lóòde o Ele é cruel contra os que humilham.
Bara enì já, ènia rò ko A consulta ao oráculo foi negativa.
Oní máa, ni wó èjé O verdadeiro senhor é contra juras ( falsas ) .
Bara enì já, ènia rò ko Sim, a circunstância o colocou de fora. O homem não se pendurou.

Oba sérée la fèhinti Incline-se o rei do xere salvou-se
Oba sérée la fèhinti Incline-se o rei do xere salvou-se
Oba ni wá ìyé bè l´órun Suplique ao rei que existe e vive no orum.
Oba sérée la fèhinti Incline-se o rei do xere salvou-se

Eye kékéré O pequeno pássaro na cabeça, é da esquerda,
Adó Òsi arálé é parente da mãe do rio , mase.
Ìyá l´odó mase
Eye ko kéré lánú Apanhou com gentileza, o pequeno e sofrido pássaro
Soko ìyágba l´odò mase a grande mãe do rio , mase.

A níwà wúre Nós temos a existência e a boa sorte.
A wúre níwà Nós temos a boa sorte e a existência
A níwà wúre Nós temos a existência e a boa sorte.
A wúre níwà Nós temos a boa sorte e a existência
Oba lùgbé obaladó O rei afugentou ( os maus feitores ) o rei do pilão.
Obaladó rí sò O rei do pilão olha e arremessa ( os raios )
Obaladó O rei do pilão.
Olówó Abastado Senhor, aquele que definitivamente
Kó mà bò , mà bò dá proteção, dá proteção.
Kó mà bò Aquele que definitivamente dá proteção.
Olówó Abastado Senhor, aquele que definitivamente
Kó mà bò , mà bò dá proteção, dá proteção.
Aláààfín òrìsà Senhor do palácio e orixá.

Omo àsìkó Bèrè Os filhos , com o tempo, iniciaram o ( culto do )
Èkó inón, Èkó inón fogo de Ékó ( lagos ), o culto do fogo de Ékó.
Omo àsìkó Bèrè Os filhos , com o tempo, iniciaram o ( culto do )
Èkó inón, Lóòde roko fogo de Ékó, ao redor das plantações.
Omo àsìkó Bèrè Os filhos , com o tempo, iniciaram o ( culto do )
Èkó inón, Èkó inón fogo de Ékó ( lagos ), o culto do fogo de Ékó.
Omo àsìkó Bèrè Os filhos , com o tempo, iniciaram o ( culto do )
Èkó inón, fogo de Ékó,
Èrù njéjé com medo extremo.

Àgó l´óna e Licença no caminho.
Dìde máa dáago Levantem-se, eles estão chegando na hora
Àgo àgo l´óna prevista ( de costume )
E dìde máa yo Levantem-se com alegria habitual
Kórò wà nise o Que o ritual teve trabalho.

Oba ní sà rè lóòkè odó Ele é o rei que pode despedaçá-lo sobre o pilão;
Ó bé rí omon Aquele que cumprimenta como um guerreiro os filhos,
Oba ní sà rè lóòkè odó Ele é o Rei que pode despedaçá-lo sobre o pilão.
Oba kòso ayò O Rei de kosó com alegria.

Máà inón inón
Máà inón wa inón inón Não mande fogo, não mande fogo sobre nós,
Oba Kòso vos pedimos em vosso templo, não mande fogo;
Olóko so aráaye o lavrador pede pela humanidade,
Máà inón inón não mande fogo,
Oba Kòso aráaye rei de Kosó que governa a humanidade
Máà inón inón não mande fogo,
Oba Kòso aráaye rei de Kosó que governa a humanidade

Aláàkòso e mo júbà O Senhor de Kosó, a vós meus respeitos,
Á ló si oba ènyin nós iremos a vós,
Oba tan jé ló síbè rei a quem iremos
Ló si oba ènyin contar tudo.

A sìn e doba àra Nós vos cultuamos, rei dos raios, que
Àra yìí ló síbè ènyin estes raios vão para (lá)longe de nós.
A sìn e doba àra Nós vos cultuamos, rei dos raios, que
Àra yìí ló síbè ènyin estes raios vão para (lá)longe de nós.

Gbáà yìí l’àse onílá lòkè, baàyònnì Ele possui um axé enorme
Gbáà yìí l’àse senhor da riqueza.
Gbáà yìí l’àse onílá lòkè, baàyònnì Que governa acima das coroas.
Gbáà yìí l’àse

Sàngó e pa bi àrá aáyé aáyé Xangô mata com o raio sobre a terra.
Sàngó e pa bi àrá aáyé aáyé Xangô mata arremessando raios sobre a terra.

Fírí ínón fírí ínón Ele lança rapidamente o fogo, lança rapidamente o fogo
Fírí ínón bàiyìnjó rapidamente o fogo o fogo às vezes fraco(poucas luz)
Máà ínón, máà ínón Não nos mande fogo, não nos mande fogo
Fírí ínón bàiyìnjó Ele lança o fogo às vezes fraco.

Barú de sobo ada Barú faz emboscada em Sobô de facão.
se ké èré, se ké èré Faz gritar e é vitorioso.
de sobo ada

Àjàká máa bè ká wòóo Ajaká não implora nem mesmo ao poderoso Xangô.
Àjàká máa bè ká wòóo Ajaká não implora nem mesmo ao poderoso Xangô.
A e bàbá àjàká máa bè ká wòóo Nosso pai Ajaká
Àjàká máa bè ká wòóo não implora nem mesmo ao poderoso Xangô.
Àjàká máa bè ká wòóo

Àjàká òké Òrìsá O orixá do monte Ájàká.
Àjàká òké Òrìsá O orixá do monte Ájàká.

Ò be ri ó, ní Dàda sókun, Ele existe, eu vi, e é Dada quem chora
Àwa ri ó ó ní Dada sókun. Ele existe, eu vi, e é Dada quem chora

Aé aé ó gbè lê mònsó ojú omon Aê aê ele reconhece pelo olhar seus filhos.
Aé aé ó gbè lê mònsó ojú omon Aê aê ele reconhece pelo olhar seus filhos.
Oba olórí légé ó ni yé oba olórí Chefe dos Reis, fino e agradável
Ilú Àfonjá dé ó, aé aé bé, ri ó Chefe da terra, ele é Àfonjá que chega aê aê
aé aé bé, ri ó aé aé bé, ri ó Ele existe, eu o vi, aê aê ele existe, eu o vi,
Ò bé, ri ó ( ikú kójáàdé-ó kótà èrú) eu o vi, (ele levou a morte para fora – ele vende os medrosos)

Agonjú Órìsá awo Ògbóni Aganjú orixá do culto Ògbóni
Agonjú Órìsá awo Ògbóni Aganjú orixá do culto Ògbóni
Àwúre, Sàngò àwúre Nos dê boa sorte, Xangô, nos dê Boa sorte.
Ògbóni, Ògbóni, Ògbóni Ògbóni, Ògbóni, Ògbóni
Àwúre, Sàngò àwúre Nos dê boa sorte, Xangô, nos dê Boa sorte.

Káwòóo, Káwòóo Sàngò Dàhòmì Vossa Alteza Real,
Káwòóo Ka biyè si e Sua Real Majestade !!
Sàngò Dàhòmì Poderoso Xangô! Proteja-nos das guerras do Dàhòmi.

Oba sérée òwa fé yìí sìn É para o rei que tocamos o xere, e é a este rei que queremos cultuar
Oba sérée òwa fé yìí sìn É para o rei que tocamos o xere, e é a este rei que queremos cultuar
Oba àwa òjòó oro ní oba Nosso rei da tempestade, ele é o rei
Oba sérée oba fé yìí sìn É para o rei que tocamos o xere, e é a este rei que queremos cultuar

Kíní ba, kíní ba, àrá won pè Poderoso Senhor que racha o pilão e oculta-se
Kíní ba, o sérée alado àwúre. Que impõe os raios e os chama de volta, abençoe-nos.
Obaladô é um dos títulos de Xangô significando “o rei que racha o pilão”

Àwúre lê, Àwúre lé kólé Abençoe-nos e traga boa sorte à nossa casa, que ela não seja roubada.
Àwúre lê, Àwúre lé kólé Abençoe-nos e traga boa sorte à nossa casa, que ela não seja roubada.
Àwa bo nyin maá ri àwa jalè Nós que o cultuamos, jamais veremos nossa casa roubada.
Àwúre lê, Àwúre lé kólé Abençoe-nos e traga boa sorte à nossa casa, e que não venham ladrões.

Ó fì làbà, làbà…. Ò fì làbà Ele usa bolsa de couro…
Ó fì làbà, làbà…. Ò fì làbà Ele usa bolsa de couro.

Ó jìgòn àwa lé npé ó jìgòn nlá Ele é imenso, o maior de nossa casa, ele é gigantesco
Jìgòn àwa lé npé ó jìgòn nlá Em nossa casa o chamamos de o maior entre os gigantes.

E kí Yemonjá ago, Tapa Tapa Cumprimentemos Iemanjá pedindo licença a nação Tapa.
E kí Yemonjá ago, Tapa Tapa Cumprimentemos Iemanjá pedindo licença a nação Tapa.

Oba sà rewà ele mi jéé jéé Rei que ama o belo, senhor que me conduz serenamente
Kù tù kù tù awo dé rè sé antes do culto chega com o seu oxê
Oba sà rewà O rei que ama o belo

Sòngó tó rí olá È imensa, é imensa a riqueza que eu vi
Tó e tó rí olá tó Xangô, é imensa a riqueza que eu vi
Sòngó tó rí olá
Tó e tó rí olá to

Ofó de Xangô

Arirá
Bambi
Olu Oió
Atobajayê o

Tradução

O rápido relâmpado
O renascido
Senhor de Oió
Aquele que é suficiente para sustentar o universo.



Aganju Solá

Aganju Solá é irmão gêmeo de Xangô, Jakutá, e representa, assim como Xangô, as forças da natureza os vulcões, os terremotos e o magma incandescente. Aganju rege tudo o que é explosivo, a ele é atribuído o poder de movimento do universo. Aganju representa tudo o que se move, assim como Xangô, Aganju é o Orixá dos desertos, seu nome pode ser traduzido como deserto, ou mais precisamente, Aganju Solá, aquele que cobre o deserto com sua voz.
Aganju assim como Xangô é um Orixá do fogo, de caráter colérico e guerreiro. Ele é considerado como um dos Orixás da Terra e é cultuado na sociedade de Ogboni.

Oraniã

Óránmìyán, o primeiro Oba Aláàfin de Oyó.Casado com Morèmi, uma bela mortal , nativa de Òfà ,que se tornou mais tarde uma heroína em Ilê-Ifé, da qual tem um filho filho, que recebe o nome de Ajaká. Após algum tempo, Òrànmíyàn investe em novas conquistas e volta a guerrear contra a Nação dos Tapas, onde havia sido derrotado, mas desta vez consegue uma grande vitória sobre Elémpe, na época rei dos Tapas. Por sua derrota, Elémpe entrega-lhe sua filha Torosí, para que se case com ele. Retornando a Oyó, Òrànmíyàn casa-se com Torosí e com ela tem um filho, chamado de Sàngó, um mortal, nascido de uma mãe mortal e um pai semideus, portanto com ascendentes divinos por parte de pai.

Após este período com inúmeras vitórias, a cidade de Oyó torna-se um poderoso império, Òrànmíyàn, prestigiado e redimido de sua vergonha, volta para Ilê-Ifé, deixando em seu lugar, em Oyó, o príncipe coroado, seu filho Ajaká, que torna-se o segundo Aláàfin de Oyó. 
Em uma de suas conquistas, a da cidade de Benin, anterior a fundação de Oyó, Òrànmíyàn termina com a dinastia de Ogìso, o então rei, expulsando-o e assumindo o trono, tornando-se o primeiro Obabínín, e inicia sua dinastia tendo um filho, chamado Èwékà, com uma mulher do local. Antes de deixar a cidade, ele torna Èwékà como seu sucessor no trono do Benin. (Atual cidade na Nigéria, antigo Reino do Benin, não confundir com a República do Benin, antigo país chamado Daomé.)

Durante sua longa ausência em Ilê-Ifé, Obàlùfan Ògbógbódirin ,seu irmão mais velho, se tornou o segundo Óòni de Ifé, após o reinado de Odùduwà. Quando Obàlùfan morreu, e ninguém sabia do paradeiro de Òrànmíyàn, o povo de Ifé aclamou Obàlùfan Aláyémore como sucessor direto de seu pai. 
Quando Òrànmíyàn chega em Ifé, Obàlùfan Aláyémore já reinava como o terceiro Óòni de Ifé, mas com um fraco reinado. Enfurecido com o povo de Ifé que haviam aclamado Aláyémore, e que o tinham chamado para combater possíveis inimigos, o poderoso guerreiro colérico ,comete varias atrocidades e só para quando uma anciã grita desesperada que ele está destruindo seus "próprios filhos", o seu povo. Atônito, ele finca no chão seu asà (escudo) que imediatamente se transforma em uma enorme laje de pedra ,num lugar hoje chamado de "Ìta Alásà" ,e decide ir embora e nunca mais voltar à Ifé.

Quando rumava para fora dos arredores de Ifé ,em Mòpá, foi interceptado pelo povo que o saudavam como Óòni de Ifé e suplicavam por sua volta. Ele então satisfeito e envaidecido ,atende ao povo e finca no chão seu òpá (seu bastão de guerreiro) transformando-o em um monólito de granito (Òpá Òrànmíyàn) selando assim o acordo com o povo e volta em uma procissão triunfante ao palácio de Ifé.

Sabendo disso, Obàlùfan Aláyémore abandona o palácio e se exila na cidade de Ìlárá. Òrànmíyàn ascende ao trono e se torna o 4ª Óòni de Ifé até sua morte. Obàlùfan Aláyémore, retorna do exílio e reassume como o 5ª Óòni de Ifé e reina deste vez, com sucesso até a sua morte.

 


Orungã

Orungan é o filho de Aganjú com Yemanjá, Este nome é combinaçãode orun, do céu, e de gan, do ga, para ser elevado; e parece significar "na altura do céu." Parece responder ao khekheme, ou "à região livre de ar" dos povos Ewe, para significar o espaço aparente entre o céu e a terra. A prole da terra e da água seria assim o que nós chamamos de ar. Orungan é um Orisá de grande fundamento no culto de Ifá, nasceu em Ofun, por esse motivo esse Odú também é chamado de Orungan em honra a esse Orisá. Orungan é o pai o Oráculo de Ifá, é o Orisá mais belo de toda a criação. Orungan vive na pele das pessoas, ele é o dono dela e da juventude. Rege tudo o que é coberto pela pele seres humanos e os animais.

Quando olhamos um Orisá o primeiro que se reflete é Orungan. Orungan representa o amor proibido e tudo o que ocorre em segredo, dizem que sua beleza era irresistivel a tudo e todos.
Este Orixá possui muitos Itans e fundamentos importante dentro do panteão dos Deuses Africanos assim como Xangô, Ogum ou Oxalá. Orungan é o verdadeiro deus dos espelhos é o deus do ar que respiramos e da pele. Quando nos olhamos no espelho a primeira coisa que vemos é Orungan.

Obá

É muito temperamental e violenta , não recusa uma batalha. Divindade das pedras das encostas. Divide seus fundamentos com Oyá, Óxóssì, Xangô e Iemanjá. Segundo suas lendas, Obá lutou contra inúmeros Orixás, derrotando vários deles. Obá teria derrotado Exú, Oxumarê, Omolú e Orunmilá, e tornou-se temida por todos os deuses, tendo sido derrotada apenas por Ogun e tornano assim sua esposa e ao lado de Ogun quando este foi enfrentar Xangô em batalha ela se encantou por ele abandonou a luta ao lado de Ogun e se entregou a Xangô como mulher vivendo uma grande paixão arrebatadora.
Existem algumas versões do grande encontro de Xangô e de Obá, em uma dessas versões ela é a líder de todas as mulheres e a rainha de Elekô, mas em todas, as evidências dizem que o amor entre os dois era desmedido e que nada ofuscava a relação dos dois, da união dos dois nasceu Opará, Orixá confundida com Oxum.
Embora, em suas lendas, Obá tenha se transformado em um rio ela também é relacionada ao fogo e é considerada por muitos como o Xangô fêmea. Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o coronário inevitável do amor, portanto, Obá é a deusa do Amor e da Paixão incontrolável, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. Obá tem ciúme porque ama. Obá é a deusa da guerra e do poder, seu culto está relacionado ao rio Obá, as águas em seu culto faz referência ao poder, a força incontrolável das águas. Seu culto no Brasil é confundido ao de Oyá, alguns chegam a insinuar que elas sejam irmãs, o que é uma inverdade, outros dizem que Obá seria uma Oyá mais velha, o que é mais absurdo ainda. Por existir esta confusão, alguns acreditam que Oyá além de ser uma divindade da água e relacionada ao vento, teria ligação com o fogo, mas Oyá não possui ligação com o fogo Obá sim.
Obá quando em fúria transborda, agita-se; Oba é a senhora da sociedade Elekô. Tudo relacionado a Obá é envolto em um clima de mistérios.Obá nasceu do ventre rasgado de Iemanjá após o incesto de Orugan. Obá era cultuada como a grande Deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Ìya Agbà e mantém estreitas relações com as Iyá-Mi.
Obá é a Iyámi Egbé, ela é a Iyá Abiku, desta forma é ela a encarregada de enviar ao mundo as crianças que nascem como castigo para seus pais. O que Xangô representa para os mortos masculinos, Obá representa para as mulheres mortas. Ela assim como Xangô é a representante suprema da ancestralidade feminina.


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QUALIDADES

O termo qualidade é incorretamente aplicado não só a Deusa Obá, mas também a qualquer outro Orixá. Alguns dos títulos atribuidos à Obá são os seguintes.
- Obà Syió;
- Obà Lodè;
- Obà Loké;
- Obà Terà;
- Obà Lomyìn;
- Obà Gideó;
- Obà Rewà.
 




Aspectos Gerais

Dia: Quarta-feira 

Data: 30 e 31 de maio.
Metal: Cobre
Pedra: Marfim, coral, esmeralda, olho de leopardo.
Cor: Marron rajado, vermelho e amarelo
Comida: Abará ( massa de feijão fradinho enrolado em folhas de bananeira, acarajé e amalá ( quiabo picado ).
Símbolo: Ofange ( espada ) e escudo de cobre, ofá (arco e flecha)
Elementos: fogo e águas revoltas
Região da África: Òyó
Pedra: granada
Folhas: candeia, negamina, folha de amendoeira
Odú que rege: Obeogundá e Osá
Domínios: O encontro das águas, os geisers.

Saudação: Obà Siré!!

A saudação de Obá pode ser traduzida como Rainha para quem brincamos, ou, Rainha à quem cultuamos.

Oríkì fún Oba

Obà, Obà, Obà.
Ojòwú Òrìsà,
Eketà aya Sàngó.
O torí owú,
O kolà sí gbogbo ara.
Olókìkí oko.
A rìn lógànjó pèlú àwon ajé.
Obà anísùru, ají jewure.
Obà kò b'óko dé kòso,
O dúró, ó bá Òsun rojó obe.
Obà fiyì fún apá oko rè.
Oní ó wun òun ju gbogbo ará yókù lo.
Obà tó mo ohùn tó dára.




Oríkì fún Obà
 

Obá, Obá, Obá.
Orixá ciumento,
terceira esposa de Xangô.
Ela, que por ciúmes,
fez incisões em todo corpo.
Que fala muito de seu marido,
que anda nas madrugadas com as ajé.
Obá paciente, que come cabrito logo pela manhã.
Obá não foi com o marido a Koso,
ficou para discutir com Oxum sobre comida.
Obá valoriza os braços do marido,
diz que é a parte de seu corpo que ela prefere.
Obá sabe o que é bom


Orin ti Obá

Obá ma xá o ariwô, akará oyin, jé kô
Obá ma xá o ariwô, akará oyin, jé kô
O ri Obá ayá Xangô eedi yá, pá ra oogun dê Obá syio
O ri Obá ayá Xangô eedi yá, pá ra oogun dê o

Tradução

Obá, não nos direcione a sua ira, nós lhe ofertamos seu "remédio" (o que vos pedistes)
Obá, não nos direcione a sua ira, nós lhe ofertamos seu "remédio" (o que vos pedistes)
Olhem Obá, ela desvia o feitiço, repentinamente chega Obá e cura
Olhem Obá, ela desvia o feitiço, repentinamente chega Obá.

Elu otá wá o
O ri Obá oni fára obé se i o
Elu otá wá o
O ri Obá oni fára obé se i o

Tradução

Golpeia nossos inimigos
Olhem o que Obá faz com a faca
Golpeia nossos inimigos
Olhem o Obá que faz com sua faca.

Iansã

Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil. Iansã costuma ser saudada após os raios e trovões (propriedades de Xangô assim como as tempestades), mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria com os raios quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento precedendo, Xangô que é a tempestade.
Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida. Oiá é a ventania que precede a tempestade, é Oiá quem apazigua Xangô, é Oiá quem apazigua a tempestade.
Iansan e Xangô vieram juntos ao mundo, um pertence ao outro.
Eles morrerão no mesmo dia, Iansan era linda, ela encantava todos os homens.
 
No entanto, o culto à Oiá Iansã no Brasil foi muito distorcido, bem como suas regências. De alguma forma, alguns adeptos e sacerdotes,  resumiram as regências de Oiá ao vento, considerando-na como a regente absoluta e isso  é errado. O regente supremo dos ventos é o Orixá Afefê, que é o próprio vento personificado, Afefê é o tornado, o furacão e os ciclones. Oiá é o vento que varre a terra, que a purifica. Oiá é o vento que nos guia e nos proporciona um rumo, é Oiá quem nos "orienta".
O culto de Oiá Iansã não se limita aos mortos, Oiá antes de mais nada é um Orixá das águas, como Oxum, Iemanjá, Nanã etc, ela é um Orixá da vida. Oiá tem seu culto relacionado ao rio Níger, mas ela pode e deve ser cultuada nas águas de um rio, independente de qualquer coisa. O que muda é a representação das águas dos rios. Os rios dentro do culto de Oiá representam caminhos seguros, caminhos que nos levam ao fim devido, são as águas que nos guiam. Por esta razão é que Oiá é chamada de a Mãe que guia, é ela quem guia os mortos para um dos nove céus. Foi essa a incumbência que ela recebeu de Xangô, guiar os mortos de acordo com suas ações para um dos nove céus, para assumir tal cargo Oiá recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de erukerê especial chamado de Eruexim com o qual estaria protegida no trato com os Eguns. Esses nove céus são:

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Rio Níger

Orun Alàáfià. Espaço de muita paz e tranquilidade, reservado para pessoas de gênio brando, ou índole pacífica, bondosa, pacata.
Orun Funfun. Reservado para os inocentes, sinceros, que tenha pureza de sentimento, pureza de intenções.
Orun Bàbá Eni. Reservado para os grandes sacerdotes e sacerdotisas, Babalorixás, yalorixás, Ogans, Ekedes, etc.
Orun Aféfé. Local de oportunidades e correção para os espíritos, possibilidades de reencarnação, volta ao Aiye.

Orun Ìsòlú ou Àsàlú. Local de julgamento por olodumare para decidir qual dos respectivos oruns o espírito será dirigido.

Orun Àpáàdì. Reservado para os espíritos impossíveis de ser reparados.
Orun Rere. Espaço reservado para aqueles que foram bons durante a vida.
Orun Burúkú. Espaço ruim, ibonan "quente como pimenta", reservado para as pessoas más.
Orun Mare. Espaço para aqueles que permanecem, tem autoridade absoluta sobre tudo o que há no céu e na terra e são incomparáveis e absolutamente perfeitos, os supremos em qualidades e feitos, reservado à Olodumare, olorun e todos os orixás e divinizados.


Qualidades de Oyà

Oyá Iansã - A mãe do entardecer

O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô. Esse título faz referência ao entardecer, Iansã pode ser traduzido como a mãe do céu rosado ou a mãe do entardecer. Ao contrário do que muitos pensam Iansã não quer dizer a mãe dos nove. Xangô a chamava de Iansã pois dizia que Oyá era radiante como o entardecer ou como o céu rosado e é por isso que o rosa é sua cor por excelência.
Foi a única mulher de Xangô que o acompanhou em sua fuga para a terra de Tapa, mas se desencorajou em Ira, sua cidade natal, onde, de acordo com o ditado "Oyà wole ni ile Ira, Sango wole ni Koso" (Oyà entrou na terra na casa de Ira, Xangô entrou em Koso), ela suicidou-se ao receber a noticia da morte de Sango. Oya tornou-se a divindade do Rio Níger.
Oyà Biniká
Oyà Seno
Oyà Abomi
Oyà Gunán

Oyà Bagán

Oyà Onìrá

Oyà Kodun
Oyà Maganbelle
Oyà Pada

Oyà Onisoni

Oyà Bagbure
Oyà Tope -
É o que se diz quando agradecemos  a Oyá. (Oyá,     +  a quem,  opé -  agradecemos).
Oyà Filiaba
Oyà Semi
Oyà Sinsirá
Oyà Sire
Oyà Egunità

Aspectos Gerais

Dia: Quarta-feira
Data: 4 de Dezembro
Metal: Cobre
Cores: Marrom, vermelho e rosa
Comidas: Acarajé e abará
Símbolos: Espada e eruesin
Elementos: Ar em movimento, fogo
Região da África: Irá
Pedras: Rubi, terracota
Folhas: Louro, flor-de-coral, brinco-de-princesa
Odu que rege: Osá, Owarín
Domínios: Águas corrente, redemoinhos e ventanias

Saudação: Epa Hei!

A saudação de Oyá pode ser traduzida como Olá! É como saudamos um conhecido surpresos e felizes.

Oyà Igbale - Na realidade não existe, seria essa Iansã ,ligada ao culto dos mortos, quando dança parece guiar as almas errantes com seus braços, mas essa função é realizada por toda Iansã e  a palavra Igbalé quer dizer varrer a Terra, fato esse que se relaciona ao fato de Iansã ser uma das divindades dos ventos, em suma, que varre a Terra, fato esse realizado por todas as divindades dos ventos.



Adura Oya
Iyawo Obakoso,
Odo kun ko kun, ko si
eniti Oya ko le gbe lo,
Maa jeki gbe mi lo,
Maa jeki nku iku odo,
Maa jeki nku iku ina,
Iya mi borokinni,
Jowo emi nfe oro lati
Odo re,
Emi nfe alafia,
Emi nfe ailera,
Emi nfe ilosiwaúu,
Iyawo onibon-orun, jowo
somi di oloro.
Ase.

Adura Oiá
Esposa de Obakoso (Xangô)
O rio enche ou não, não há
ninguém que Oia não leve,
Não deixe o rio me levar.
Não me deixe morrer afogado,
Não me deixe morrer no fogo,
Minha mãe é bonita,
Eu quero prosperidade de você,
Eu quero paz,
Eu quero saúde,
Eu quero progresso,
Esposa de dono da trovoada
no céu (Xangô), favor faça-me rico.
Axé.



Oriki Oiá

Oyà A To Iwo Efòn Gbé.

Ela é grande o bastante para carregar o chifre do búfalo.

Oyà Olókò Àra.

Oyà, que possui com marido poderoso raio. ( Xangô )

Obìnrin ogun,

Mulher guerreira.

Obìnrin ode.

Mulher caçadora.

Oya Òrírì Arójú Bá Oko Kú.

Oyà, a charmosa, que dispõe de coragem para morrer com seu marido.

Iru Èniyàn Wo Ni Oyà Yí N Se, Se?

Que tipo de pessoa é Oyà?

Ibi Oya Wà, Ló Gbiná.

O local onde Oyà está pega fogo.

Obìnrin Wóò Bi Eni Fó Igbá.

Mulher que se quebra ao meio como se fosse uma cabaça

Oyà tí awon òtá rí,

Oyà foi vista por seus inimigos

Tí Won Torí Rè Da Igbá Nù Sì Igbó.

E eles, assustados, fugiram atirando as bagagens no mato.

Héèpà Héè, Oya ò!

Eeepa He! Oh, Oyà!

Erù Re Nikan Ni Mo Nbà O.

És a única pessoa que temo.

Aféfé Ikú.

Vendaval da Morte

Obìnrin Ogun, Ti Ná Ibon Rè Ní À Ki Kún

A mulher guerreira que carrega sua arma de fogo

Oyà ò, Oyà Tótó Hun!

Oh, Oyà, à Oyà respeito e submissão!

Oyà, A P’Agbá, P’Àwo Mó Ni Kíákíá,

Ela arruma suas coisas sem demora

Kíákíá, Wéré Wéré L’ Oyà Nse Ti È

Rapidamente Oyà faz suas coisas

A Rìn Dengbere Bíi Fúlàní.

Ela vagueia com elegância, como se fosse uma nômade fulani.

O Titi Tí Nfi Gbogbo Ará Rìn Bí Esin

Quando anda, sua vitalidade é como a do cavalo que trota.

Héèpà, Oya Olómo Mesan, Ibá Re Ò!

Eeepa Oya, que tem nove filhos, eu te saúdo! 

Orìkí fún Oya


Ajalaiyé, ajalorin, fún mi ire
Ìba Oya
Aja laaiyéL ajalorun, fún mi gbógbó iré
Ibà Iyansan
Ajalaiye, ajalorun wi wini
Bem ma yansan
Àse



Orìkí para Oya


Os ventos da terra e o céu me dão fortuna boa
Eu elogio o filho da mãe dos nove
Os ventos da terra e o céu me dão fortuna boa
Eu elogio o espírito do vento
Os ventos da terra e o céu são maravilhosos
Sempre haverá a mãe dos nove
Axé



Orin Iansã
Oya  balè  e  Láárí  ó
Oya balè
Oya  balè  e  Láárí  ó
Oya balè                                                                                
Àdá  máà  dé  f´àrá
gè  ngbélé
Oya  balè  e  Láárí  ó

Oiá  tocou  a  terra, ela é importante.
Oiá  tocou  a  terra
Oiá  tocou  a  terra
Ela é de alto valor, Oiá  tocou a  terra.
Que sua espada não chegue até nós,
e que afaste os raios ( Com os ventos ) para longe da casa
onde  vivemos.

Ó  ní  lábá-lábá  -  Ó lábá  ó
Ó  ní  lábá-lábá  -  Ó lábá  ó
Olúafééfé   sorí                                                                     
Omon

Ela ( Oiá ) é uma borboleta
ela é uma borboleta.
Dona dos ventos que sopram sobre seus
filhos.

ISURE ÒRÌSÀ OYA


IBA OYA

AYABA OBAKOSO,

ODO KUN KO KUN, KO SI

ENITI OYA KO LE GBE LO,

MAA JEKI ODO GBE MI LO,

MAA JEKI NKU IKU INA,

IYA MI BOROKINNI,

JOWO EMI NFE ORO LATI

ODO RE,

EMI NFE ALAFIA,

EMI NFE ILERA,

EMI NFE ILOSIWAÚU,

IYAWO ONIBON-ORUN, JOWO SOMI DI OLORO.

ÀSE TI ELEDUNMARE

ELEDUNMARE ÀSE.


Oya eu te saúdo.


Esposa do Obakoso (Sòngó).

O rio enche ou não, não há ninguém que Oya não leve,

Não deixe o rio me levar.

Não me deixe morrer afogado,

Não me deixe morrer no fogo,

Minha mãe é bonita,

Eu quero prosperidade de você,

Eu quero paz,

Eu quero saúde,

Eu quero progresso,

Esposa de dono da voz do céu (Sòngó),

Favor, faça-me rico.

Axé do Senhor Supremo.

Benção do Senhor Supremo.

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