Ebós e Feitiços

Folhas Sagradas


Aqui tenho por objetivo falar sobre as ervas não de uma forma apenas religiosa ou ritualística, acredito que mais importante que isso é divulgar as propriedades terapêuticas e funcionais de cada planta. Todo adepto do Culto Sagrado aos Orixás deve ter um conhecimento mínimo de Herbologia. 
Èwé Alúkerésé (Dama-da-noite) Orixá:Oxalá, Elemento:Ar, Sexo:Feminino, Está Associada a fartura.
Èwé Akòko (Acocô) Orixá:Ossaim e Ogum, Elemento:Terra, Sexo:Masculino. Está associada a prosperidade
Èwé TóTó (Colônia) Orixá:Oxóssi, Elemento:Terra, Sexo:Masculino. Acalma Pessoas em estado de histeri...
Èwé TóTó (Colônia) Orixá:Oxóssi, Elemento:Terra, Sexo:Masculino. Acalma Pessoas em estado de histeria(calmante),está é a folha da nação d' ketu
Èwé Túni (Erva-cidreira) Orixá:Oxum, Elemento:Terra, Sexo:Feminino. Serve para lavar o jogo de búzios(Está associada a vidência) é calmante
Èwé Àjóbi Pupá (Aroeira-Vermelha). Orixás:Exú e Ogum. Elemento:Terra; Sexo:Masculino. Tem poder de Descarregar o corpo-humano e empregada também nos sacrifícios.
Èwé Tétérégún (Cana-do-brejo) Orixá:Obatalá. Elemento:Ar. Sexo:Masculino; Está é a folha da vida e está associada a trabalho para ajudar alguém a ser possuído por Orixá; É calmante e combate às doenças dos rins
Èwé Ogbe Àkùkó (crista-de-galo) Orixás:Aganju e Orunmilá. Elemento:Fogo. Sexo:masculino. Foi usada por Orunmilá para acalmar a cólera das Iyámi contra a humanidade, no culto de Ifá é chamada de (Àgógo-Igún); É ainda utilizada para preparar um caruru que é oferecido a Aganju
Èwé Okówó (Erva-vintém) Orixá:Ossaim, Elemento:Água, Sexo:Feminino, É a folha do dinheiro, planta extremamente positiva é Eró(de calma)
Èwé Pèrègún kò (Dracena-verde-e-amarela) Orixás:Oxumarê,Ossaim e Logun Edé, Elemento:Terra, Sexo:Masculino, É a folha da Liberdade, usada para encantos e magias de Amor.
Èwé Itété (jasmim-manga) Orixás:Oxóssi e Logun Edé. Elemento:Terra. Sexo:Masculino. Está é a folha da vaidade, tem o poder de tornar uma pessoa vaidosa, a noite suas flores ficam mais perfumadas
Èwé Ójé dúdú (Guaco) Orixá:Oxalá. Elemento:Ar. Sexo:Feminino. Está é a folha da Saúde(Utilizada em banhos de proteção para os filhos de santo)
Èwé Ojú Omí (Lágrimas-de-nossa senhora) Orixá:Iyemonjá e Inlê. Elemento:Água. Sexo:Masculino. É utilizada num trabalho para mulher obedecer ao marido, servindo também para lavar os búzios, no culto de Ifá recebe o nome de (Èwé Tésúbíyù), é a folha da intuição e visão mediúnica
Èwé Mónán (Parietária) Orixá:Oxalá. Elemento:Ar. Sexo:Feminino. Esta é a folha da Sorte, serve também para banhos purificatórios
Èwé Gbági (Pata-de-Galinha) Orixá:Oxum. Elemento:Água. Sexo:Masculino. É utilizada em trabalhos para se obter favores de Oxum, tipo:Gravides,nutrição,fertilidade e prosperidade (É antiabortiva) também é chamada de (Grifo)
Èwé Abéré Olóko (Picão) Orixás:Exú e Oxum. Elemento:Terra. Sexo:Masculino. É a folha do bem e do mal, usada para proteção contra a Ganância e é usada para fazer alguém ter pesadelos
Èwé Àgbaó (Umbaúba) Orixás:Ossaim e Xangô. Elemento:Terra. Sexo:Feminino. Tem o poder de fazer uma pessoa achar o que está procurando.
Èwé Isan (Amoreira) Orixá:Oyá Gbalé. Elemento:Ar. Sexo:Feminino. Dos galhos são feitos os Isan, bastões rituais que controlam os Babá Egúns; as folhas servem como proteção em banhos de descarrego
Èwé Apáòká ( jaqueira) Orixás:Xangô, Exú e Iyá Odé. Elemento: fogo. Sexo: masculimo. Serve de morada para as Iyá mi . Suas são utilizadas para acentar Exú e banhos para os filhos de Xangô; seu fruto não deve ser consumido por seus iniciados. Também é utilizada em trabalho para enloquecer alguem
Èwé Apáòká ( jaqueira) Orixás:Xangô, Exú e Iyá Odé. Elemento: fogo. Sexo: masculimo. Serve de morada para as Iyá mi . Suas são utilizadas para acentar Exú e banhos para os filhos de Xangô; seu fruto não deve ser consumido por seus iniciados. Também é utilizada em trabalho para enloquecer alguem
Éwé Itobí (abacateiro) Orixás: Xangô e Ossaim. Elemento:fogo. Sexo:masculino. É considerada afrodisíaca (só o fruto);Também se faz uma oferenda para Ogum Mejê com o fruto do Abacateiro
Èwé Òró Òyìnbó (Mangueira) Orixás: Ogum,Oyá e Iroko, Elemento: Terra, Sexo: masculino. tem o poder de evitar demandas provocadas por elemento mal-intencionado(se for espalhada no salão do barracão), os frutos são evitados pelos filhos de Ogum e Logun Edé na nação de ketu. seus frutos entram nas oferendas das festas das Iyágbas e dos Erês. Emprega-se, também, em sacudimentos que acompanham Ebós para melhorar a sorte das pessoas
Èwé Àbámódá (folha da fortuna) Orixás:Orunmilá e Xangô, Elemento:Água, Sexo:feminino, seu nome significa (o que você deseja, você faz), É a folha da coragem, no culto de Ifá é chamada de:Érú ódundun, o surgimento de muitos brotos nas bordas das folhas, fato associado à prosperidade, também serve para lavar os búzios, as vistas e para assentar Exú
Èwé Bojutòna (Erva-pombinha) Orixás:Ossaim,Oxumarê,Nanã e Obaluaiê, Elemento:terra, Sexo:masculino, é a folha da sinceridade, (Empregada em banhos de Descarregos), associada à multiplicação, também usada em trabalho para positivar o Odù Irosún meji 

Euê Orixá

Capim-Tiririca (Cyperus Rotundus) é também conhecida como Tiririca, Tiririca-do-Brejo, Barba-de-Bode, Capim-Dandá e Junça, pertence a família Cyperaceae.
Usos tradicionais: Amenorreia, Câncer Cervical, Depressão, Diarreia, Dismenorreia, Dispepsia, Flatulência, Inchaços, Mau-humor, Infertilidade Masculina e Feminina.
Propriedades Medicinais: Adstringente, Antibacteriano, Analgésico, Anti-helmíntico, Antifúngico, Antiespasmódico, Carminativo, Emenagogo, Hipotenso e Sedativo.
O rizoma do Capim-Tiririca concentra as propriedades medicinais da planta. Seu efeito calmante ajuda a aliviar a depressão. Seus rizomas são comestíveis. É composta quimicamente de óleo essencial ( cineoles, cyperene, cyperol, ciperone, limoneno, pineno, sesquiterpenos ), flavonoides e goma. 
A Tiririca-do-Brejo cresce em áreas pantanosas e beiras de rios. A fibra da planta é usada para fazer pano, cestas e papel. O papiro, que era um tipo de papel usado antigamente no Egito, era feito com esta planta ( Cyperus Papirus ).

Goiaba ( Psidium Guajava ) é também conhecida como Guava, Goiabeiro, Guave, Guayava, dentre outros nomes populares. Na casca, fruta e folhas da goiaba se concentram as propriedades medicinais da planta. Pertence a família ( Myrtaceae ).
Usos tradicionais: Candidíase, Cólera, Conjutivite, Contusões, Corrimento Vaginal, Diarreia, Disenteria, Dispepsia, Dor-de-dente, Dor-de-garganta, Edema, Feridas, Halitose, Hemorragia, Gastroenterite, Laringite, Ressacas, Sangramentos, Vertigens, Vômitos, Tensão pré-menstrual, Tosse e Úlceras na pele.
Propriedades Medicinais: Analgésico, Adstringente, Antibacteriano, Antidiarreica, Antiespasmódica, Antioxidante, Cardiotônico, Diurético, Estimulante menstrual, Fungicida, Nervino, Sedativo, Tônico estomacal, Vasoconstritor e Vermífugo.

As folhas da Goiabeira tem uma longa história de usos medicinais que ainda são empregadas hoje em dia. Os índio Tikuna usam tradicionalmente a decocção das folhas e casca da goiaba para curar diarreia e disenteria, atualmente a Farmacopeia da Holanda considera as folhas da goiabeira indicadas para o tratamento da diarreia. Os indígenas também a usam para dor-de-garganta, vômitos, problemas de estômago, vertigem e para regularizar períodos menstruais. As folhas de goiaba são mastigadas para aliviar o mau hálito e estancar sangramentos na gengiva. O extrato de folhas é usado como uma ducha para a candidíase. As folhas são esmagadas e aplicadas sobre feridas e contusões.
É dito que as folhas de goiaba mastigadas antes de iniciar o consumo de bebida alcoólica previne o aparecimento de ressacas.A decocção da casca ou folhas ou infusão da flor é usada topicamente para úlceras e feridas na pele. As flores esmagadas são aplicadas em inchaços nos olhos, lesões oculares e conjuntivites. A goiaba é amplamente utilizada na medicina popular como antisséptico natural, inclusive quando interage com outros antissépticos sintéticos e concentrados potencializa os efeitos em função de suas propriedades hipoalergênicas, diminui as possibilidades da incidência de alergias. As folhas da goiabeira possui propriedades antioxidantes benéficas para o coração melhorando a função miocárdica.


O uso da Goiaba para emagrecer, reduzir calorias e reduzir os níveis de açúcar no sangue.

Em dois estudos randomizados e humanos, o consumo do fruto da goiabeira por 12 semanas, foi indicado que além de reduzir a pressão arterial, também diminuía os níveis de colesterol total em 9%, diminuição de triglicérides em 8%, além de aumentar a taxa de colesterol bom HDL em 8%. O resultado foi atribuído ao alto teor de potássio e de fibras solúveis da fruta. O suco de goiaba tem sido recomendado para diminuir os níveis de açúcar em diabéticos.

Noz-de-cola ( Cola Nitida ou Cola Acuminata ) é também conhecida como Cola-medicinal, Cola-africana, Cola-vera e Cola-do-Sudão. Pertence a família Sterculiaceae.
Usos Tradicionais: Alcoolismo, Asma, Depressão, Diarreia, Disenteria, Dor-de-cabeça, Esgotamento mental, Fadiga, Neuralgia, Obesidade, Tosse seca e Vícios em drogas.
Propriedades Medicinais: Adstringente, Afrodisíaco, Aromática, Diurético, Estimulante e Tônico digestivo.
Existem mais de 125 variedades de espécies de Noz-de-cola. Popularmente as sementes são mastigadas para restringir a fome e aliviar a sede, permitindo assim, que as pessoas consigam trabalhar duro em condições quentes.
A Noz-de-cola é usada em bebidas como um estimulante e condimento. É composta de cafeína, teobromina, colanina, tanino e antocianina. Contra-indicada em caso de pressão alta, palpitações e úlceras pépticas. Devido a cafeína mulheres grávidas também deveria, evitar.
Tais plantas são consideradas um símbolo de hospitalidade e usadas em muitas cerimônias sociais, tais como matrimônios, nascimentos e funerais. Embora seja chamada uma Noz, a parte consumida é realmente a região internadas sementes carnudas.

Centella Asiatica é também conhecida como Centela, Colágeno-de-gotu, Gotu-cola, Brahmi, Chinsing e Pai Kuo. A Centella Asiática também inclui a espécie Hydrocotyle Asiática. Pertence a família Apiaceae.
Usos Tradicionais: Amnésia, Asma, Calvície, Celulite, Cicatrizes, Colapso Nervoso, Confusão, Demência, Doença Venérea, Eczema, Envelhecimento Precoce, Epilepsia, Esquizofrenia, Fadiga, Fraturas, Lepra, Loucura, Malária, Manchas Senis, Psoríase, Queimaduras, Retina Descolada, Tuberculose e Varizes.
Propriedades Medicinais: Anti-reumático, Antiespasmódico, Diurético, Febrífugo, Nervino, Rejuvenescedor, Tônico Cerebral, Tônico Glandular e Vasodilatador Periférico.
A Centella Asiática é usada para fortalecer o sistema vascular e o tecido conjuntivo, além de trabalhar inflamação vascular. Tradicionalmente já foi usada para tratar a Lepra, já que penetrava a camada do Lepra Bacillis, de forma que ele pudesse ser destruído. A Centela ajuda a desintoxicar o corpo de substâncias químicas e drogas. Tem efeito revitalizador nas células do cérebro e dos nervos.
A Centela estimula a produção de Colágeno, quando usado internamente e topicamente na pele. Também melhora o tempo de cura de uma ferida, estimulando a mitose celular e é usado para tratar queimaduras e cicatrizes, psoríase e eczema. A Centella é muito usada em cosméticos por suas propriedades regenerativas, inclusive no combate a queda do cabelo. Acredita-se que a Centella Asiática melhora o movimento de energia entre os dois hemisférios do cérebro.

Coco ( Cocos Nucifera ) é também conhecida como Côco, Coco-de-Praia e Cocus.
É a única espécie do gênero Cocos, uma palmeira de grande porte, que atinge até 30 metros de altura, sendo que o coco é o fruto do Coqueiro. Pertence a família Areceae.
A medicina Ayurveda reconhece as propriedades reconhece as propriedades do coco e o usa a mais de 4 mil anos em suas diversas formas para tratar uma variedade de problemas de saúde e nutrir o corpo.
Inclui indicações e propriedades medicinais para combater abcessos, afecções respiratórias, angina, asma, artrite, bronquite, cistite, colesterol alto, cólicas abdominais, desnutrição, diarreias, dores comuns, falta de apetite, febre, icterícia, inflamação do canal da uretra, irritações gastrointestinais, pele seca e danificada, tosse, úlceras gástricas e vários outros usos medicinais.
A Água-de-Coco é o líquido doce e hidratante encontrado dentro do Coco fresco, que não pode ser confundido com o óleo de coco. A água-de-coco auxilia na digestão, proporciona o aumento do sêmen e ajuda a desobstruir o canal urinário.
Além de açúcares naturais, que contém um conjunto de composto de vitaminas e minerais, o que o torna uma bebida muito saudável, a água-de-coco é uma bebida é rica em potássio, cloretos, cálcio e magnésio, e possui uma pequena quantidade de sódio, açúcar e proteínas. É essencialmente livre de gordura. Embora o conteúdo mineral permaneça praticamente constante, o açúcar e as  concentrações de proteína aumentam a medida em que o fruto amadurece. O coco é conhecido como a Água-da-Vida.

Os Benefícios do óleo de coco

O óleo de coco é comprovadamente benéfico para a pele seca e danificada, seja para deixar a pele mais saudável seja para a cicatrização. Também é um excelente remédio natural para queimaduras, cortes, contusões e até mesmo para a recuperação de ossos quebrados. O óleo de coco constitui uma barreira protetora para manter a umidade e penetrar nas camadas mais profundas para ajudar a mantes os tecidos conjuntivos fortes e flexíveis. O óleo de coco é facilmente absorvido pela pele ajudando a diminuir a aparência de linhas finas e rugas. Também ajuda na esfoliação da camada externa de células mortas da pele, tornando a pele mais lisa. O óleo de coco adicionado a dietas aumenta a energia, equilibra os hormônios e estimula a glândula tireoide. De igual forma, o óleo de coco aumenta a atividade do metabolismo, ajudando a liberar energia e promover a perda de peso.

O Leite de Coco

O leite de coco também é rico em antioxidantes que ajudam o organismo a combater os radicais livres, retardar os efeitos do envelhecimento, reduz a flacidez da pele, melhora a visão deficiente e a baixa densidade óssea. Também possui ácido láurico, substância que confere ao leite de coco propriedades contra fungos, vírus e bactérias. É ótimo para combater infecções. Apesar do leite de coco conter gorduras saturadas, também ajuda na perda de peso. A gordura do leite de coco é composta de ácidos graxos de cadeia média, que fazem com que o corpo converta o leite de coco em energia ao invés de armazená-lo como gordura. Além disso, o leite de coco é bom para a saúde da pele e dos cabelos. Por fim, o leite de coco ajuda na digestão e também é usado como laxante.


Alface-Selvagem ( Lactuca Virosa ) é também conhecida como Alface-silvestre, Lechuga-silvestre, Alface-espinhosa, Alface-de-Ópio, Alface-amarga, Ópio-dos-pobres, inclui as espécies Lactuca serriola e Lactuca canadensis. Ambas as espécies possuem as mesmas propriedades da Lactuca virosa, embora a Lactuca virosa seja muito mais potente. Pertence a família Asteraceae.
Usos Tradicionais: Acne, Ansiedade, Bronquite, Carvalho-venenoso, Dores comuns, Hiperatividade, Inquietude, Insônia, Sumagre-venenoso, Tosse e Tosse seca.
Propriedades Medicinais: Analgésico, Anódico, Antitussígeno, Diurético, Expectorante, Galactagogo, Hipnótico, Hipoglicêmico e Sedativo.
Esta erva é uma planta selvagem antecessora de algumas das várias espécies de alfaces cultivadas atualmente. Acredita-se que a Alface-selvagem inibe os impulsos causadores da sensação de dor. Agindo diretamente na espinha dorsal. Na medicina alternativa, a Lechuga-selvagem é utilizada em lavagem ou loção para acne. Usados em produtos de banho, loções e sabão. O látex da planta pode ser aplicado para aliviar a coceira do sumagre-venenoso. O látex da planta pode causar irritação se entrar em contato com os olhos. Doses moderadas podem causar sonolência, enquanto doses exageradas podem causar desejos sexuais excessivos e causar insônia.

Dente-de-Leão ( Taraxacum Officinale ) é também conhecida como Taraxaco, Taráxaco, Amor-de-Homem, Amor-dos-Homens, Amargosa, Alface-de-Cão, Esperança, Salada-de-Toupeira e Quartilho.  Pertence a família Asteraceae.
Usos Tradicionais: Acne, Anemia, Artrite, Cálculos Biliares, Colesterol Alto, Constipação, Diabetes, Eczema, Edema, Edema Pulmonar, Febre, Hepatite, Hipertensão, Icterícia, Obesidade, Pedras nos Rins, Problemas Menstruais, Psoríase e Reumatismo.
Propriedades medicinais: Antifúngico, Colagogo, Diurético, Expectorante, Galactagogo, Hipotenso e Laxante.
Partes diferentes da erva têm propriedades diferentes. As folhas são diurético e hipotenso. A raiz é antifúngica, colagoga, diurética, expectorante, galactagoga, laxante e tônica. Na medicina alternativa só as folhas são usadas para edemas, enquanto a raiz é usada para diabetes. Popularmente tanto as folhas como a raiz são usadas para hipertensão. É uma erva indicada para a perda de peso, vez que as folhas são diuréticas e a raiz melhora o funcionamento do metabolismo;. As flores do Dente-de-Leão são usadas como cataplasma para feridas. O talo é usado para combater verrugas e lavagens da planta são indicadas para infecções fungosas.
Na culinária as folhas podem ser consumidas na primavera, antes de florescer, cruas ou cozidas. As raízes só devem ser utilizadas secas ou cozinhadas. As raízes assadas têm um efeito semelhante ao do café. O vinho de Dente-de-Leão, feito das flores, é muito apreciado em alguns países.
O nome do gênero "Taraxacum", é derivado da planta grega Taraxos, que significa desordem, e da palavra "Akos" que significa cura. É uma das ervas presentes na tradição da Páscoa O Dente-de-Leão é uma das ervas daninha mais famosa é úteis do planeta. Os Dentes-de-Leões, proporcionam muito alimento para muitos animais selvagens, tais como abelhas, servos, ganços e coelhos.
Agrião-do-Brejo ( Eclipta Alba ) é uma planta medicinal também conhecida como Surucuína, Erva-Botão, Bringaraja, Kesharaja (sânscrito), Han Lian Cao (chinês) e Bhangra (hindi). Pertence a família Asteraceae.
Usos Tradicionais: Alopécia, Anemia, Cabelos grisalhos, Calvice, Cirrose, Disenteria, Hepatite, Icterícia, Inflamações, Inquietação, Insônia, Problema no Baço e Zumbido no Ouvido.
Propriedades Medicinais: Adstringente, Febrífugo, Hemostático, Laxante, Nervino, Rejuvenescedor, Vulnerário e Tônico.
Do Agrião-do-Brejo é feito um óleo usado na medicina popular que é aplicado no couro cabeludo e beneficia os cabelos. Inflamações também são tratadas com Agrião-do-Brejo através de compressas. A planta contribui para que se tenha uma pele bonita e saudável.
Na Índia o Agrião-do-Brejo é usado com mel para prevenir a senilidade e é acrescentado a óleos de massagem como rejuvenescedor. O Agrião-do-Brejo é composto de saponinas, nicotina, tanino, betacaroteno e ecliptina.
Galangal ( Alpinia Galanga ) é uma planta medicinal também conhecida como Alpínia, Galanga e Gengibre-Siamês. A Alpinia Purpurata é uma variedade vermelha da Alpínia. Pertence a família Zingiberaceae.
Usos Tradicionais: Artrite Reumatoide, Bronquites, Candida, Catarro, Cólera, Dispepsia, Gases Intestinais, Indigestão leucemia, Malária, Náuseas, Resfriados, Sarampo, Soluços e Úlceras.
Propriedades Medicinais: Afrodisíaco, Antibacteriano, Antifúngico, Anti-reumático, Antitumor, Aromático, Carminativo, Diaforético, Estimulante e Tônico digestivo.
A planta é constituída quimicamente de sesquiterpene, óleo essencial ( pireno, cineol, eugenol, eucaliptol ) lactonas ( alpinina, galangina, galangol, canferida ).
O nome de gênero Alpinia foi designado pelo botânico italiano Prospero Alpini. A erva é nativa da China, sudeste da Ásia e Indonésia. O místico e herborista, Hildegard de Bingen, chamou o Galangal de "tempero da vida"e acreditou que era um presente divino para manter doenças distantes. A Alpínia é usada na Ásia como um alimento energético para cavalos.

Carrapicho ( Acanthospermum Hispidum ) é também conhecida como Carrapicho-de-Carneiro, Chifre-de-Garrote e Cabeça-de-Garotinho.
O Carrapicho é uma planta anual da família Asteraceae, é nativa da América Tropical. Esta planta é citada como um erva daninha na cultura do algodão no Brasil, e também é utilizada como uma planta medicinal. É uma planta adaptada a uma ampla variação de solos e condições climáticas.
Propriedades Medicinais: Antimalárica, Diarréia, Doença de Pele, Febre, Lepra, Blenorragia e Antiviral.
As sementes e as folhas contêm ácidos fenólicos que possuem efeito alelopático para outras plantas
Erva-de-São João ( Ageratum Conyzoides ) conhecida como Mentrasto e Mentraste.
Usos Tradicionais: Pressão-alta, Má digestão, Tosse, Analgésica, Diarréia, Anti-inflamatório, Analgésico.
Propriedades Medicinais: Antibacteriana, Protetor Gástrico, Antiinflamatório, Vermífugo, Cicatrizante e Anti-espasmódica.

Assa-peixe ( Vernonia Polynthes )
Uso Tradicional: Febre de dentição
Propriedades Medicinais: Anti-ulcerogênica, Analgésica, Antimutagênica e Leishmanicida.

Maria-Preta ( SOlanum Americanum) também conhecida como Erva-Moura
Protozoários, Bactericida, Fungicida e Tripanomicida.

Caruru ( Amaranthus Hybridus )
Adstringente, Problemas intestinais, Diarréia, Menstruação Excessiva.

Picão ( Porophyllum Ruderale ) também conhecido como Picão-branco.
Ant-inflamatório e Leishmanicida.

Caruru-de-espinhos ( Amaranthus Spinosus )
Cataplasma para ossos fraturados, Adstringente, Diaforético, Emoliente, Febrífugo, Galactagogo, Diarréia e menstruação Excessiva.

Erva-tostão ( Boerhavia Diffusa ) também conhecida como Amarra-pinto
As raízes são diuréticas, Eméticas, Expectorante, Laxante, Estomáquicas e Antidiabéticas.
É usada no tratamento de Asma, Edema, Anemia, Icterícia, Inflamações do aparelho urinário.

Alecrim-do-campo ( Baccharis Dracunculifolia ) também conhecida como Vassourinha.
Combate problemas Hepáticos, Úlceras, Disfunções estomacais e Febre.
Antimutagênico, Anti-inflamatória, Antileucêmica, Cicatrizante, Anticáries e Tripanomicida.

Mal-me-quer ( Acmella Brasiliensis ) conhecida como Arnica-do-mato.
Anticonceptivo, Analgésica, Antimicrobiana, Antidiabética, Tônico Hepático, Relaxante muscular, Antifúngica e Hipoglicêmica.

Melão-de-São Caetano ( Momordica Charantia ) na medicina popular turca, os frutos maduros são usados externamente para cicatrização rápida das feridas e internamente para o tratamento de úlceras pépticas.
Tratamento de feridas, eliminação de parasitas, emenagogo, Antiviral, Sarampo e Hepatite.
Propriedades Medicinais: Antimutagênico, Antioxidante, Antileucêmico, Antiviral, Antidiabético, Antitumor, Aperitivo, Afrodisíaco, Adstringente, Carminativo, Citotóxico, Depurativo, Hipotensivo, Hipoglicêmico, Imuno-modulador, Inseticida, Galactagogo, Laxativo, Purgativo, Refrigerante, Estomáquico, Tônico, Vermífugo e Abortifaciente.


Serralha ( Sonchus Oleraceus ) conhecida como Serralha-verdadeira. A planta é emenagoga, hepática, uma perfusão é usada para lavar a menstruação tardia e para tratar a diarréia, o látex é usado como uma cura para o vício do ópio. O látex na seiva é usado no tratamento de verrugas, possui atividade anticancerígena, as folhas são aplicadas como cataplasma para inchaços inflamatórios, a infusão das folhas e raízes é febrífuga e tônica.

Serralha-Vermelha ( Emilia Sonchifolia ) conhecida como Falsa-Serralha e Serralhinha. O chá feito das folhas é utilizado no tratamento de disenteria, o sumo das folhas é utilizado no tratamento de inflamações oculares, cegueira noturna, cortes, feridas e olheiras. As flores são mastigadas e mantidas na boca por cerca de 10 minutos para proteger a decadência dos dentes.
A planta é adstringente, depurativa, diurética, expectorante, febrífuga, sudorífera, antioxidante, anti-inflamatória e antitumoral.

Mastruz ( Chenopodium Ambrosioides ) conhecida como Erva-de-Santa Maria e Mastruço. É usada no tratamento contra vermes, gripe, tosse, dor ao urinar, dor na bexiga, calmante, dor-de-barriga, Tuberculose, Pneumonia e Bronquite.
Antibiótico, Anti-inflamatório, Cicatrizante, Expectorante, Carminativa, Diaforética, Emenagogo, Tônico, Inseticida, Antimicótica, Anti-helmíntica e Leishmanicida.

Picão-Preto ( Bidens Pilosa ) conhecida como Picão, Carrapicho-agulha, Picão-de-praia e Picão-roxo.
Antibiótico, Anti-inflamatório, Congestão, Garganta, Infecção dos ovários, Inflamação nos ovários, Hepatite, Inchaço, Cicatrizante, Picada de insetos, Anemia, Depurativo, Cicatrizante para o umbigo do bebê, Hipoglicêmico, Icterícia, Hemorroidas, Vulnerário, Gargarejo para anginas simples e amigdalites, glândulas ingurgitadas, Pressão-alta e distúrbios renais.
Anti-alergênica, Anti-histamínica, Febrífugo, Anti-úlcera, Anticancerígena, Anti-diarreico, Antileucêmico, Antimalárica, Antimicrobiana, Antiviral, Imunoprotetora e Antioxidante.

As Ervas e Suas Funções Espirituais


Ervas de exu

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.
Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.
Angelim-amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.
Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.
Arrebenta Cavalo : No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.
Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.
Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.
Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.
Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.
Beladona: Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.
Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.
Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.
Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.
Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao mau hálito.
Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usadas em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.
Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.
Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.
Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira : corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.
Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.
Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.
Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarréias.
Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira atua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.
Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.
Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsediadas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.
Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.
Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.
Juá – Juazeiro: É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.
Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.
Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente e tônico, além de prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.
Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.
Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.
Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza, descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.
Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.
Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.
Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.
Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.
Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.
Maria Mole: Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.
Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.
Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incômodos digestivos.
Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.
Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.
Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.
Pau D’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranqüila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abscessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.
Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.
Pimenta Darda: “Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.
Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.
Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.
Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.
Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.
Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.
Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.
Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.
Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.
Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.
Urtiga Branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.
Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.
Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.
Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.
Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.
Ervas de Ogum
Açoita-cavalo – Ivitinga: Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.
Açucena-rajada – Cebola-cencém: Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo. Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares. A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.
Agrião: excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e bronquites, é expectorante de ação ligeira.
Arnica-erca lanceta: É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.
Aroeira: É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital.
Cabeluda-bacuica : Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.
Cana-de-macaco : Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.
Cana-de Brejo – Ubacaia: Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso. Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é o estrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.
Canjerana – Pau-santo: Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.
Carqueja: Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.
Crista-de-galo – Pluma-de-princípe: Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.
Dragoeiro – Sangue-de-dragão: Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e toda a planta, pilada, como adstringente.
Erva-tostão: Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.
Grumixameira: Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo. Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.
Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.
Helicônia: Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.
Jabuticaba: Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.
Jambo-amarelo: Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô. São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro. A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.
Jambo-encarnado: Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).
Japecanga: Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.
Jatobá – Jataí: Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.
Jucá: Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.
Limão-bravo: Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.
Losna: Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.
Óleo-pardo: Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.
Piri-piri: A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.
Poincétia: Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo, da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.
Porangaba: Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.
Sangue-de-dragão : Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.
São-gonçalinho: É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater febres malignas, em chá.
Tanchagem: Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.
Vassourinha-de-igreja: Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.
Ervas de Oxóssi
Acácia-jurema: Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.
Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.
Alfavaca-do-campo: Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.
Alfazema-de-caboclo: Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.
Araçá – Araçá-de-coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.
Araçá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araçá-do-campo: É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarréia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.
Caapeba-pariparoba: Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.
Cabelo-de-milho: Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.
Capim-limão : Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do estômago.
Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e dos testículos.
Cipó-camarão: Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.
Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.
Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.
Erva-curraleira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.
Goiaba – Goiabeira: É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarréias infantis.
Groselha – Groselha-branca: Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.
Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosse rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.
Guaxima-cor-de rosa: Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.
Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.
Hissopo – Alfazema-de caboclo: Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo modo é empregado nos abô para limpeza dos iniciados. É muito usado nas afecções respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.
Incenso-de-caboclo – Capim-limão: Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas perturbações da digestão.
Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.
Jacatirão: Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.
Jurema branca: Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insônia.
Malva-do-campo – Malvarisco: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.
Piperegum-verde – Iperegum-verde: Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e compressas.
Piperegum-verde-e-amarelo: Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.
Pitangatuba: Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os brônquios.
Ervas de Ossaim
Amendoim: Ossaim aprecia muito e adora saboreá-lo torrado, sem casca. O amendoim fornece um bom óleo para luz e também para a cozinha. Suas sementes são estimulante e fortalecem as vistas e a pele, além de ser em excelente afrodisíaco. Nos rituais, é empregado cozido e utilizado em sacudimentos, com excelentes resultados.
Celidônia maior: É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos.
Coco de Dendê: É conhecido entre os Yorubás como Adin. Sua semente, desprovida da polpa, fornece um óleo branco, sólido, e serve para substituir a manteiga. É a chamada manteiga de karité. Este coco é muito prestigiado pela medicina caseira, pois debela cefaléias, anginas, fraqueza dos órgãos visuais e cólicas abdominais.
Erva de Passarinho: É muito aplicada principalmente no abô do orixá, nas obrigações renovadas anualmente e nos abô de babalossaim. Nas renovações, esta planta é a duodécima folha que completa o ato litúrgico renovatório. Na medicina popular, esta planta é empregada com sucesso absoluto, contra as moléstias uterinas, corrimentos e também para dar fim às úlceras. As folhas e flores são usadas em caso de diabetes, hemoptises e hemorragias diversas.
Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeças, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.
Gitó – carrapeta: Sua utilização se restringe ao uso litúrgico e ritualístico. É largamente empregada nos banhos de limpeza e purificação do orixá. Usada também em banhos de cabeça para desenvolver a vidência, audição e intuição. A medicina popular aplica-a na cura de moléstia dos olhos, porém em lavagens externas.
Guabira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. A medicina caseira a indica no sentido de pôr fim aos males dos olhos conjuntivites. Em banhos, favorecem aos que sofrem de reumatismo e devem ser feitos em banheiras ou bacias, sendo mais ou menos demorados.
Lágrima de Nossa Senhora: É usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a indica como excelente diurético, em chá. Os banhos debelam o reumatismo e reduzem as inchações. As folhas e as sementes são indicadas para banhar os indicadas para banhar os olhos, propiciando bem-estar. A aplicação deve ser feita pela manhã, após ter deixado o banho ficar na noite anterior sob o sereno. Retire antes do sol nascer e aplique sobre os olhos.
Narciso dos Jardins: Entra nos trabalhos em razão de ser suporte para o fetiche de Ossaim, para o assentamento. Para ser utilizada, plante-a em um pote, no canto do vegetal, coloque o fetiche e por dentro do pote prenda o pé do fetiche com um pouco de tabatinga deixa-se secar em lugar longe de correntes de vento para que possam ter perfeita fixação. Quando estiver seco, o trabalho, procede-se com o sacrifício da ave correspondente ao orixá da folha (o galo), deixando o ejé banhar todo o fetiche. Acrescente fumo de rolo, banhe todo o fetiche com vinho moscatel e mel de abelhas, separadamente. Ao terminar, coloque o pote, com um abrigo circular por cima, e leve-o para cima do telhado do terreiro, lado esquerdo de casa e direito de quem a olha de frente. Não possui uso na medicina popular, pois é tida como planta venenosa.
Ervas de Xangô
Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.
Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.
Angelicó Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a devem usar.
Aperta-ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos do trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente. As senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para dar fim à leucorréia.
Azedinha – Trevo-azedo – Três-corações: É popularmente conhecida como três corações, sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.
Caferana-Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e energético tônico.
Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.
Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como ótimo pacificador do sistema nervoso e, também, contra a bronquite.
Erva-das-lavadeiras – melão-de-São-Caetano: Não possui utilização nas obrigações do ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É vigoroso antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.
Erva-de-São-João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A medicina caseira, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do reumatismo. Usa-se o chá em banhos.
Erva-grossa – Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como antifebril, as mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico combatendo o catarro dos brônquios e pulmões.
Mimo-de-vênus – Amor-agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e metade para dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arrie em uma moita de bambu. Não possui uso na medicina caseira.
Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar. O povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar disenterias e também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.
Mulungu: Empregada em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e nos abô. O povo indica como pacificador dos nervos, propiciando sono tranqüilo. Tem ação eficaz no tratamento do fígado, das hepatites e obstruções. Usa-se o chá.
Musgo-da-pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais, que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.
Nega-mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego ou limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas hepáticas e das nevralgias.
Noz-moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao ambiente, exerce atividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não possui uso na medicina popular.
Panacéia – Azougue-de-pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda debelar o reumatismo, em banhos.
Pau-de-colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies dos mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser usada externamente em banhos.
Pau-pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É fortificante e combate febres interminentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.
Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em cozimento para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.
Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo a indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.
Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega as cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para debelar inflamações da garganta e da boca.
Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz possui extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a planta para gargarejos e bochechos.
Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru) esse alimento leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O povo utiliza suas folhas em cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras dos animais e, além de matá-las, destrói as carnes podres, promovendo a cicatrização.
Taquaruçu – Bambu-amarelo – Bambu-dourado: Os galhos finos, com folhas, servem para realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o local onde se tem Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.
Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas que o povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que, misturado com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação de casas. Colocados em baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso na medicina popular.
Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contrações do coração.
Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas com um pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a Yawô. O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar hemorragias.
Ervas de Oxum
Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas, colocadas nas feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca da árvore cozida tem efeito cicatrizante.
Agrião-do-Pará – Jambuaçu: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para purificação de filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina caseira usa-o para combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina C). É, também, excitante.
Alfavaca-de-cobra: É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é usada, o filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é retirado, e torna-se um banho de purificação. A medicina caseira a indica como combatente ao mau-hálito.
Arapoca-branca: Suas folhas são utilizadas nas obrigações de cabeça e nos abô; no Candomblé são usadas em sacudimentos pessoais. As casacas desta servem para matar peixes. A medicina caseira utiliza as folhas como antitérmico, contra febres. Age também como excitante.
Arnica-montana: Tem pouca aplicação na Umbanda e no Candomblé. Já na medicina popular ;e muito usada, após alguns dias de infusão no otin (cachaça). Age como cicatrizante, recompondo o tecido lesado nas escoriações.
Azedinha – Treco-azedo – Três corações: É popularmente conhecida como três-corações, sem função ritualística, é apenas empregada na medicina popular como: combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.
Bananeira: Muito empregada na culinária dos Orixás. Suas folhas forram o casco da tartaruga, para arriar-se o ocaséo a Oxum. A medicina caseira prepara de sua seiva um xarope de grande eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito. Brio-de-estudante – Barbas-de-baratas: Desta erva apenas a raiz é utilizada. Ela fornece um bom corante que é usado nas pinturas das yawo, de mistura com pemba raspada. A medicina popular utiliza o chá, meia hora antes de dormir, para ter sono tranqüilo.
Caferana-alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatentes; poderoso vermífugo e energético tônico.
Camará-cambará: Utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação. A medicina caseira a emprega muito em xarope, contra a tosse e rouquidão e ainda põe fim às afecções catarrais.
Camomila-marcela: Tem restrita aplicação nas obrigações litúrgicas. Entretanto, é usada nos banhos de descarrego e nos abô. No uso popular é de grande finalidade em lavagens intestinais das crianças, contra cólicas e regularizadora das funções dos intestinos. O chá das flores é tônico e estimulante, combate as dispepsias e estimula o apetite.
Cana-fístila – Chuva-de-ouro: Aplicada nos abô e nas obrigações de cabeça, usada também nos banhos de descarrego dos filhos de Oxum. Seu uso popular é contra os males dos rins, areias e ardores. O sumo das folhas misturado com clara de ovo e sal mata impigens.
Chamana-nove-horas – Manjericona: Usada em obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. O povo a utiliza em disenterias.
Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.
Erva-cidreira – Melissa: Sem uso na liturgia, sua aplicação se restringe ao âmbito da medicina caseira, que a usa como excitante e antiespasmódico, enérgico tônico do sistema nervoso. O chá feito das folhas adocicado ou puro combate as agitações nervosas, histerismos e insônia.
Erva-de-Santa-Maria: São empregadas em obrigações de cabeça e em banhos de descarrego. Como remédio caseiro é utilizada para combater lombrigas (ascárides) das crianças, também é ótimo remédio para os brônquios.
Ervilha-de-Angola – Guando: É empregada em quaisquer obrigações. O povo usa as pontas dos ramos contra hemorragias e as flores contra as moléstias dos brônquios e pulmões.
Fava-pichuri: No ritual da Umbanda e do Candomblé, usa-se a fava reduzida a pó, o defumações que trazem bons fluidos e afugenta Eguns. O povo usa o pó na preparação de chá, que é eficaz nas dispepsias e diarréias.
Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas, em banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina comercial.
Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.
Gigoga-amarela – Aguapê: Usado nos abô, nos ebori e banhos de limpeza, pois purifica o aura e afugenta ou anula Eguns. A medicina popular manda que as folhas sejam usadas como adstringente e, em gargarejos, fortalecem as cordas vocais.
Ipê-amarelo: Aplicada somente em defumações de ambientes. Na medicina popular é usada em gargarejos, contra inflamações da boca, das amígdalas e estomatite. O que vai a cozimento são a casca e a entrecasca.
Lúca-Árvore-da-pureza: Seu pendão floral é usado plena e absolutamente, em obrigações de ori dos filhos de Oxum. Não possui uso na medicina popular.
Macaçá: Aplicação litúrgica total, entra em todas as obrigações de ori nos abô e purificação dos filhos dos orixás. O povo a usa para debelar tosses e catarros brônquios; é usada ainda contra gases intestinais.
Mãe-boa: É erva sagrada de Oxum. Só é usada nas obrigações ritualísticas, que se restringe aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.
Malmequer – Calêndula: É usada em todas as obrigações de ori e nos abô, e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. As flores são excitantes, reguladoras do fluxo menstrual. As folhas são aplicadas em fricções ou fumigações para facilitar a regra feminina.
Malmequer-do-campo: Não é aplicada nas obrigações do ritual. Na medicina popular tem função cicatrizante de feridas e úlceras, colocando o sumo de flores e folhas sobre a ferida.
Malmequer-miúdo: Aplicado em quaisquer obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza dos filhos que se encontram recolhidos para feitura do santo. Como remédio caseiro, é cicatrizante e excitante.
Orriri-de-Oxum: Entra em todas as obrigações de ori, nos banhos de limpeza. O povo a indica como diurético e estimulador das funções hepáticas.
Vassourinha-de-botão: Muito usado nos sacudimentos pessoais. Não possui qualquer uso na medicina popular.
Ervas de Logun Edé
Logun Edé, em sua passagem pela Terra, se apropriou das ervas de seus pais para por fim aos males terrenos; curou muitas pessoas e ainda cura até os dias de hoje aqueles que nele depositam sua fé. Além de todas as ervas de Oxum e Oxóssi que ele utiliza para curar, destaca-se, ainda, uma única de sua propriedade, hoje de grande importância para a medicina caseira: o Piperegum Verde e Amarelo.
Piperegum Verde e Amarelo : Planta sagrada de Logun Edé, originária de Guiné, na África. Trata-se de uma erva que possui extraordinário efeitos nas várias obrigações do ritual, possuindo grande eficácia nos sacudimentos pessoais e domiciliares e nos abô como afastamento de mão de cabeça no caso de pai e mãe de santo vivo, cercando as pernas da pessoa com folhas de piperegum ou amarradas ao tornozelo; feito isso, a cerimônia é iniciada. A medicina caseira aponta o piperegum como um dos melhores remédios para debelar o reumatismo, devendo ser usado em banhos ou compressas.
Ervas de Obaluaiê
Agoniada: Faz parte de todas as obrigações do deus das endemia e epidemias. Utilizada no ebori, nas lavagens de contas e na iniciação. Esta erva purifica os filhos-de-santo, deixando-os livres de fluidos negativos. Na medicina popular, a mesma é usada para corrigir o fluxo menstrual e combate asma.
Alamanda: Não é utilizada em obrigações, sendo empregada somente em banhos de descarrego. Na medicina caseira ela é usada para tratar doenças da pele: sarna (coceiras), eczema e furúnculos. Para usar é necessário que se cozinhe as folhas, e coloque chá de folhas sobre a doença.
Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.
Alfazema : Empregada em todas as obrigações de cabeça. É aplicada nas defumações de limpeza, usada também na magia amorosa em forma de perfume. A medicina popular dita grandes elogios a esta erva, pois ela é excelente excitante e antiespasmódica. É usada, também, como reguladora da menstruação. Somente é aplicada como chá.
Babosa: Muito usada em rituais de Umbanda, mais especificamente em defumações pessoais. Para que se faça a defumação, é necessário queimar suas folhas depois de secas. Isso leva um certo tempo, devido a gosma abundante que há na babosa. A defumação é feita após o banho de descarrego. Para a medicina caseira sua gosma é de grande eficácia nos abscessos ou tumores, além de muitas outras aplicações.
Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, em mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.
Arrebenta cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.
Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope.
Musgo: Aplicada em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. A medicina caseira aconselha a aplicação do suco no combate às hemorróidas (uso tópico).
Beldroega: Usada nas purificações das pedras de orixá e, principalmente as de Exu. O povo usa suas folhas socadas para apressar a cicatrização das feridas, colocando-as por cima.
Canena Coirana: Vegetal de excelente aplicação litúrgica, pois entra em todas as obrigações. O povo a tem como excelente estimulante do fígado.
Capixingui: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô, nos banhos de purificação e limpeza e, também nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismoe nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo (reumatismo articular) utilizado em banhos, mais ou menos quentes, colocando-se nas juntas doloridas.
Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.
Carobinha do Campo: Em alguns terreiros essa planta faz parte do ariaxé. A medicina caseira indica o chá de suas folhas para combate coceiras no corpo e, principalmente coceira nas partes genitais.
Cordão de Frade: É aplicada somente em banhos de limpeza e descarrego dos filhos deste orixá. O povo a indica para a cura da asma, histerismo e pacificador dos nervos. Também combate a insônia.
Cebola do mato: Sem uso ritualístico. A medicina caseira afirma que o cozimento de suas folhas apressa a cicatrização de feridas rebeldes.
Celidônia maior: Não possui uso ritualístico. É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos branco.
Coentro: Muito aplicada como adubo ou condimento nas comidas do orixá, principalmente na carne e no peixe. Não é empregada nas obrigações ritualísticas. A medicina caseira indica esta erva como reguladora das funções digestivas e eliminadora de gases intestinais.
Cotieira: Não sabemos ao certo se esta erva tem aplicação ritualística. Na medicina caseira ela é estritamente de uso veterinário. Muito aplicada em cães para purgar e purificar feridas
Erva-Moura: Esta erva faz parte dos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. Seu uso popular é como calmante, em doses de uma xícara das de café, duas a três vezes ao dia. Essa dose não deve ser aumentada, de modo algum, pois em grande quantidade prejudica. As folhas tiradas do pé, depois de socadas, curam úlceras e feridas.
Estoraque Brasileiro: Sua resina é colhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões
Figo Benjamim: Erva muito usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. Empregada, também, em banhos fortes para pôr fim a padecimentos de pessoa que esteja sofrendo obsidiação ou obsessão. O povo aplica o cozimento das folhas para tratar feridas rebeldes, e banhos para curar o reumatismo.
Hortelã brava: Empregada em obrigações de ori, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos deste orixá. O uso caseiro é utilizada para combater o veneno de cobras, lacraias e escorpiões. É eficaz contra gases intestinais, dores de cabeça e como diurético. É perfeita curadora de coceiras rebeldes e tiro acertado nos catarros pulmonares, asma e tosse nervosa, rebelde.
Guararema: Em terreiros de Umbanda e Candomblé ela é aplicada em banhos fortes e nos descarrego. Os galhos da erva são usados em sacudimentos domiciliares. Os banhos fortes a que nos referimos são aplicados em encruzilhadas – na encruzilhada em que se tomar o banho arria-se um mi-ami-ami, oferecido a Exu. E deve ser feito em uma encruzilhada tranqüila. É um banho de efeitos surpreendentes. Na medicina caseira esta erva é utilizada para exterminar abscessos, tumores, socando-se bem as folhas e colocando-as sobre a tumorização. O cozimento das folhas é eficaz no tratamento do reumatismo. Em banhos quentes e demorados, de igual sorte também cura hemorróidas.
Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.
Jurubeba: Somente usada em obrigações com objetivo de descarrego e limpeza. Suas folhas e frutos permitem o bom funcionamento do fígado e baço, garante a sabedoria popular. Debela e previne hepatite com ou sem edemas.
Mangue Cebola: É usado apenas em sacudimentos domiciliares, utilizando o fruto, a cebola. Procede-se assim: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, cantando-se para Exu, espalha-se pela casa, nos recantos, e sob os móveis. O povo usa a cebola, fruto do mangue, esmagada sobre feridas rebeldes.
Mangue vermelho: Usa-se apenas as folhas, em banhos de descarrego. O povo a indica como excelente adstringente que possui alto teor de tanino. Muito eficaz no tratamento das úlceras e feridas rebeldes, aplicando o cozimento das folhas em compressas ou banhando a parte lesada.
Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá das endemias. Colhido e seco, sua folha previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Também é usada como purificador de ambiente. Não possui uso na medicina popular.
Panacéia: Entra nas obrigações de ori e banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, darros, eczemas e ainda debela o reumatismo, quando usada em banhos.
Picão da praia: Apenas na Bahia ouvimos falar que esta planta pertence a Obaluaiê. Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina popular dá-lhe muito prestígio como diurético e eficaz nos males da bexiga. Usada como chá.
Piteira imperial: Seu uso se limita às defumações pessoais, que são feitas após o banho. A medicina popular utiliza as folhas verdes, em cozimento, para lavar feridas rebeldes, aproximando a cura ou cicatrização.
Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas. Muito utilizada nas doenças de senhoras.
Sabugueiro: Não possui uso ritualístico. É decisiva no tratamento das doenças eruptivas: sarampo, catapora e escarlatina. O cozimento das flores é excelente para a brotação do sarampo.
Sumaré: Não tem aplicação ritualística ou obrigações litúrgicas. Porém possui grande prestígio popular, devido ao seu valor curativo, promovendo com espantosa rapidez a abertura de tumores de qualquer natureza, pondo fim às inflamações. É empregado contra furúnculos, panarícios e erisipelas, regenerando o tecido atacado por inflamações de qualquer origem.
Trombeteira branca: Não possui nenhuma aplicação nas obrigações de cabeça. Apenas é usada nos banhos de limpeza dos filhos do orixá da varíola. Seu uso na medicina popular é pouco freqüente. Aplica-se apenas nos casos de asma e bronquite.
Urtiga-mamão: Aplicada em banhos fortes, somente em casos de invasão de eguns. O banho emprega-se do pescoço para baixo. Esse banho destrói larvas astrais e afasta influências perniciosas. O povo indica esta erva na cura de erisipela, usando um algodão embebido do leite da planta. O chá de suas folhas debela males dos rins.
Velame do campo: Vegetal utilizado em todas as obrigações principais: ebori, simples ou completo. Indispensável na feitura de santo e nos abô dos filhos do orixá. Na medicina caseira o velame é utilizado como anti-sifilítico e anti-reumático.
Velame verdadeiro: Possui plena aplicação em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada também nos sacudimentos. A medicina do povo afirma ser superior a todos os depurativos existentes, além de energético curador das doenças da pele.
Ervas de Oxumarê
Alcaparreira – Galeata: Entra em várias obrigações do ritual, utilizando-se folhas e cascas verdes. Muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica como diurética, usadas as cascas da raiz. Os frutos são comestíveis e deles se prepara uma geléia que é eficaz contra picadas de cobras ou insetos venenosos, em razão do princípio ativo: rutinã.
Altéia – Malva-risco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã. Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Angelicó – Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não devem usar.
Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa e os frutos para resolver tumores e cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.
Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.
Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose de suco pela manhã. O povo usa a graviola de diabetes, aplicando o chá.
Ingá-bravo: “Não conhecemos aplicação ritualística. O povo a consagra como sério adstringente e, por isso, indica o uso das casacas, em cozimento, na cura das úlceras e feridas rebeldes, banhando-as.
Língua-de-vaca – Erva-de-sangue: Planta empregada nas obrigações principais, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. É axé para assentamentos do mesmo orixá. O uso caseiro é nas doenças de pele, nas sifilíticas e nos resfriamento.
Ervas de Iansã
Alface: É empregada nas obrigações de Egun, e em sacudimentos. O povo a indica para os casos de insônia, usando as folhas ou o pendão floral. Além de chamar o sono, pacifica os nervos.
Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Angico-da-folha-miúda – Cambuí: Só possui aplicação na medicina caseira a casca ou os frutos em infusão no vinho do porto ou otin (cachaça), age como estimulador do apetite. Os frutos em infusão, também fornecem um licor saboroso, do mesmo modo combate a dispepsia.
Bambu: É um poderoso defumador contra Kiumbas. O banho também é excelente contra perseguidores. Na medicina popular é benéfico contra as doenças ou perturbações nervosas, nas disenterias, diarréias e males do estômago.
Cambuí amarelo: Só é utilizado em banhos de descarrego. A medicina caseira indica como indica como adstringente, e usa o chá nas diarréias ou disenterias.
Catinga-de-mulata – Cordão-de-Frade – Cordão-de-São-Francisco: Seu uso ritualístico se restringe aos banhos de limpeza e descarrego dos filhos de Oyá. O povo a indica para curar asma, histerismo e como pacificadora dos nervos
Cordão-de-Frade verdadeiro: Essa planta é aplicada em banhos tonificantes da aura e limpezas em geral. O povo afirma que hastes e folhas, em cozimento ou chá, combate a asma, melhora o funcionamento dos rins e beneficia no caso de reumatismo.
Cravo-da Índia – Cravo-de- Doce: Entra em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo indica suas folhas e cascas em banhos de assento para debelar a fadiga das pernas. Ótimo nos banhos aromáticos.
Dormideira sensitiva: Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina caseira indica esta planta como emoliente, mais especificamente para bochechos e gargarejos, nas inflamações de boca. Indicada como hipnótico, pondo fim a insônia. É utilizado o cozimento de toda a planta.
Espirradeira – Flor-de-São-José: Participa de todas as obrigações nos cultos afro-brasileiros. Esta planta é utilizada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. Pertence aos orixás Xangô e Yansã, porém há, ainda, um outro tipo branco que pertence a Oxalá. O povo indica o suco das folhas desta contra a sarna e pôr fim aos piolhos. Em uso externo.
Eucalipto-limão: de grande aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos de orixá. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. usado em banhos de assento, é também emoliente.
Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas de banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina popular.
Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo costuma dizer que é também ingrediente no amalá de Xangô. A medicina caseira a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.
Gitó-carrapeta – bilreiro: É de hábito ritualístico empregá-la em banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá a que se destina. O povo indica na cura de moléstia dos olhos. Não aconselhamos o uso interno.
Hortelã-da-horta – Hortelã-verde: Muito usada na culinária sagrada. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. A medicina caseira o aponta como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma.
Inhame: Seu único emprego ritualístico é o uso das folhas grandes como toalha nas obrigações de Exu. O inhame é tido como depurativo do sangue na medicina caseira.
Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.
Lírio do Brejo: São usados folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes, rizomas, como estomacal e expectorante.
Louro – Loureiro: Planta que simboliza a vitória, por isso pertence a Oyá. Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, mas é usada nas defumações caseiras para atrair recursos financeiros. Suas folhas também são utilizadas para ornamentar a orla das travessas em que se coloca o acarajé para arriar em oferenda a Iansã.
Mãe-boa: Seu uso se restringe somente aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.
Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá do trovão. Colhido e seco, previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Não possui uso na medicina popular.
Maravilha bonina: Utilizada nas obrigações de ori relativas a Oyá ebori, lavagem de contas e feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica para eliminar leucorréia (corrimentos), hidropsia, males do fígado, afecções hepáticas e cólicas abdominais.
Ervas de Obá
Cabe salientar que Obá usa as mesmas ervas que Yansã.
Ervas de Nanã
Agapanto: É um vegetal pertencente a Oxalá, Nanã e a Obaluayê. O branco é de Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do orixá das endemias e das epidemias. É também aplicado como ornamento em pejis, e banhos dos filhos destes orixás. Não possui uso na medicina popular.
Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixá Nanã, Oxum, Oxumar6e, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Angelim-amargoso – Morcegueira: Pertence a Nanã e Exu. Muito usada em carpintaria, por ser madeira de lei. Folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã. As cascas dizem respeito a Exu; elas são aplicadas em banhos fortes de descarrego, com o propósito de destruir os fluidos negativos.
Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori dos filhos do orixá das chuvas. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope. Utilizada como emostático.
Avenca: Vegetal delicadíssimo e mimoso. Tem emprego nas obrigações de cabeça e nos abô embora ela mereça ser economizada em face de sua delicadeza para ornamento. A medicina popular indica as folhas para debelar catarros brônquios e tosses.
Cedrinho: Este vegetal possui muitas variedades, todas elas pertencentes a deusa das chuvas. Sua aplicação é total na liturgia dos cultos afro-brasileiros. Empregado nas obrigações de cabeça, nos abô, banhos de corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abô de ori, tonificador da aura. Em seu uso caseiro combate as disenterias, suas folhas em cozimento em banhos ou chá curam hérnias. É tônico febril rebeldes.
Cipreste: Aplicada nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e descarrego. A medicina popular indica banhos desta erva para tratar feridas e o chá para curar úlceras.
Gervão: Além de ser folha sagrada de Nanã, também é Xangô. Sem aplicação nas obrigações rituais. A medicina caseira a indica no tratamento das doenças do fígado, levando suas folhas em cozimento adicionando juntamente raízes de erva-tostão. O chá do gervão também debela as doenças dos rins.
Manacá: Seu uso ritualístico se limita aos banhos de descarrego. Muito empregada na magia amorosa. Nesse sentido, ela é usada em banhos misturada com girassol e mil-homens. O chá de suas raízes é utilizado pela medicina caseira para facilitar o fluxo menstrual.
Quaresma – Quaresmeira: Esta arboreta tem aplicação em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa das chuvas. Durante o ritual toda a planta é aproveitada, exceto a raiz. A medicina caseira a indica nos males renais e da bexiga, em chá.
Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas.
Ervas de Yemanjá
Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais variadas obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. As cascas e raízes popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos são comestíveis e deles é preparada uma geléia eficaz contra picadas de cobras e insetos venenoso.
Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Aracá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.
Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.
Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.
Fruta-da-Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da doença.
Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose do suco pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete, aplicando o chá.
Guabiraba anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos demorados favorecem aos sofredores de reumatismo.
Jequitibá rosa: Sem uso ritualístico. Para a medicina caseira ele é um poderoso adstringente. Milagroso no tratamento das leucorréias (corrimento); o cozimento das cascas é eficaz nas hemorragias internas, cura angina e inflamações das amígdalas.
Maçã-de-cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e limpeza. Não possui uso na medicina popular.
Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados pela medicina caseira nas perturbações das vias respiratórias.
Pata de vaca : empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar diabetes, e por essa razão, é tida como insulina vegetal. Também cura leucorréia em lavagens vaginais.
Trapoeraba azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos assentamentos do orixá a que pertence. No uso popular a erva é utilizada contra os efeitos de picadas de cobras. É também diurética e age contra o reumatismo. Os filhos da deusa das águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.
Unha de vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos da deusa. Na medicina caseira é utilizado como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para combater males ou doenças do aparelho genital feminino.
Ervas de Oxalá
Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.
Alecrim de Tabuleiro: Erva empregada nas obrigações, nos abô e é um maravilhoso afugentador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo nos defumadores, quer das casas de culto. Não possui uso na medicina popular.
Alecrim do Campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza. É muito usado nas defumações de terreiros de Umbanda. Em seu uso medicinal resolve o reumatismo, aplicado em banhos.
Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações amorosas. A flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer. Não possui uso na medicina popular.
Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de limpeza. Usa-se, do mesmo modo, para tirar mão de Zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como excitante e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais, cólicas, diarréias, vômitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de crianças.
Araçá: As folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada de igual sorte nos banhos de purificação. O povo indica esta espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas. Usam-se folhas e cascas em cozimento.
Barba de Velho: Aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se também após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina caseira indica seu uso tópico no combate às hemorróidas.
Baunilha verdadeira: Aplicada nas obrigações de cabeça e na tiragem de Zumbi. A medicina popular indica esta erva no restabelecimento do fluxo menstrual. São usadas folhas e caule, em chá. Debela as hipocondria, as tristezas e é energético afrodisíaco. É preconizada para pôr fim à esterilidade.
Calistemo Fênico: É uma extraordinária mirtácea que entra em qualquer obrigação de cabeça, ebori, feitura de santo, lavagem de contas, tiragem de Zumbi ou tiragem da mão de cabeça. Medicinalmente é usada em doenças do aparelho respiratório, bronquites, asma e tosses rebeldes. Aplica-se o chá.
Camélia: Vegetal muito usado na magia amorosa. É captadora de fluidos positivos, a flor. Usada, aproxima uso na medicina popular.
Camomila Marcela: Sua aplicação é restrita nas obrigações ritualísticas. Usa-se, entretanto, nos banhos de descarrego e nos abô.
Carnaúba: Só tem aplicação em abô feito da folha, que basta para cobrir a cabeça e, depois, cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da cabeça. A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.
Cinco Folhas: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego. A medicina caseira indica esta erva como eficaz depurativo do sangue.
Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.
Colônia: Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça. Indispensável nos abô e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada, também, na tiragem de Zumbi, para o que se usa o sumo. Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho floral).
Cravo da Índia: Utilizada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô e nos abô de cabeça. De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo tem-no como ótimo nos banhos aromáticos, o cozimento de suas folhas e cascas debelam a fadiga das pernas em banhos de assento.
Erva de Bicho: Usada em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de santo. É positiva a limpeza que realiza e possante destruidora de fluidos negativos. O povo indica esta planta em cozimento (chá) a fim de curar afecções renais.
Espirradeira: Participa em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. A medicina do povo indica o suco dessa planta, em uso externo, contra a sarna e para pôr fim aos piolhos.
Estoraque Brasileiro: Sua resina é recolhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.
Eucalipto Cidra: Empregado em todas as obrigações de cabeça, em banhos de descarrego ou limpeza de Zumbi. Na medicina caseira é usado nas afecções dos brônquios, em chá.
Eucalipto Murta: Empregado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Recomendado também nas doenças do aparelho respiratório.
Fava de Tonca: A fava é usada nas cerimônias do ritual, o fruto é usado depois de ser reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumações ou simplesmente espalhado no ambiente. Anula fluidos negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteção de amigos espirituais. Não possui uso na medicina popular.
Fava Pichuri: No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, a fava, que reduz a pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se, igualmente, em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador de eguns e dissolvedor de ondas negativas, anulando larvas astrais.
Folha da Fortuna: É usada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô de qualquer filho-de-santo. Na medicina popular é muito eficaz acelerando cicatrizações, contusões e escoriações, usando-se as folhas socadas sobre o ferimento.
Girassol: Tem aplicação no ritual. Usa-se nas obrigações de cabeça e nos abô e banhos de descarrego. Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.
Golfo de flor branca: Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos de Oxalá. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as flores, as úlceras e leucorréia.
Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.
Hortelã da horta: conhecida como hortelã de tempero e, deste modo, muito usada na culinária sagrada e na profana também. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. Popularmente é conhecido como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma. É excitante e fortalecedor do estômago.
Jasmim do Cabo: Seu uso restringe-se ao adorno de pejis em jarra ladeando Oxalá. Não possui uso na medicina popular.
Laranjeira: As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas em banhos. Para o povo, o chá desta erva é um excelente calmante.
Lírio do Brejo: Usam-se as folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes como estomacal e expectorante.
Malva Cheirosa: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação de filhos-de-santo. O povo a indica como desinflamado-ra nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.
Malva do Campo: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. Em seu uso popular possui o mesmo valor da malva cheirosa.
Mamona: Esta erva é muito utilizada como recipiente para se arriar ebó para Exu. Não possui uso na medicina popular.
Manjericão Miúdo: Usada na preparação de abô e nos banhos de purificação dos filhos a entrar em obrigações ou serem recolhidos. É considerado pela medicina caseira como excelente eliminador de gases.
Manjerona: Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô. A medicina popular aplica-a como corretiva de excessos de excitações sexuais, abrandando os apetites do sexo.
Mastruço: Não possui aplicação em nenhuma cerimônia ritualística. Porém na medicina caseira é extraordinário tratamento das afecções pulmonares, nota-damente nas pleurisias secas ou com derrame. desta erva é usado o sumo, simples ou misturado com leite. Quantas vezes queira o doente.
Mil em Rama: Não possui uso ritualístico. É adstringente e aromática. Indicada em doenças do peito, hemorragias pulmonares e hemoptise.
Narciso dos Jardins: Esta erva é somente usada para o assentamento. A medicina caseira o tem como planta venenosa.
Noz de Cola: Erva indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá. Para o banho, rala-se a semente, o obi, misturando-se com água de chuva. A medicina popular indica esta erva como tônico fortificante do coração. É alimento destacado em face de diminuir as perdas orgânicas, regulando o sistema nervoso.
Noz Moscada: Desta erva utiliza-se o pó em mistura com a canela também em pó. Isto feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce atividade, para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Não possui uso na medicina popular.
Patchuli: Erva usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem de contas e tiragem de Zumbi. É parte dos abô que se aplicam aos filhos-de-santo. A medicina popular indica o patchuli como possuidor de um principio ativo que é inseticida.
Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os orixás dos referidos filhos. Popularmente, atenua os males do aparelho respiratório aconselhando o uso do cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da digestão, usando-se o chá.
Rosa Branca: Participa de todas as obrigações de cabeça. Usa-se, inicialmente, na lavagem do ori, ato preparatório para feitura. O povo consagrou-a como laxativo branco e aplicável no tratamento da leucorréia (corrimento) sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é aplicado o chá.
Saião: Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os filhos e os orixás. Utilizada também no sacrifício ritual. Medicinalmente, é utilizada para evitar a intolerância nas crianças. Dá-se misturado o sumo, com leite. Em qualquer contusão, socam-se as folhas e coloca-se sobre o machucado, protegido por algodão e gaze. Do pendão floral ou da flor prepara-se um excelente xarope que põe fim a tosses rebeldes e bronquites.
Sálvia: Suas folhas e flores são utilizadas nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. Usada pelo povo como tônico adstringente. Emprega-se em casos de suores profundos, com grande efeito positivo, contra as aftas e feridas atônicas da boca. É grande aperiente (desdobradora do apetite).
Sangue de Cristo: Emprega-se em ebori, lavagem de contas e feitura de santo, e usa-se nos abô dos filhos de Oxalá. É conhecido popularmente como adstringente e tônico geral. Usa-se o chá ou cozimento das folhas como contraveneno.
Umbu: Possui aplicação em todos os atos da liturgia afro-brasileira, ebori, abô, feitura de santo e lavagens de cabeça e de contas. Bastante usada com resultados positivos nos abô de ori e nos banhos de purificação. O povo utiliza suas cascas em cozimento, para lavagens dos olhos e para pôr fim às moléstias da córnea.
Ervas de Oxaguian Cabe salientar que Oxaguian usa as mesmas ervas que Oxalá.
 Ervas indicadas para preparar um banho
Nesta relação, encontra as ervas mais utilizadas, e que são mais facilmente encontradas para uso.
Estão listadas com a nomenclatura popular, a científica e Iorubana, indicando-se também para que orixás se destinam, ou são normalmente usadas.
- Babosa – aloe vera – Exú – ipòlerin, ipè erin
- Melão são caetano- momordica charantia – Oxumaré, Nanã – èjìnrìn, wéwé
- Saião/Folha da costa – kalanchoe brasiliensis – Oxalá – òdundún, elétí
- Erva de santa luzia – pistia stratoides (stratiotes) – Oxum – ójuóró
- Nenúfar/lótus – nymphaea (lótus) alba – Oxum – òsíbàtà
- Pimentinha d’Água /Jambu – spilanthes acmella (filicaulis) – Oxum – éurépepe, awere pepe, ewerepèpè
- São gonçalinho – cassiaria sylvestris – Ogum, Oxóssi – alékèsì
- Sete sangrias – cuphea balsamona – Obaluaiyê – àmù
- Tapete de oxalá (boldo) – peltodon tormentosa – Oxalá – ewé bàbá
- Bete cheiroso – piper eucalyptifolium – Oxalá – ewé boyi
- Goiabeira – psidium goiava – Oxóssi, Ogum - àtòrì, gúábà
- Mamona – ricinus communis – Exú, Ossaim – lárà funfun, ewé lará
- Mamona vermelha – ricinus sanguneus – Exú, Ossaim – làrá pupa
- Peregun – dracaena fragans – Ogum, Oyá – pèrègún
- Alumon – vernonia bahiensis (amugdalina) – Ogum – ewúro jíje
- Carqueja – borreria captata – Oxóssi – kànérì
- Umbauba/embaúba – cecropia palmata – Nanã, Xangô, Oyá – agbaó / agbamoda
- Perpetua – alternanthera phylloxeroides – o seu Exú – èkèlegbárá
- Gameleira branca – ficus maxima – Tempo (Iroko), Xangô
- Canela de velho – molonia albicans – Omulú
- Macassá – tanacetum vulgaris – Oxum, Oxalá
- Melissa – melissa oficinalis – Oxum
- Kitoko – pluchea quitoco – Xangô – obalu
- Para raio/cinamomo – melia azeoarach – Oyá – ekéòyìnbó
- Beti branco/agua de alevante – renealmia occidentalis sweet – Oxalá – kaiá
- Alfavaca (erva doce) – ocimum guineensis – Oxalá – efínrín èrùyánntefé
- Folha da fortuna – bryophylum – Exú – eru oridundun, àbá modá
- Espada de yansã – rhoeo – Oyá – ewé mesán
- Aroeira branca – litrhea – Ogum
- Poejo -mentha sp – olátoríje
- Erva prata
- Picão – elésin máso
- Patchouli – Exú – ewé legbá
- Anis – clausena anisata – Oyá – agbásá, àtàpàrí òbúko
- Aroeira – schinus sp – Ogum
- Alecrim – rosmarinus officinais – Oxóssi – sawéwé
- Araça – psidium sp – Oxóssi – gúrófá
- Guiné – petiveria alliacea – Oxóssi – ojusaju
- Louro – laurus nobilis – Ossain – ewe asá
- Macela
- Língua de vaca – rumex sp – Obá, Oyá – enuum malu
- Alevante – menta sp – Ogum, Exú – olátoríje
- Amoreira – rubus sp – Egun, Oyá – morus celsa
- Dormideira – mimosa púdica – Oxumaré – owérénjèjé, pamámó àlùro- caxixi
- Pata de vaca – bauhinia forficata
- Colónia /Lírio de brejo – hedychium coronarium – Oxalá – toto
- Jibóia – jokónije
- Cânfora
- Alfazema – Oxum – ewe danda
- Algas marinhas – fucus – Iemanjá – ewe kaiá








Eleni e Ajogun


Os Iorubás denominam Elénìnìí como a Divindade do Infortúnio, que tem como principal função neste mundo, colocar obstáculos às oportunidades de sucesso dos seres humanos. 


Embora considerada a mais velha divindade do òrún, Elénìnìí decodificou os segredos do Obí, noz-de-kola, fazendo com que aqueles que desrespeitarem ou desconsiderarem as mensagens do jogo-de-kola, estejam sob suas sanções. 

O seres malévolos são conhecidos coletivamente como Ajogun, Guerreiros contra os Homens, que segundo a tradição, abrange os Òfò ( Prejuízos), Ègbà ( Paralisia), Èjò (Problemas), Èpè (Maldição), Èwòn (Prisão), Èse , qualquer outro malefício que possa afetar os seres humanos, entre outras energias maléficas. Entre os Inimigos dos Homens estão também as Àjé (Feiticeiras) e os Osó (feiticeiros), que utilizam seus poderes para fins maléficos. 

Dentro da Cultura Iorubá, acrescenta-se ainda a esse hall, Àrùn (a doença) e Ìkú (a Morte), mas a morte pré-matura e não a morte natural.

Alguns mitos relatam Àrùn como a esposa de Ìkú, e que através deles nasceram todas as enfermidades existentes no mundo, que conseguiram escapar do mundo sobrenatural. 

Muitos de seus filhos ainda se mantém enclausurados no òrún, esperando uma oportunidade para se estabelecer no àiyé. 

 


A fim de mantê-los afastados de nossas vidas, se faz necessário combiná-los harmonicamente com os poderes sobrenaturais bons, que são obtidos e fortalecidos através das oferendas e dos sacrifícios às divindades que prestamos culto, sobre tudo, os Ritos de Orí. 


Kó má Ìkú

Kó má Àrùn

Kó má s'ejo

Kó má s'òfò

Kó má s'egba

Kó má s'èpè

Kó má s'èwon

Kó má ibi gbogbo

Àarin dede wa wúre

Kóribe Kose Àse



Nada de Morte

Nada de Doenças

Nada de problemas

Nada de perdas

Nada de paralisias

Nada de maldições

Nada de aprisionamento

Nenhum tipo de maldade

Entre todos nós

Assim seja !

 

Ebós

Ebós (trabalhos mágicos), banhos, Pós, encantamentos diversos.
Ebós = Trabalhos Espirituais
Os trabalhos espirituais, recomenda-se que para obterem um bom resultado, deverão ser feito por uma pessoa experiente ou iniciada na antiga ciência espiritual. Procure seu Zelador de Orixá ou seus mais velhos.
EBO DE Exú PARA ABRIR CAMINHOS E TIRAR TODA NEGATIVIDADE.

4 Pades, Oti, Omi, Epo, Wewim, enrolados em folhas de làrá pupa.
7 akasas com epô.
7 punhados de duburu.
7Ovos.
7 bolas de farinha de mandioca de mesa.
7 pregos.
7 Velas brancas.
1 Garrafa de Oti.
Morim preto e vermlho
Alguidar numero 1 ou 2.

Passar todos os ingredientes no corpo e ir colocando no aguidar.
Por último os morim, fazer uma trouxa com os morim e despachar em boca de mata ou encruzilhada de Exu.
Abrir o morim arrumar o alguidar, derramar o oti em forma de círculo e colocar o restante junto do aguidar, e acender as 7 velas ao redor.
Pedir para que Exù, quebre tudo o que tiver de ruim, e para que ele abra os caminhos.

EBÓ PARA ABERTURA DE CAMINHO OFERECIDO A OGUN
½ kg de cada tipo de miúdo de boi;
1 inhame bem grande;
1 alguidar grande;
21 palitos.
Cozinhe os miúdos e o inhame (com casca) separadamente. No alguidar, coloque os miúdos e o inhame, cravejado de palitos em cima.
Leve essa oferenda numa trilha de mata e peça para Ogun abrir seus caminhos, trazendo fortuna e prosperidade

PÓ DE EXÚ PARA ABRIR CAMINHO.
Raspa de um assentamento de Exú;
Pó de sete búzios triturado;
Pemba preta, cinza e vermelha;
Cinza de fogueira;
Folha de manzá;
Folha de coroa de Cristo;
Areia de praia;
1 cabaça média.
Triturar todos os ingrediente, utilizando um pilão, colocar dentro de uma cabaça pequena. colocar a cabaça no quintal de sua casa, onde tenha terra, coloque essa cabaça em cima de três cédulas de dinheiro corrente, pedindo a Exú que abra os seus caminhos e não permita que você passe por necessidades. Deixe no tempo durante 7 dias, num lugar onde ninguém mexa. Ao final desse tempo, coloque um pouco desse pó sobre cada nota do dinheiro, dobrando-as e colocando-as em sua carteira, soprar este pó, em frente ao seu comércio ou na frente da empresa que você trabalhe.


 

     BANHO PARA FICAR MAIS ATRAENTE.
1 bacia de ágata virgem;
200 g. de sândalo em pó;
3 colheres de açúcar cristal;
1 colher de pau (sem uso);
1 vidro de perfume de alfazema;
1 vidro de 1 litro água de rosas.
Misture todos os ingredientes na bacia, mexendo com a colher de pau no sentido horário. Deixe descansar durante três dias, mexendo de vez em quando.
Coloque essa poção num recipiente (de preferência escuro), para utilizá-lo quando quiser ficar mais atraente, usando uma pequena parte do líquido e um pouco de água fria. Depois de tomar um banho normal, jogue esse preparado no corpo inteiro diluido em um balde de agua.

ENCANTAMENTO PARA CURAR SARAMPO.
Passe três moedas, de igual valor, no corpo do doente, pedindo a cura para essa pessoa. Depois disso, vá até um lugar descampado, onde tenha caminhos ou trilhas, de preferência a trilha de mata, e jogue essas moedas por cima dos ombros, não olhando para trás até chegar em casa. Peça para os espiritos da natureza, Oxossi e Ossain retirarem toda as doenças.
Obs.: Não deve jogar as moedas na rua.

BANHO DE ERVAS PARA AFASTAR EGUN (eguns – espíritos obsessores)
3 ou 4 folhas de mangueira;
1 galho pequeno de arruda;
folha de arueira;
um punhado de abre caminho;
cravos vermelhos;
1 casca de manacá;
1 kg de canjica branca cozida;
1 pote de barro médio.
Prepare esse banho antes das seis horas da manhã.
Macere todas as ervas, colocando-as dentro do pote, juntamente com a água do cozimento da canjica. Tome esse banho ao ar livre, da cabeça aos pés, pedindo que os eguns e as más influências vão embora.
A canjica deve ser colocada numa tigela branca (virgem) e oferecida a Oxalá, para que a paz e as energias positivas venham para essa pessoa. Fazer os pedidos em voz alta.

MISERICÓRDIA PARA PESSOAS GRAVEMENTE ENFERMAS OU DESENGANADAS (OXALÁ)
2 tigelas brancas grandes;
2 kg de canjica;
3 velas de sete dias;
1 traje completo da pessoas enferma (camisa, calça, roupas íntimas,
meias, lenço ou boné);
1 lençol branco.
Cozinhe a canjica até amolecer, colocando um pouco de mel e uma pitada de sal na água. Depois de coada e fria, coloque a canjica nas duas tigelas.
Faça com que o doente use a roupa durante um dia inteiro. Monte, no chão, uma espécie de boneco, colocando, na ordem, o boné ou lenço, a camisa, a calça, as roupas íntimas embaixo e as meias (escolha um local onde ninguém tenha acesso). Coloque uma das canjicas perto do boné (cabeça) e a outra perto das meias (pés).
Acenda a primeira vela perto da roupa, pedindo a misericórdia de Oxalá para essa pessoa (pronuncie o nome dela em voz alta). Deixe as roupas e a canjica descansarem por sete dias (ninguém pode tocar).
Ao final dos sete dias, as canjicas devem ser oferecidas a Oxalá embaixo de uma árvore frondosa (não pode ser árvore com espinhos ou seringueiras, que pertencem ao orixá Exú), após as dezoito horas.
As roupas devem ser usadas pelo doente por mais um dia.
As outras duas velas devem ser acesas, uma após a outra, em substituição à que se apagou. Faça muitos pedidos de misericórdia ao Orixá Oxalá.
Obs.: Qualquer pessoa pode preparar esse ebó.


 

     SIMPATIA DE OSSAIN PARA CURAR ASMA
1 alguidar grande;
1 folha de bananeira;
1 pedaço de fumo de rolo;
mel;
1 vela branca.
Coloque, sobre a folha de bananeira, o fumo e o mel. Deixe tudo aberto sobre o alguidar. Leve essa oferenda a uma praça bem limpa ou a uma floresta. Pronuncie três números: sete, quatorze e vinte e um e peça que Ossain, orixá da cura, tire toda a asma que aflige a pessoa (falar o nome do doente). De preferência, faça isso numa quinta-feira.
Não esqueça da paga de Exú primeiro.
EBÓ PARA PEDIR FORTUNA A EXÚ.
1 alguidar grande;
1 kg de farinha de mandioca crua;
1 bife grande e suculento;
azeite de dendê;
mel;
pimentas dedo de moça;
feijão fradinho;
3 cebolas médias;
1 garrafa de pinga;
1 vela branca;
1 punhado de moedas.
Frite o bife no azeite de dendê, sem passar demais.
Numa das metades do alguidar, coloque a farofa de dendê e, na outra, uma farofa de mel. Coloque o feijão fradinho em toda a volta do alguidar e, por cima das farofas, o bife enfeitado com as rodelas de cebolas e as pimentas. As moedas devem ser colocadas em volta do alguidar.
Leve essa comida embaixo de uma árvore de Exú (seringueira ou arvores que tenham espinhos), acendendo uma vela ao lado para localizá-la. Abra a garrafa, fazendo um círculo com a pinga em volta da oferenda.
Peça, em voz alta, a Exú que lhe traga fortuna, prosperidade, fertilidade, caminhos abertos, etc

EBÓ PARA OGUM XOROQUÊ
1 alguidar grande; PÓ DE AXÉS
2 kg de feijão preto;
3 garrafas de cerveja;
1 copo.
1 nós moscada;
1 dandá da costa;
1 punhado de cravos da Índia;
canela em pó;
2 inhames grandes;
toucinho de porco;
azeite de dendê.

Rale ou soque todos os ingredientes, guardando o pó num recipiente adequado. Esse pó poderá ser soprado dentro de casa ou no seu local de trabalho, pedindo prosperidade, ou, até mesmo, ser passado em pessoas pedindo para afastar as más influências.

Cozinhe o feijão preto até amolecer. Numa panela de ferro, frite o toucinho no dendê e refogue o feijão.
Arrume a comida no alguidar (previamente lavado com água e mel), enfeitando com sete pedaços de toucinho frito. Coloque os inhames cozidos (com casca) em cima de tudo.
Leve essa oferenda a um trilho de trem que faça uma linha reta (não coloque o prato perto de curvas). Quebre as três garrafas de cerveja e peça para Ogun Xoroquê que melhore sua vida o mais rápido possível. Peça fortuna, prosperidade, caminhos abertos, etc.
Obs.: Servir a cerveja no copo, fazer o circulo e Quebrar, significa romper a influência de forças maléficas que atrapalham a vida.
EBÓ PARA GANHAR DINHEIRO
1 quartinha de barro;
7 búzios africanos;
7 moedas brancas (comuns);
7 moedas amarelas;
7 folhas de louro.
Coloque todos os ingredientes dentro da quartinha. Cave um buraco (que caiba a quartinha) na porta de entrada da casa, do lado de dentro. Peça fortuna e prosperidade por sete vezes. Enterre a quartinha, com a tampa fechada, recolocando o piso nesse lugar.
Nesse local não poderá haver trânsito de pessoas ou animais.
BANHO PARA DESCARREGO
1 pote de barro com tampa;
algumas folhas de: levante,
buchinha,
dandá,
cipó grosso (unha de gato),
louro e
alfazema;
colônia.
Sove, muito bem, todas as folhas, deixando descansar por três dias em um local fresco, dentro de um pote de barro com tampa.
Após esse tempo, leve todos os ingredientes para ferver. Guarde o líquido, já frio, em uma garrafa. Tome esse banho, da cabeça aos pés, sempre que estiver ansioso ou nervoso. Esse banho não pode ser quente.
Obs.: No prazo de vinte e quatro horas antes do dia em que for tomar o banho, não coma carne de porco ou pimenta nem ingira bebidas alcoólicas.

ENCANTAMENTO DE OSSAIN PARA LIVRAR PESSOAS DO ALCOOLISMO
2 cervejas brancas;
sal.
Esse encantamento deve ser feito dentro da mata, em um local limpo.
Abra as duas garrafas de cerveja e coloque bastante sal dentro delas (quase todos as oferendas feitas à Ossain levam muito sal). Escreva, num pedaço de papel, a lápis, três vezes, o nome da pessoa que deve parar de beber.
Faça um círculo no chão com um pedaço de madeira ou pedra. Coloque o papel, com o nome da pessoa, no centro (você deve ficar do lado de fora do círculo). Jogue, ao mesmo tempo, as cervejas em cima desse
pedaço de papel. Peça para Ossain livrar, tal pessoa (pronunciar o nome completo dela em voz alta) do vício do álcool. Quebre as duas garrafa, deixando tudo dentro do círculo.
SIMPATIA PARA UNIR UM CASAL
1 prato de porcelana branca (virgem);
1 vela de sete dias;
2 pêras brancas inteiras;
1 vidro de mel;
1 pedaço de rapadura;
1 fita azul e outra branca.
Escreva a lápis, três vezes, o nome de cada um dos parceiros.
Coloque os papéis escritos no prato, um ao lado do outro. Coloque as pêras em cima deles. Amarre as pêras com as duas fitas, para que fiquem juntas. Coloque um pouco de sal e mel em cima de tudo.
Acenda a vela ao lado do prato, pedindo a Oxalá para que essa união seja perfeita e muito próspera. Deixe em repouso por sete dias.
Todos os dias, às dezoito horas, faça o mesmo pedido. Após os sete dias, leve essa oferenda embaixo de uma bela árvore (não pode ser árvore de Exú).
SIMPATIA PARA CRIANÇAS ASSUSTADAS
3 pedras pequenas.
Coloque as três pedrinhas numa das mãos da criança, até elas esquentarem um pouco. Jogue a primeira pedra dizendo: "Que o medo vá embora". Faça o mesmo com a segunda: "Que o susto vá embora". Na última diga: "Que a vida fique".
Essas pedras devem ser jogadas num local onde haja terra.
SIMPATIA PARA PERDER O MEDO DE ESCURO
7 velas brancas.
A simpatia deverá ser feita durante sete noites consecutivas, num quarto (ou cômodo) bem escuro.
Acenda a primeira vela e diga, olhando para a chama: "Com esta vela eu tiro o medo que existe dentro de mim". Apague a vela e fique no escuro por alguns instantes.
No segundo dia, você deve fazer a mesma coisa, dizendo: "Com esta luz eu tiro o medo da escuridão."
Repetir esse processo até o sexto dia.
No último dia, acenda a vela e pronuncie a seguinte frase: "Dessa luz eu não preciso mais, pois já não tenho medo." Apague a vela e fique alguns minutos no escuro.
Aos poucos o medo vai diminuindo até acabar.
SIMPATIA PARA AFASTAR PESSOAS INDESEJÁVEIS
1 tigela branca de louça;
morim branco (tecido);
azeite de oliva;
1 vassoura de bruxa (palha).
Amarre o cabo da vassoura com o pano branco. Escreva o nome da pessoal indesejável (três vezes, a lápis), colocando dentro da palha.
Encha a tigela branca com água e algumas gotas de azeite de oliva. 
Molhe a vassoura nessa água e passe nos batentes de todas as portas da casa dizendo: "Que fulano de tal (fale o nome completo da pessoa) não apareça mais nesta casa". Faça isso durante três dias seguidos. 
Passados os três dias, jogue essa vassoura num campo, bem longe de sua casa.

 

EM CRIAÇÃO!!! 

Ebós

RELAÇÃO DOS EBÓS
A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se:
OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OGUN - DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER
WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUN
SERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA DEPRESSA OTURÁ –
AYKÓ WA GBA TÉTÉ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
OKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA
" OMO ODUS DE EJIONILÊ " "OSOGUIA
1. OLAFIN
2. ODOLUÁ
3. KUDIRÉ
4. SAGRIN
5. EBUIM
6. AKANJI
7. YALANTE
8. EKIO
9. SILIN
10. KOKONISSE
11. IRO
12. SAKONAN
13. SOÍA DA
14. MOROSSE
15. GEA
16. DEJANISSÉ
Observações Importantes:
OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre chamado em caso de muita aflição.
Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 se ele não quer presente faz a pessoa perder tudo. Todos comem com ele e ele come com todos, ao afastar ou tirar qualquer outro odú. também deve imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendo de forma negativa faça parir o bom.
Para agradar Obara nunca se deve fazê-lo para uma só pessoa, sempre coletivo, o Tesmo para assentar, nunca para uma só pessoa.

 

 EBÓ OYA 
1 Abóbora moranga
4 búzios aberto
4 nós moscada
4 moedas 4 acarajés
4 metros de fita vermelha
4 metros de fita branca
1 saco de morim
Fazer um buraco na ab ó bora, depois de passar no corpo da pessoa coloca-se dentro com as fitas, por num saco de morim. Entregar a Oya Onira, no alto do morro 18 horas ou 24 horas, acender velas e fazer os pedidos.


EBÓ ENCANTAMENTO (AMARRAÇÃO) 


1 mamão
 
Fita rosa e branca
Cravo
Vela de 3 dias
Partir o mamão no meio colocar os nomes regado a mel, em cima de um prato branco, amarrar com as fitas e enfeitar com os cravos após por num campo ou rio.
EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO)

2 ilés (pombo) casal
1 punha
1 prato branco
2 metros de morim
Mel
Os nomes da pessoa
por os nomes no prato, atravessar o punhal no pescoço do casal de pombo, ao mesmo tempo deixando o ej é (sangue) cair em cima dos nomes misturado ao mel, enrolar tudo no morim e pendurar numa árvore bem frondosa.

EBÓ ENCANTAMENTO ( AMARRAÇÃO)
 
1 Obi
Mel
1 vaso de planta sem espinho
Fita branca e amarela
3 vezes o nome um por cima do outro
Açúcar
Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, açúcar, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o nome de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum.






PARA OGUM TRAZER UMA PESSOA DE VOLTA 

1 oberó
Farofa de mel
Canjica por cima do padê
1 acará aberto no meio (em cada banda colocar 3 vezes o nome da pessoa)
1 miolo de boi (colocar por cima do acará)
regar com azeite doce e a çúcar
3 velas
1 garrafa de vinho doce
Oferecer a Ogun para que traga Fulano(a) de volta
EBO UNIÃO
1 panela de barro
2 quilos de canjica
Dendê
Me!
Azeite doce
1/2 It de leite de coco
Camarão seco
9 velas
Moedas correntes
Pedidos a Yemonj á , Ogum, união , amor, saúde e paz.
EB Ó AMARRAÇÃO
1 obi
Mel
1 vaso de planta sem espinho
Fita branca e amarela
3 vezes o nome um por cima do outro
Açúcar
Abrir o obi em duas partes, por os nomes, mel, a çú car, amarrar com as fitas por dentro do vaso e plantar, todo dia em jejum regar a planta e ir chamando o norne de fulano(a), quando conseguir a pessoa levar num rio ou na praia, entregar a Ogum.

 

 EBÓ DE SEPARAÇÃO (2) 
2 alguidás
Pólvora
1 casal de bruxo
21 vezes o nome escrito (dos dois)
Jogar a pólvora no alguidar com o casal no meio, tampar com outro alguidar, põe fogo e deixa queimar, põe e no bale (cemit é rio) ou encruzilhada.
EBÓ DE SEPARAÇÃO (3)
O nome da pessoa no coité, soca junto com pimenta malagueta, põe cachaça, após joga-se café fervendo por trás de uma porta onde tenha bastante sujeira, só despache após ver o resultado.
EBÓ DE SEPARAÇÃO (4)
1 garrafa de cachaça, 7 vezes o nome dentro , tampa-se, leva em uma encruzilhada ou num mato que não tenha bananeira. Ofereça a Exu Mularnbo e diz: " COMO ESSA GARRAFA ROLAR, QUE ROLE COM FULANO(A) DA VIDA DE .........(NOME), ROLAR DE MANEIRA
QUEBRE A GARRAFA, E VIRE-SE DE COSTA E VAI EMBORA."
EBÓ PARA TOMAR NOJO OU RAIVA DA PESSOA E SE AFASTAR
1 miolo de boi inteiro
1 ovo
1 boneco de pano ( com alguma coisa pessoal da pessoa )
1 vela
Procurar uma á rvore seca, fazer um buraco no p é da á rvore, por o boneco por cima do miolo ( o boneco sentado) e colocar o ovo e enterrar, acender uma vela e dizer assim: " COMO ESTA Á RVORE N Ã O GERMINA, ESTE MIOLO VAI APODRECER E ESTE OVO VAI GORAR ASSIM QUE O FULANO(A) SENTE POR MIM VAI SECAR."


ABERTURA DE CAMINHO ( CHAMAR CLIENTE ) 

7 velas
7 folhas de mamona Padê de dendê e de mel akaçá
Feijão fradinho torrado Milho Torrado Deburu
Dar um frango ao exú da casa, só o ejé, por um pouco de padê de dendê, feijão fradinho, milho vermelho, deburú, akaçá em cada folha e por uma parte do frango em cada folha; cabeça, 1 pé, outra um rabo, a asa, outra 1 pedaço do pescoço, a cabeça na rua da casa virada para a rua principal e o resto ir distribuindo em cada encruzilhada, na volta vir jogando padê de mel na ma até a porta de cassa chamando cliente, dinheiro e etc.. Por no Ogum 1 prato de feijão fradinho 1 prato de milho vermelho
EBO CLIENTE
7 folhas de mamona com; padê de mel, dendê,
7 akaçás vermelho
7 akaçás branco
7 moedas
1 obi roxo partido em 7, colocar em 7 encruzilhadas pedindo abertura de caminho.
EBÓ OKARÃ ESU
7 padès diferente
3 akaçás
7 acarajés
7 punhados de deburú
7 velas
Vá metro branco, preto e vermelho
1 frango
EBÓ DE ESÚ NA RUA
cartucho de pólvora
garrafa de cachaça ou champanhe
CHARUTOS, CIGARROS

Ebó Para Fins Amorosos 

Tendo um coração de boi, parta-o em quatro pedaços. Regue-o generosamente com mel de abelha, tendo o nome da pessoa visada dentro. Coloque o coração assim preparado dentro de um alguidar e ofereça a Ogum, em um Terça-feira.

Ebó Para Atrair Clientes 

Fumo de rolo e açúcar. Defume o local dentro para fora e de fora para dentro. Repita este processo e não tarda seus efeitos surpreendentes.

Ebó Para Solucionar Problemas 

Torre feijão fradinho no azeite de dendê. Coloque-o na folha de mamona.

Ebó Para Se Livrar De Pessoa Indesejável 

Cave um buraco, coloque o nome da pessoa ali dentro, e jogue sete punhados de terra por cima.

Ebó Para Problemas Renais e Hérnia 

Coloque em uma quartinha, perfume, mel de abelha, e ao lado acenda uma vela branca. Toda Quinta-feira renove.


Ebó para o Amor
 
Material:
07 Maçãs vermelhas
07 Botões de Rosas vermelhas
07 Velas Vermelha e Branca
04 galhos de pitangueira
Mel
07 Papéis com os nomes escritos

Coloque os nomes em cada maçã. 

Forme um círculo de maçãs numa bandeja.
Ponha as velas e os galhos de pitangueira por fora do círculo de maçãs.
Despeje mel por cima
Despache no mato acendendo as velas e fazendo seus pedidos e oferecendo á Yansã.
Ebó de Oxum para Prosperidade
Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo a ordem a seguir:
08 Moedas;
01 Punhado de Farinha de Milho;
Mel;
Água até a proximidade da borda da tigela;
Perfume;
Pétalas de Flores Amarelas.

Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Despache num verde, reaproveite as moedas e a tigela de vidro. 

Peça á Oxum properidade e fartura.

Para Afastar Pessoas Indesejáveis 

Torre numa panela velha os seguintes ingredientes:
07 Grãos de Milho;
07 Grãos de Feijão;
07 Grãos de Amendoim:
03 Pimentas;
Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel.
Chame pelas pessoas enquanto mexe na panela.
Depois de torrado, triture até se transformar em pó.
Assopre numa encruzilhada mandando as pessoas para longe de sua vida.
Para Conseguir seus Objetivos
Pegue uma tigela de vidro e coloque no fundo um papel com seus objetivos escritos. Coloque mel por cima. Encha a tigela com água e 08 flores brancas. Guarde por 08 dias. Despache no verde. Faça todos os seus pedido á Oxalá.
Para Estreitar Laços de Amizade e Melhorar o Relacionamento Familiar
Material
Camjica Amarela cozida;
04 Quindins;
08 Balas de Mel;
Os nomes escreitos num papel.
Arrume tudo numa bandeja e despache na praia fazendo seus pedidos á Oxum.
Banho para Yemanjá Ajudar a Conquistar as Coisas que Deseja
Material
Água morna
FOlhas de Pata de Vaca;
Folhas de Tapete de Oxalá (boldo);
Mel
Flores Brancas

Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente em seu objetivos. Acrescente 08 gotas de perfume. Tome o bnaho do pescoço para baixo. 

Neutralizar Pessoas Fofoqueiras
Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta dedo-de-moça.
Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja).
Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costas da fofoqueira.
Separar a Rival de Seu Amado
01 Maçã vermelha;
01 Lâmina de barbear;
01 Pedaço de papel;
01 Vidro de boca larga e com tampa;
Azeite de dendê.

Faça na Lua Minguante. Crave a lâmina no lato da maçã. Em um dos lados do papel escreva o nome da rival e no outro do seu amado. Coloque o papel com os nomes na lâmina. 

Ponha a maçã dentro do vidro e encha-o com dendê.
Feche o vidro, despache no verde ou quebre-o num cruzeiro. Saia sem olhar para trás.

 

Ebós


EBÓ PARA OBTER BOAS OPORTUNIDADES E SER NOTADO NO TRABALHO OU NOS NEGÓCIOS
 
12 folhas de Iroko
01 Amalá completo (12 bolas de inhame, 12 akasás, 12 abarás, 12 bicos de papagaio,12 moedas, 12 orobos, 12 acarajés, 12 cocadas brancas, 12 quiabos inteiros, 12 pedaços de peito bovino, 12 pedaços de rabada, 12 folhas da fortuna.
01 quartinha com agua
03 velas de 12 horas
01 gamela redonda
01 tijela com ajebó (cortado em rodelas e cozido rapidamente com agua e banha de ori)
Acender 12 pedras de carvão bem grandes, rodar todos os comodos com o carvão aceso, coloca-lo então no lugar onde será arriado o amalá, e por em cima das brasas muito incenso importado, daqueles usados pelos padres em missa.
Trazer então o amalá, cantando louvando e pedidndo tudo o que se precisa, peça a Xango para elevar a sua vida, tirar empecilhos e inimigos ocultos e declarados.
os orobos serão todos alafiados enquanto se pede as coisas a Xango, esse amalá é entregue a Oba Aganjú.
As folhas de iroko serão postas embaixo da gamela, fazendo um circulo com as pontas para fora.
Os outros ingredientes todos serão postos em cima do amalá.
As moedas não serão despachadas, e sim guardadas no Xango da pessoa, ou em um pote onde se tenha favas de olho de boi e imã com uma figa.
As velas serão acesas a casa 12 horas, completando assim 36 horas o amalá arriado dentro de casa, após esse tempo a pessoa retira as folhas de Iroko quina e toma banho da cabeça aos pés, e leva o amalá para uma pedreira.
EBÓ PARA EXÚ ALAKETU TRAZER PARCEIRO DE VOLTA
1 cabaça, 1 miolo de boi, 1 ekodidé, 1 moeda, 1 pimenta dedo de moça, meio litro de dendê.
Abrir a cabaça, por o nome da pessoa que se quer dentro, por o miolo por cima, enfincar o ekodidé no miolo, por a moeda por cima do miolo junto com a pimenta dedo de moça e despejar todo o dendê por cima, subir em uma arvore bem alta e por a cabaça na copa desta árvore, faça os pedidos ainda lá no alto, dizendo a alaketu que “assim como ele vigia sua cidade do alto, assim ele vigie a sua pessoa amada também, e a traga de volta para você.”
EBÓ PARA AMARRAR UM HOMEM A QUEM SE QUER.
07 bananas d’água, palha da costa, cominho, azougue.
Abrir cada banana ao comprido com casca e tudo, por o nome da pessoa que se quer junto ao seu dentro desta banana a comprido, fechar as bananas e amarra-las com a palha da costa.
Por em um prato de barro, cobrir com o azougue, salpicar cominho por cima, entregar numa barreira que tenha barro bem vermelho a oxeturá, com uma vela cinza acesa.

EBÓ DE OYÁ FUNAN PARA REACENDER AMOR QUE SE ESFRIOU
 

9 carvões em brasa grandes, 9 acarajés, 9 abarás, 9 moedas de cobre, 9 orobos, 1 amalá bem quente.
 
por cima deste amalá por 18 vezes o nome do casal bem juntos, por cima dos nomes os acarajés e os abarás, enfinque as moedas nos acarajés e os orobos nos abarás, entregue aos pés de xangô pedindo a oyá que em nome da pessoa que ela mais amou (xango) que aquela pessoa que está fria no amor reacenda como no inicio o amor.
EBÓ PARA TRAZER BONS VENTOS DENTRO DE SEU ILÊ
1 quartinha de barro;
1 leque de palha;
3 cabaças pequenas cortadas ao meio (igual a um copo);
água de poço ou de mina;
azeite de dendê;
terra de bambuzal.
Num canto da porta de entrada da sua casa (do lado de dentro), coloque a quartinha sem nada dentro. Ao lado, ponha as três cabaças cortadas. A primeira, preenchida com a água de poço; a outra, com azeite de dendê; e a última, com terra. Com o leque, bata três vezes na boca da quartinha (que deve estar destampada), pronunciando seu nome três vezes. Neste momento, você deve abanar todo o ambiente com o leque, pedindo para que oyá traga bons ventos para seu lar; que a casa seja sempre positiva; que as pessoas mal intencionadas e espíritos desencarnados sejam afastados; e que todos os que ali habitam tenham prosperidade, fertilidade, harmonia, etc.
Depois disso, coloque a terra, a água e o dendê dentro da quartinha, tampando-a.
Deixe essa quartinha, com as três cabaças, no mesmo local, para proteger sua casa.

Ebó de Osalá para tirar Ajé
 
10 fitas Brancas com 1m
4 m de Morim branco
1 preá branca
1 obi funfun
1 vela branca
Ervas: poejo, cana do brejo, funcho, macaça, folha de goiaba
Modo de Fazer:
Dentro do mato, enrolar a pessoa toda no morim branco, jogar as fitas bancas por cima de seus ombros, sendo 5 de um lado e 5 de outro. Esfregar o obi na pessoa e abri-lo, sacrifique-o tirando o bruto, jogue-o na terra dizendo para ONILE que segure ali todo o ajé, todo o mal , toda a feitiçaria que se encontrava naquela pessoa. Esfregue a preá das cabeças aos pés, solte-a pedindo a Baba de Osalá que dê vida longa e caminhos abertos para essa pessoa. Passe a vela apagada e jogue longe dentro do mato dizendo “ Estou apagando a força do inimigo, apagando a feitiçaria e apagando Iku.”. Retire as fitas e balance-as ao vento e ponha esticada numa árvore, desenrole a pessoa do morim e balance o morim ao vento, deixe-o esticando em uma árvore e dê as costas. Retornando para o Ilê. Chegando na roça tomar banho cozido com as ervas acima citadas misturadas com efum africano. Tomar um chá de funcho adocicado.
Comida a Sorte
Uma galinha branca
Um peixe vermelho ou sioba
Camarão grando fresco
Vinho Branco
Vinho tinto
Vinho moscatel
3 colobos de louça com mel / dendê / água
3 colobôs de louça com efum / osun / wají
7 pratos de louça
7 talhas de flores diferentes

Sacrifica-se a galinha para o Ogum do portão, corta-se em 6 partes tempera-se com cebola camarão e azeite doce e distribui cada parte em um prato, o peixe também é preparado com os mesmos temperos, assado na folha de bananeira ocupará o 7°prato. Chegando na praia, estende-se uma toalha branca e arruma-se a mesa como se fosse um banquete e oferece-se a sorte do Yawo. Chama-se Ajè Xaluga, neste momento de um banho no Yawo com a seguinte mistura: Sementes de girassol, arroz com casca, açúcar cristal e fava de imburana tudo em grande quantidade.
 
Obs: Nos colobôs de dendê, mel e água servir um pouco de vinho branco, vinho tinto e vinho moscatel.
Presente as Águas
Uma talha Grande
Colobôs com comidas de todos os orixás
Brinquedos de crianças
Espelhos
Pentes
Sabonetes
Vinho branco
Perfumes
Doces
Fitas de várias cores
Flores
2 galinhas brancas que são sacrificadas na água na hora da entrega do presente.
Estando a talha pronta, coloca-se a mesma na cabeça da yawo, que deverá ficar de joelhos para recebe-la, e assim, a Yawo toda trajada de branco sai com a talha da cabeça. Antes de sair canta-se 3 cantigas para o orixá do yawo ao chegar na beira da praia, canta-se cantigas de Yemanja, Oxum e Nana. Por se tratarem de orixás Odo. Depois então faz-se a entrega do presente. Em seguida a entrega do presente, dá-se de comer a Sorte, tanto o presente as Águas como a comida a Sorte deve ser realizada num sábado ou quarta-feira de lua crescente ou lua Cheia.

EBÓ TÓYA KÓSÌ REMOVER DOENÇAS, PRAGAS, FEITIÇARIAS, BAKU E EGUN
 
Material:
1 Vara de bambu que deverá ser partida, ao comprido, em 4, pega-se 1 parte destes 4 e confecciona-se na ponta deste uma espécie de ponta de flecha, lembre-se embora partida em 4 esta vara continuará com seu comprimento que normalmente chega a 2metros, as vezes até 3.
Pinta-se 1 alguidar número 05 e 1 quartinha com tampa sem alça de Efun, Ossun e Wají.
1 Galinha D‘Angola
1 Ekuru
1 Acaçá
1 Acarajé
1 Aberém
1 Bola de Canjica
1 Bola de Feijão Preto
1 Bola de Arroz
1 Ovo
1 Bola de Farinha
Tudo isso em Tamanho exagerado,
E 1 Bacia de Pipocas.
1 Estoura Balão (Fogos)
Modo de Fazer:
Levar o Filho de Santo no mato, no pé de uma Árvore Frondosa. Entregar na mão direita dele a Galinha D’Angola que será segura pelas Patas. Na mão Esquerda a Vara de Bambu, o Alguidar pintado nos Pés da Árvore e Junto a Quartinha sem nada dentro apenas tampada, e pede-se ao Filho de Santo para mentalizar tudo que deseja que saia da Vida dele e do Corpo. E vai se passando todas as comidas começando pelas comidas escuras e terminando com as Pipocas. Ao terminar de passar todas as comidas, o Filho de Santo encosta a Lança de Bambu rente ao Tronco da Árvore, na mão esquerda então, ficará a quartinha. Tira-se a Tampa, pede-se ao Iyawo fale com a boca dentro da quartinha pedindo para sair tudo de ruim da vida dele,tampa-se a Quartinha e manda-se o Iyawo atira-la ao chão para que se quebre. O próprio Iyawo faz um Sarayê com a Galinha em seu Corpo e a Joga bem longe com toda a Força. Neste mometo, dá-se na mão do Filho de Santo o Estoura Balão que será apontado para bem longe botando para correr então todas as mazelas que estavam na vida daquela pessoa. Durante todo o processo deste ebó, canta-se para Omolu.

EBÓ ESÚ PARA TRAZER DE VOLTA PESSOA SEQUESTRADA OU PRESA
 
Material:
1 gaiola sem uso;
3 passarinhos;
3 kilos de Canjica cozida
3 cabacinhas cortadas;
mel;
azeite de dendê;
pinga;
1 peça de roupa da pessoa.
Modo de fazer:
Trate dos passarinhos em sua casa, por pelo menos 3 dias.
Faça essa oferenda na mata, num local onde tenha terra. Antes de entrar na mata, você deve oferecer a Exú as três cabaças (uma com mel, a outra com dendê e a última com pinga). Fale em voz alta, dizendo o que veio fazer, e peça agô, a Exú, para entrar na mata.
Feito isso, limpe o local onde você vai fazer a oferenda. Faça um círculo no chão para colocar a gaiola com os passarinhos. Coloque em cima da gaiola a peça de roupa da pessoa. Solte o primeiro passarinho, pedindo para Exú encontrar fulano de tal (pronunciar o nome completo). Solte o segundo pássaro, pedindo que a pessoa seja libertada. Quando soltar o último pássaro, peça que a pessoa venha a salvo até sua casa (fale em voz alta o endereço).
Quebre a gaiola totalmente e cubra com bastante ebô , deixando-a no local.
Assim que a pessoa retornar, ela deve usar a peça de roupa que você utilizou na oferenda.
Obs.: Em agradecimento pelo regresso do ente querido, deve ser copado um Cabrito calçado para Exú.
EBÓ PARA TER ÊXITO E MOVIMENTO EM CASA COMERCIAL E ILE ASÉ

MATERIAL
 
21 obi
21 orogbo
01 litro de gim
01 garraga de azeite de dendê
Ewe Ireke (folha de cana de açúcar)
Ewe Epa (folha de amendoim)
Ero Osun (solanaceae)
Epo Odu (erva moura)
Ogede Omini (bananeira)
Iyo (sal)

MODO DE FAZER: 

Soque num pilão todas as folhas misturando-as aos outros materiais. Em seguida, abra uma fenda no meio da casa comercial e enterre esta massa, enrolada em um pano branco. Cubra a fenda.
Esta oferenda deve ser direcionada a Esu, guardião dos templos, casas cidades e pessoas, e intermediário entre os homems e os deuses.
EBÓ PARA ATRAIR FORÇAS DAS DIVINDADES AFRICANAS PARA ILÈ ASÉ

MATERIAL
 

Uma vasilha branca 

9 moedas (se for homem)
7 moedas (se for mulher)
20 gotas de azeite de dendê
Sal grosso
Gim

MODO DE FAZER:
 

Na vasilha coloque água e as moedas. Acrescente sal grosso, gim e o azeite de dendê. 

Deixe e vasilha no pé de Esu se o tiver assentado, caso contrário, coloque na sala e deixe de uma dia para o outro.
Faça o pedido à Iyá mí entregando esta oferenda em troca de prosperidade para você e seus filhos de santo.
Faça seu pedido saudando a Elá:

Elá Boru! 


Elá Boye!! 


Elá Bosise!!!
 
ÈBÓ PARA ARRUMAR EMPREGO
MATERIAL
2 Inhame Da costa
Dendê
1 Obi roxo
2 Pratos
Danda da costa em pó
14 Folhas de fortuna
2 Favas de Èsú
1 Alguidar
7 Ovos
Bastante moedas
MODO DE FAZER:
Os dois inhames da costa devem ser bem cozidos, e sua água é para tomar um banho ao fim desta obrigação. Então pegue os dois pratos e coloque um do lado do outro, amasse cada inhame em cada prato, com suas próprias mãos e junte ao inhame, um pouco de dendê, os 2 obi roxo ralados, danda da costa em pó, folhas da fortuna 7 em cada prato triture bem, as 2 favas de Èsú raladas uma em cada prato, então após o banho, ou seja no outro dia de manhã em jejum, passe esta massa em todos os dois pés, entre os dedos enfim passe bem, coloque uma meia, e fique com este ebo nos pés no mínimo por 4 horas, fazendo seus pedidos a Èsú caminhos de emprego rapidamente, passado este período, retire tudo e coloque dentro do alguidar, cubra com bastante dendê e quebre dentro 7 ovos, leve e coloque em uma estrada de grande movimento e que você não veja seu final, jogue por cima de tudo bastante moedas, novamente peça a Èsú dinheiro, e caminhos de emprego.
ÈBÓ P/TIRAR QUEIMAÇÃO
MATERIAL
Panela de barro
9 Ovos
9 Cebolas
Dendê
Peneira pequena
Mel
Morim branco
MODO DE FAZER:
Pegue uma panela de barro coloque em sua frente, passe em todo o corpo 9 ovos, e as 9 cebolas, coloque dentro desta panela e cubra com dendê, em seguida coloque a peneira na boca desta panela e derrame o mel, e peça as forças da Terra que tire tudo de ruim de sua vida, ebo, feitiços, olho grande e queimação, e que seus inimigos não possam lhe enxergar. Este ebo será feito em local de mato queimado e/ou seco, e que tenha formigueiro perto, então cubra com o morim branco, e ao chegar em casa tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco.
Após o Ebó prescrito acima aconselha-se a fazer o seguinte banho abaixo --->>
BANHO FORTALECER ORI
MODO DE FAZER:
Pegue água de coco verde, quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro, elevante, e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer, antes tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco, após feito isto tome banho com as ervas, logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas, depois leve em um jardim e coloque em baixo de uma arvore.

 


Apêlo as Almas Ciganas que morreram queimadas para obtêr Riquezas
 
Panela de cobre velha
1 Punhado de Cinzas de fogueira
Pétalas de 21 rosas brancas
Essência de Nardo
Benjoim importado
Turíbio
1 Vela na altura da pessoa na cor branca
Em uma praça pública bem ao centro desta depositar a panela de cobre e preenche-la com as cinzas, acenda a vela, e o turíbio, ponha o benjoim para queimar no turíbio, e vai se fazendo pedidos.
Comece a espalhar as pétalas sobre as cinzas, e por cima desta a essencia de Nardo, clamando nesta hora pelas Almas Ciganas que foram perseguidas e queimadas pela inquisição, pedindo sorte, saúde e prosperidade !
Durante todo o tempo bater palmas ...

Restituição da Riqueza e Atração do Dinheiro
 
1 Bacia com água do Mar
1 Bacia com água de Mel
1 Bacia com leite de Cabra
1 Bacia com açucar Cristal
21 Favas de Jucá
21 Moedas de cobre correntes
1 Corrente de aço
1 Vidro de água de laranjeira
1 Vidro de água de sandalo
Modo de Fazer:
Embaixo de uma árvore sêca acender um fogareiro, pôr a corrente para esquentar, quando já estiver bem vermelha a corrente pelo fogo, joga-la na agua do mar que se encontra na bacia, tomar banho da cabeça aos pés com a água do mar, pedindo-se para livrar-se de todas as pragas e malefícios que impede a pessoa de Vencer na vida !
Procure uma árvore frondosa e antiga, acenda 2 velas dos 7 nós uma de cada lado da árvore, e comece a banhar-se com o leite de cabra, com a agua de mel misturada com flor de laranjeira, sandalo, moedas, favas de juca, da cabeça aos pés.
Em seguida jogue todo o açucar cristal para o alto na copa frondosa da árvore, pedindo por emprego, sorte na vida e brilhantismo profissional.
OBS: A Corrente que se encontrava na agua do mar, será enterrada aos pés da arvore seca após o banho de agua do mar.



Defumações e Banhos
 

Defumação para descarregar casa ou comércio:
 
Misturar mirra, incenso, bejoim, aniz estrelado, breu, alecrim e alfazema e colocar num defumador aceso com carvão. Defumar do fundo da casa para a frente; no final, despachar num verde e deitar um copo de água por cima.
Defumação para abrir caminhos:
Misturar num recipiente três colheres de açúcar, três colheres de café em pó, três colheres de canela moída e sete folhas de louro seco. Defumar a casa da frente para o fundo fazendo os seus pedidos. Aconselho a fazer a defumação para descarregar à noite e no dia seguinte, pela manhã, ao nascer do sol, fazer esta defumação para chamar dinheiro, freguesia e tudo que é bom.
Banho para descarregar o corpo:
Colher pela manhã: levante, manjericão, alecrim, guaco, malva cheirosa, espada de são Jorge, espada de santa Catarina, orô, oito folhas de ameixa, um punhado de folhas de pitangueira, gervão, sete ramos de arruda, guiné, oito folhas de boldo e folhas de alfazema. Colocar numa panela grande e deixar a ferver por catorze minutos. Apague o lume e deixe arrefecer até ficar em boa temperatura para fazer o banho. Ponha o líquido sem as folhas num balde, entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca, faça os pedidos para os bons guias retirarem todos os males do vosso caminho etc. Peça a alguém para deitar a água do banho que ficou na bacia num verde ou em água corrente.
Nota: Este mesmo preparado pode ser utilizado para lavar a casa (do fundos para a frente) para descarregar. Neste caso, em vez de ferver, as ervas também podem ser maceradas, piladas, com água, o efeito é melhor ainda. Também encontrará estas ervas em bons mercados ou ervanárias, caso você não tenha como colhê-las você mesmo.
Banho para atrair bons fluidos:
Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elefante, folhas de manjericão, folhas de fortuna, macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para que a água fique numa boa temperatura para o banho. Coloque num balde entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca (nunca deite nenhum tipo de banho na cabeça). No final, despeje o conteúdo da bacia no seu quintal. Se quiser lavar a casa com este preparado deve lavar da frente para o fundo e despeje o resto no fundo do quintal.
Nota: Como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado de fora do pátio ou da porta de casa, caso você more num apartamento, sugiro que deixe um vaso grande com plantas verdes numa área onde possa despejar estes banhos.
Banho para o amor:
Cozinhar um quarto de quilo de canjica amarela com bastante água, após estar cozida, coar e colocar o líquido a ferver com folhas de pitangueira por mais dezasseis minutos. No final deste tempo, acrescente dezasseis gotas de um perfume a seu gosto, pétalas de uma rosa branca, uma vermelha e uma amarela. Tome o banho do pescoço para baixo. Ponha a canjica numa bandeja forrada com papel amarelo e leve a uma praça. Coloque debaixo de uma árvore e despeje o resto do banho em volta da bandeja, fazendo pedidos enquanto isso. Se puder , deixe um vela branca acesa.
Nota: Este banho é indicado para fazer antes de sair para festas ou lugares onde você quer chamar a atenção para o amor. Faça-o antes de receber o companheiro(a).

Mais Alguns Trabalhos
 

Xangô Aganjú Para passar em concursos e provas:
 
01 gamela de madeira
06 bananas catarinas
01 vela vermelha
01 vela branca
01 vela marrom
-mel
-pedidos escritos 6 vezes
Pegue a gamela, coloque as bananas descascadas dentro da gamela, em baixo de cada uma o papel com o seu pedido, leve a um verde de preferência onde tenha uma pedra grande para você colocar a gamela em cima, escreva o seu nome em cada uma das velas e depois de colocar a simpatia sobre a pedra ,ascenda as velas e peça muita protecção e auxílio quando você estiver prestando à prova.
Para Xangô Agodô - Justiça
01 gamela de madeira
12 bananas catarinas
03 maçãs (vermelhas)
-fita branca
-fita vermelha
-mel
-pedido escrito em uma folha de papel com caneta vermelha
-1 vela de 7 dias branca e vermelha
Escreva o seu pedido em uma folha de papel com a caneta vermelha ,enrole o papel com a escrita para dentro, amarre com as fitas e coloque no centro da gamela, descasque as bananas e coloque-as sobre o papel, arrume-as para que você possa colocar no centro as três maçãs, regue com um pouquinho de mel e leve a um verde onde haja uma pedra, coloque a gamela sobre a pedra e peça a Xangô que lhe ajude a vencer este processo.
Para atrair um novo amor:
Canela-em-pau
Cravo-da-índia
Noz-Moscada
Flor de Laranjeira
Folhas de Pitangueira
Pétalas de 1 Rosa Vermelha
Óleo de Amêndoas
Água
Ferva a canela, o cravo, a noz-moscada e as folhas de pitangueira. Apague o lume e acrescente as flores de laranjeira e as pétalas de rosas. Abafe e deixe arrefecer. Tome um banho higiénico, depois o banho atractivo do pescoço para baixo, mentalizando a pessoa que você deseja ter a seu lado; logo após, passe o óleo de amêndoas nas suas zonas erógenas, pedindo para que a pessoa amada permaneça sempre em seus braços.
Para aproximar quem está distante:
01 abafador de barro
01 maçã
01 par de alianças
01 pedaço de favo de mel
-fita vermelha
-fita branca
-algodão
01 vela vermelha
Pegue o favo de mel, abra no meio com uma colher e escreva o nome do casal a lápis em um papel, dobre e coloque dentro do favo. Amarre as alianças com as fitas e amarre o favo também com estas fitas, faça um buraco na maçã com a colher, coloque o favo dentro, forre toda a maçã com bastante algodão, coloque dentro do abafador e regue com muito mel, tape o abafador, ascenda a vela ao lado, após a vela queimar plante esta simpatia em um vaso de folhagem, sem espinhos.
Magia para o amor:
01 vidro de boca larga, pelo qual possa passar uma maça inteira sem ferir a fruta;
Uma maça bem bonita e vermelha;
Mel
Sete fitas de cores variadas, excepto preto.
Uma vela branca
Nome do casal.
Corte o tampo da maça e esvazie o miolo. Escreva no papel o nome do seu amor, por cima, escreva o seu próprio nome, tornando o primeiro ilegível. Ponha o papel dentro da maça, depois de fazer com ele um rolinho, despeje por cima um pouquinho de mel. Ponha no lugar o tampo da fruta e prenda-o amarrado à maça com as sete fitas, dando sete nós bem apertados. Se não usar as fitas prenda a tampa na maçã atravessando as duas partes com o galho, como se ele fosse uma flecha. Ponha a fruta dentro do pote e encha-o com mel; feche-o a seguir com a tampa.
Na noite de Lua crescente ou cheia, enterre o vidro junto ao pé de uma árvore florida, acendendo a vela ao lado. Se preferir, guarde o vidro no fundo do seu guarda-roupa (onde ninguém a ache) ou mesmo enterre-o na entrada de sua casa.

Mais Ebós e Oferendas
 

Os Ebós são oferendas feitas para Orixás, Odús e outras divindades para diversas finalidades, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objectivo ou simplesmente como forma de agradar às divindades que se cultuam. O princípio do Candomblé baseia-se no Ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo o seu equilíbrio vital. 

Abaixo seguem alguns Ebós que o poderão ajudar em algumas situações da sua vida, no entanto, sempre que possível, é preferível recorrer a alguém que tenha fundamento no Candomblé para os realizar de forma correcta.
Ebó para Ògún
Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade
1 inhame assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual a acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.
Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariô e chamando por Ogum, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. Acenda uma vela e faça os seus pedidos a Ogum. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. Se você morar num apartamento, coloque dentro da sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.
Presente para Oxum
Para acalmar a pessoa amada

5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas.
 
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Oxum Aparà.
Ebó para Exú Lonan
Abrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja

1 metro de pano vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas actuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.
 
Como Preparar: Abra o pano em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do Ebó. Feche o pano. Este Ebó tem que ser despachado numa rua de muito movimento, onde tenha muitas casas comerciais.

Oferenda a Exú
 

Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.
 
Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque numa praça bem movimentada.

Ebó Para Iansã


Material Necessário:1 Abóbora moranga, 4 Búzios abertos, 4 Noz moscada, 4 Moedas, 4 Acarajés, 4 Metros de fitas vermelha / Branca, 1 Saco de pano.
 
Modo de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.

Ebó Para Resolver Problemas Difíceis
 

Material Necessário:2 Acaçás Brancos, 2 Ovos Brancos, 2 Quiabos, 2 Moedas, 2 Conchas, 1 Oberó
 
Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom e
em dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.
Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.

Ebó de União
 
Amarrações

Este é um dos temas mais polémicos de que podemos falar, não só no enquadramento do Candomblé, como de qualquer prática religiosa que utilize rituais de magia. Cabe em primeiro lugar salientar que a magia, como tudo na vida, tem o seu lado bom e o seu lado mau, ou se preferir-mos, o seu lado positivo e o seu lado negativo, e cabe a cada um de nós escolher a utilização que lhe queremos dar. 

Está na natureza humana a constante luta por conseguir tudo aquilo que pretende, desde os objectivos mais elevados, até àqueles que nem vale a pena descrever… de tão ignóbeis que podem ser. E uma vez mais, aqui, também é a nossa escolha que prevalece. Somos nós que escolhemos as nossas metas e os nossos objectivos, e por isso, cabe-nos a nós também escolher os meios. E se não é tão questionável que os fins justifiquem os meios, devemos de facto preocupar-nos com os meios que escolhemos para atingir os nossos fins, porquanto, pelo caminho, estão quase sempre em jogo pessoas… e até vidas!
Particularmente no Candomblé, e porque esta página a ele é dedicada, a prática de rituais de magia é uma constante, mas, vamos então analisar como ela é utilizada e como deveria ser utilizada.
Os Ebós, as Oferendas e as Simpatias, são algumas das formas de magia que utilizamos, mas estes, todos eles sem excepção, foram criados originalmente com o intuito de corrigir alguma situação errada na vida de uma pessoa e para tal pode-se recorrer ao auxílio de diversas entidades; em primeira linha aos Orixás e depois, a outras entidades, que pelo seu estado evolutivo e pelas suas características, se assemelham mais a nós, humanos – aqui enquadram-se os Exús pagãos, as Pombagiras e os Caboclos – e estão de facto num plano mais próximo de nós.
Qualquer destas entidades pode ser uma mais valia na vida de uma pessoa, pois o seu auxílio chega sempre, e se devidamente tratados são nossos aliados preciosos.
Mas a magia, como já referi, também tem as duas faces da moeda, e a quem a pratica, é necessário, diria mesmo essencial, conhecer os dois lados, tornando-se mais uma vez necessário escolher o lado que se vai utilizar, e esse lado deve ser sempre o lado positivo e construtivo.
Poderíamos aqui, a título de exemplo, encarar como um veneno, que pode ser utilizado e para o qual é necessário conhecer o antídoto: é do próprio veneno da cobra que se criam os antídotos que são utilizados para curar quem é picado por ela - na magia, grosso modo, também temos que conhecer tanto o veneno como o antídoto, porque para se tratar ou curar alguém que tenha sido atingido pela magia negativa, é necessário saber contrapor com a magia positiva.
Obviamente, não vou aqui explicar - nem o poderia fazer - os detalhes desse conhecimento, o importante é que fique claro que quem mexe com um lado tem que conhecer o outro. Embora não pertencente ao Candomblé, m dos magos mais conhecidos de sempre - São Cipriano - começou por ser um dos melhores magos que já se conheceram a manejar a chamada Magia Branca, mas de igual modo, mais tarde na sua vida, virou, e tornou-se um dos mais temidos e eficientes magos da Magia Negra. Também para ele isto só foi possível porque tinha conhecimento verdadeiro e profundo de como os dois lados funcionam.
Portanto, assim como se pode Amarrar, também se pode sem dúvida Desamarrar, mas isto só é possível a quem tenha verdadeiros e fundamentados conhecimentos.
Convenhamos no entanto que não são muitos aqueles que estão verdadeiramente capacitados para isto, portanto, quando pensar em fazer ou solicitar uma Amarração, pense, não duas, não três vezes, mas muitas vezes naquilo que está a pedir, ou vai fazer, pois você jamais terá a garantia de que o seu pedido possa ser atendido devido a um conjunto de factores que podem estar envolvidos e que você certamente desconhecerá.
Ao fazer uma Amarração, você não só estará a pedir algo para si, como estará a mexer com a vida de outra pessoa, e de alguma forma forçando-a a agir de uma maneira que ela muito provavelmente não quer, não de forma voluntária e consciente. Quando isso acontece, muita coisa se altera, e por vezes os resultados não são nada satisfatórios e são até perniciosos para a vida das pessoas envolvidas.
Imagine uma situação em que você quer muito ficar com uma outra pessoa e faz uma Amarração para conseguir o seu intento. Imagine agora que uma segunda pessoa está interessada nessa mesma pessoa para quem você fez a Amarração e resolve também, para conseguir o seu intento, fazer também uma Amarração. Como é que fica essa pessoa que está pelo meio? E você, vai conseguir o seu intento? Ou é a outra pessoa que vai conseguir?
Este tipo de situação não é inédito, é até cada vez mais comum, dado que são cada vez em maior número as pessoas que recorrem a este tipo de magia (embora a maioria jamais vá admitir que o fez!), e garanto que daqui não sai nada de bom para nenhuma das partes envolvidas, só confusão e mais confusão e muita dor. Cria-se assim um ciclo vicioso, e nenhuma das partes vai sair a contento.
Ainda que posteriormente seja feita a magia para Desamarrar, entretanto, já muita coisa aconteceu que não tem retorno e já nada voltará a ser como era antes, ainda que a Desamarração seja um sucesso.
Amarração mexe com o destino da pessoa, e nós simplesmente não temos o direito de impor a nossa vontade na vida e no destino dos outros.
Esta forma de utilizar a magia não é de todo uma forma positiva. Está na hora de todos perceber-mos isto e agir-mos em conformidade.
Gostaria, de uma vez por todas, que os verdadeiros adeptos e/ou praticantes do Candomblé, independentemente do posto que ocupem, se negassem determinadamente a aceitar este tipo de trabalhos que constantemente nos pedem, ou sequer de pensar neles como uma solução para as nossas vidas, porque não é de facto uma solução; mais que não seja, pelas consequências kármicas que lhes são inerentes e que o nosso lado espiritual jamais deve esquecer - chama-se Lei do Retorno!
Há sempre uma forma difrente de ajudar as pessoas… pelo lado positivo!
Axé!

Pequenos Trabalhos
 
26 04 2007

Hoje deixo aqui mais alguns trabalhos que lhe poderão ajudar a melhorar alguns aspectos da sua vida. 

Para afastar pessoas invejosas e indesejáveis:
Você vai precisar de:
01 vassoura de carqueja ou de palha
Varra a sua casa ou comércio dos fundos para a frente, mentalizando as pessoas que você gostaria que se afastassem de você, vá pedindo a São Roque:”eu não estou tirando a sujeira de dentro da minha casa e sim estas pessoas que me fazem mal”. Pegue o lixo e a vassoura, leve a um verde e despache.
Para Afastar Doenças:
01 vassourinha de palha
07 dentes de alho
01 pedra de carvão
01 saquinho de tecido lilás
01 fita lilás
01 punhado de pipoca (em grão)
01 papel com os nomes de todos da família Coloque dentro do saquinho lilás: o papel com os nomes ,o alho, o carvão, e a pipoca, amarre o saquinho com a fita e amarre-o na vassourinha, guarde no alto e procure nunca mexer ,no próximo ano despache este em um verde e faça outro. Peça a Ossaim muita saúde e protecção para a sua família.
Protecção da casa:
01 fita vermelha
01 chave
07 moedas
07 grãos de milho
01 saquinho de tecido vermelho
Coloque dentro do saquinho: a chave, as moedas e os grãos de milho, amarre com a fita vermelha e pendure por cima da porta de entrada da sua residência ou comércio, pedindo protecção, fartura e bons negócios.
Abertura profissional:
01 bandeja papelão
pipoca estalada (sem sal e sem açúcar)
07 papéis com os pedidos escritos
07 velas vermelhas
07 chaves
Forre a bandeja com a pipoca, escreva os pedidos referentes à parte profissional em 7 papéis, enrole cada papel em uma chave e coloque dentro da bandeja formando um círculo, sendo que a ponta da chave fica voltada para fora, leve a uma encruzilhada e peça a Exú Bará que abra os seus caminhos para que consiga um emprego ou uma promoção, etc.


 


Casamento 

Materiais necessários:
Uma fotografia do casal;
Uma tigela branca;
1 par de alianças;
½ kg de açúcar cristal;
½ kg de arroz com casca;
½ metro de fita cor de rosa;
Duas velas, brancas.
Maneira de fazer:
No fundo da tigela colocar a fotografia e por cima as alianças. Cobrir com o açúcar cristal, cobrindo tudo com o arroz. Em seguida unir as duas velas e amarra-las com a fita. Acender as velas, pedindo a YEMONJA união e casamento.
Amaração
Materiais necessários:
Uma Batata doce, grande;
1 Carretel de linha verde;
1 Carretel de linha branca;
Uma tigelinha;
mel;
Água de Flor de Laranjeira;
Açúcar Cristal;
Duas Velas de Sete Dias.
Maneira de fazer:
Pegar a batata doce, cortar sem separar, longitudinalmente, e colocar dentro o seu nome escrito por cima do/da, outro/outra,a lápis, 8(oito)vezes. Amarrar com a linha verde e branca e colocar dentro de uma tigelinha, regando com mel, àgua de flor de laranjeira, açúcar cristal e acender duas velas de sete dias, colocando uma de cada lado da tigelinha e dizer:" OSÙMÀRÈ!, assim como o senhor não vive sem FREKEN, fulano/fulana não viver;a sem mim. OSÙMÀRÈ!, assim como as cobras se arrastam, fulano/fulana há de se arrastar para mim. Após sete dias enterrar.
Acabar com briga em casa.
Materiais necessários:
1 Pombo branco;
1 Metro de fita branca;
1 Imã;
Azogue;
7 Moedas correntes;
Mel;
Água mineral;
1 Obi
Uma tesourinha.
Maneira de fazer:
Amarrar a fita no pé do pombo, passar, simbòlicamente na casa e solta-lo, afastado do portão.
Após 7 dias, colocar atrás da porta, que é mais usada, uma quartinha de barro e dentro dela 1 imã, azogue, 7 moedas correntes, lavadas, mel, água mineral e uma tesourinha aberta. Pegar um OBI, abri-lo com a unha, tirar o broto com os dentes, jogar o OBI até que dê ÀLÁFIÀ.
Para acalmar filhos.
Materiais necessários:
Uma canjica;
12 quiabos;
Algodão;
Água mineral;
Mel;
Açucar cristal;
Duas velas.
Maneira de fazer:
Acender a vela e num papél liso escrever, a lápis, seu nome por cima do nome da criança.
Cozinhe a canjica, escorra, e coloque, por cima, o papel com os nomes, pedindo..., por cima do papél coloque ,também, um Ajabó com os nomes escritos 8 vezes, cobrindo tudo com algodão, deixando no alto, com uma vela acesa, pedindo a XÀNGÓ para acalmar a cabeça de ..., o anjo da guarda de ... parar de perturbar, etc... .
" Maneira de fazer o AJABÓ: 12 quiabos cortados em cruz, bem pequenas, água mineral, mel e açucar cristal. Bater bem, com a mão direita, pedindo a XÀNGÓ ".
Saúde/Pronta Recuperação
Materiais necessários:
Uma tigela branca;
Açúcar cristal;
Milho de canjica;
Algodão;
Uma vela de 7 dias
Maneira de fazer:
Cozinhar uma canjica com açúcar cristal. Escrever, a lápis, 8 vezes o nome da pessoa doente, colocar na tigela e cobrindo com a canjica( fria ). Em seguida cobrir a canjica com algodão, acendendo ao lado a vela, pedindo a ÒÒSÀÀLÀ saúde e pronta recuperação.
Salvar uma vida
Materiais necessários:
Um pedaço de pano branco, virgem;
Uma vela;
Uma moeda,lavada;
1 quiabo;
1 ôvo branco.
Procedimento:
Com o pedaço de pano fazer uma trouxinha, colocando dentro a vela, a moeda o quiabo e o ôvo. Em seguida, passar a trouxinha na pessoa da cabeça para os pés, de uma só vez, não pode retornar. Colocar a trouxinha na porta de uma igreja cujo santo seja masculino. Ao chegar em casa, tomar um banho com água de flor de laranjeira.
Para o marido ser fiél.
Materiais necessários:
Um pouco de leite de peito de mãe recém parida.
Maneira de fazer:
Despeje o leite em uma vasilha, fique de cócora sôbre uma mesa e lave suas partes íntimas. Após esta operação, derrame o líquido em um copo. Logo após coloque-o na geladeira.Quando surgir uma oportunidade dar ao seu marido para beber, adicionado ao café. O líquido restante dar a um animal que goste muito de você . Exemplo: gato ou cachorro.
Marido sair de casa.
Materiais nacessários:
Um pouco do cabelo dêle;
Um pouco de unha dêle;
1 saquinho de pano, virgem;
Pimenta do reino.
Maneira de fazer:
Coloque no saquinho os cabelos , as unhas e misture com pimenta do reino. Enterre o saquinho num formigueiro.
Pessoa sair da vida sem brigas ou confusão.
Materiais necessários:
Uma vela de 7 dias;
1 miolo de boi;
Uma tigela;
Mel;
Água-de-flor de laranjeira;
Vinho brando doce.
Acender a vela e lavar o miolo de boi para tirar todo o sangue, colocar na tigela o nome da pessoa, escrito 9 vezes, a lápis, e o miolo por cima. Colocar por cima mel, água-de-flor de laranjeira e o vinho branco.
Passados sete dias, retirar o papél com o nome, desmancha-lo, bem, em baixo de uma bica e , despachar o miolo num mato limpo.
Para fazer duas pessoas brigarem.
Materiais necessários :
2 bifes;
1 Carretel de linha branca;
1 Carretel de linha preta;
Pimenta malagueta.
Maneira de fazer :
Escreva, a lápis, o nome da primeira pessoa em um papel branco sem pauta, estique o bife sôbre uma mesa ou pia da cozinha, colocando o papél com o nome sôbre o bife, e Enrolando o bife de maneira que o nome fique bem preso dentro dele, enrolando, bem apertado com alinha branca. Proceda da mesma maneira com o outro nome, enrolando com a linha preta. Despeje a pimenta e os dois enrolados de carne em uma bacia ou tigela, deixe por três dias, a contar do dia seguinte. Dar um dos enrolados de carne para um cachorro e o outro para um gato. A pimenta que ficar no recipiente, jogar em um lugar distante de sua casa.
Para chamar clientes.
Materiais necessários :
Três galhos de alecrim;
Pó de sândalo;
Uma bacia de plástico;
Um litro de água benta;
Meio quilo de arroz.
Maneira de fazer :
Despejar a água benta dentro de uma bacia e em seguida o arroz. Com as mãos lave o arroz de maneira que a água fique com a cor branca. Com um o escorredor de arroz, separe a água em um outro recipiente. Adicione a água do arroz o pó de sândalo.
Proceda da seguinte maneira: Salpique dentro do seu local de comércio a água preparada, da porta para dentro e em todos os cantos. Feche o local de comércio e, no outro dia, ao abri-lo, com galhos de Alecrim, varra o arroz da porta para dentro e para o centro,rezando: " Meu Santo Antônio caminhante ,que caminha o mundo inteiro, traga para o meu comércio gente que tenha muito dinheiro".
Em seguida recolha o arroz e coloque na bacia anteriormente usada, levando para uma praça bem movimentada, lá deixando.
Trazer fartura, dinheiro, sorte, etc...
Materiais necessários:
1 Alguidar nº 5;
1 Par de mãos abertas, de cera;
7 Moedas;
1 Imã;
Arroz com casca;
Farinha de kibe;
Semente de girasol.
Maneira de fazer:
Dentro do alguidar colocar o par de mãos voltadas para cima; na mão direita colocar as 7 moedas, na esquerda o imã e em volta o arroz com casca, a farinha de kibe e as sementes de girasol. Oferecer a ODÉ e OYÁ para ... .
Trocar uma vez por ano na lua crescente ou cheia.
Para reconquistar um amor.
Materiais necessários:
1 côco;
1 litro de mel.
Maneira de fazer:
Abra o côco e retire toda a água. Coloque 21 vezes o nome, a lápis, da pessoa amada. Coloque 21 vezes o seu nome. Encha o côco com mel, fechando com uma rolha o orifício e enterre no fundo do quintal.
Para prender a pessoa amada.
Materiais necessários:
1 Pedaço de tecido suado;
1 Carretel de linha branca.
Maneira de fazer:
Pegue um pedaço de tecido suado da pessoa amada, meia, camisa ou cueca, e faça um boneco.
A mesma coisa deve ser feita com uma peça de roupa da pessoa que está fazendo. Junte os dois bonecos e enrolando a linha reze a seguinte oração:
"Minha beata Santa Catarina que sois bela como o sol, formosa como a lua e linda como as estrêlas, entraste na casa do Padre Santuário com 50 mil homens, ouvistes todos, vós os abrandastes, assim peço-vos Senhora, que abrandais o coração de fulano para mim. Fulano, quando tu me vires, esmerarás por mim. Se não me vires, por mim chorarás e suspirarás, assim como a Virgem Santíssima chorou por seu bendito filho. Fulano, debaixo do meu pé esquerdo eu te arremato, seja com duas seja com quatro, que parto o coração de fulano. Se estiveres dormindo não dormirás, se estiveres comendo não comerás, se estiveres conversando não conversarás; não sossegarás, enquanto comigo não vieres falar, contar o que souberes e dar o que tiveres. Me amarás entre todas as mulheres do mundo, e eu para ti parecerei uma rosa fresca e bela".
Para marido voltar para casa.
Materiais necessários:
1 Santo Antônio de madeira.
Maneira de fazer:
Se o seu marido foi embora há muito tempo, compre um Santo Antônio de madeira que o filho seja solto. O Santo você deixa em casa e o filho você leva numa igreja e deixa lá. Coloque a foto do marido embaixo do Santo e, até êle voltar, acenda uma vela fazendo a seguinte oração:
"Meu beato Santo Antônio de Pádua, eu, Fulana, a vossos pés prostrada, vos peço pelo hábito que vestistes, pelo cordão que existes, pela coroa que abristes, pela religião que professastes, pela hóstia e cálice que contastes, pela obediência que tivestes ao Padre São Francisco, pelo sermão que pregastes, pela Ave Maria que pedistes, pelo gozo que tivestes quando livrastes vosso Pai da frondosa morte injusta. Assim vos peço meu beato e glorioso Santo Antônio, debaixo da obediência de meu Senhor Jesus Cristo, que este meu pedido seja feito o mais breve possível, que fulano não coma, não beba, não durma, não pare nem descanse, enquanto não fizer o meu pedido e vos peço, mais pelos três dias que andastes nas matas de bulhões em busca de vosso santo breviário. Vós, meu glorioso beato Santo Antônio, não parastes nem sossegastes enquanto não o haveis de parar nem sossegar enquanto não fizeste o meu pedido. Pela obediência que fizeram os peixes do mar ouvirem as vossas santas palavras, pela resistência que tivestes as tentações do demônio, pela suma devoção que tivestes a Conceição de Maria Santíssima, pela pureza da mesma Senhora, pela claridade que nesta vida obrastes, pelos pobres, pelas almas de vossos pais, padrinhos, tutores, pelos muitos milagres que neste mundo fizestes, pela alma do purgatório, pela anjo no púlpito. Em vosso Santo lugar, pela glória que gozais em companhia das três pessoas, pelas chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela ressurreição gloriosa me queres favorecer em ouvir os meus rogos, vos prometo mandar dizer uma missa de vosso agrado, reparando pelo que vos tenho pedido e regado, pelo infinito amor do mesmo Deus de sua mãe Maria Santíssima, espero alcançar feliz despacho da vossa proteção o que vos peço e rogo. Amem".
Quando o seu marido tiver voltado, vá na igreja que fez a novena, pegue o filho e de para Santo Antônio de volta, agradeça, assista a missa e peça para o Santo que o seu marido não se afaste de novo.
Maneira de fazer:
Escreva vinte e uma vezes, a lápis, o nome do marido e da amante, colocando dentro do repolho. Enrole o repolho com o pedaço de pano preto ou roxo e jogue em um lugar que tenha lama podre.


Ebo Etutu: sacrifício propiciatório de purificação para os falecidos ou um Orisa no período de iniciação. (carregado de elementos)

Ebo Iyònu: Sacrifício para transformar a Raiva, Ódio em Afeição ou obter os favores de um Orisa ou Ancestral.
 

Ebó-Opinodu: Sacrifício de alinhamento do Ori com o Odu pessoal. 


Ebori; Sacrifício para Ori e o Orisha auxiliar.
 

Ebó-Eledá; Sacrificio de alinha mento e conexão direta com Deus (criador).
 

Ebo Alafia: Oferecimento de tranqüilidade.
 

Ebo Omisi: Banho de Expurgação com elementos adequados.
 

Ebó Omi-Eró: Banho propiciatório de apaziguamento.
 

Ebo Idamewa: Oferecimento de dízimos ou beneficência (voluntaria), também inclui comidas e banquetes.
 

Ebo Itasile: Oferecimentos com petições e libações cerimoniais para os Orisa ou Eegun 


Epo Ópé: Oferecimento de Ações de Graças ou Agradecimento com toques de Ilú (tambores), oferendas de Adimu’s e festividade para Ori/Orisha.
 

Ebo Oresisun ou Sisun: Sacrifício ao fogo. A destruição do sacrifício por fogo constitui a separação de um estado passado para uma dimensão futura.
 

Ebo-Fifí: Sacrifício às ondas. Situação semelhante ao prévio com o elemento Água.
 

Ebo Ese: Sacrifício para quem cometeu um pecado, quer dizer desobediências, quebra de tabu.
 

Ebo Eni: Sacrifício de esteira. 


Ebo Ate, Ebo katerun ou Ebo Atepon: Ebo realizado somente pelo Awo de orunmila.
 

Ebo Epile: Sacrifício de fundação, na finalidade de estruturar um Ile Ifá/Orisa, uma casa residencial ou comercio.
 

Ebo Todara; Sacrifício bem elaborado de forma bem arrumada e ornamentada, muito bonito e agradável aos olhos, para fins de abundancia e sucesso.
 

Ebó P’ajé: Sacrifício específico para neutralizar Bruxaria agressiva, Feitiços de amarração feitos por mulher feiticeira.
 

Ebò Epepa: Sacrifício para neutralizar pragas (maldições). 


Ebó nifé; Sacrifício para união e harmonia no matrimonio, geralmente é executado com micro incisões no Ori de ambos interessados.
 

Ebo Awedo; Sacrifício de purificação nas águas de um rio bem limpo.
 

Ebo Ikuda: Sacrifício para tirar uma pessoa das mãos da Morte (Iku).
 

Ebo Agberepota: Sacrifício de proteção contra perversidades de Inimigos físicos ou sobrenaturais.
 

Ebo Aségbe; Sacrifício de proteção pessoal. 


Ebo Itá; Sacrifício executado para Ogun e Osanyin no terceiro dia após uma iniciação de Yawo.
 

Ebò Ìrán; Sacrifício de defesa e ataque. 


Ebò Èró Elegun; Sacrifício para acalmar alguém possuído por Orisa.
 

Ebo Dìde Abiku; Sacrifício para manter um Abiku na Terra (vivo) 


Ebò Tabi Ajé; Sacrifício para se tornar uma Iyami.
 

Ebò Nidosù; Sacrifício pra tornar pessoa um iniciado em Orisa.
 

Ebò Àwúre; Sacrifício para benefícios.
 

Ebo Ajeru; Sacrifício para conseguir melhorar as finanças.
 

Ebo Owonini; Sacrifício para atrair dinheiro.
 

Ebo Arimolé owo; Sacrifício enterrado para atrair dinheiro.
 

Ebo Afòran; Sacrifício pra escapar de processos na justiça.
 

Ebò Isègun Òta; Sacrifício pra vencer Inimigos.
 

Ebò Ìféran; Sacrifício para conquistar Amizade, atrair Amor, Afeição.
 

Ebò Irogun; Sacrifício para evitar Confusão, Guerras, Desordem.
 

Ebò Ayekuro; Sacrifício pra acabar com Azar.
 

Ebo Awórò; Sacrifício para chamar fregueses.
 

Ebò Ìfa Ènìyàn; Sacrifício para atrair clientes.
 

Ebo Ìtaja; Sacrifício para ter sucesso nas vendas em comercio.
 

Ebo Omobi; Sacrifício para obter fertilidade e filho.
 

Ebò Ipélaye; Sacrifício para longevidade.
 

Ebò Ajodarà; Sacrifício para ter Boa viagem.
 

Ebó-Gbéré; Sacrifício de Incisões para penetração do Ashé ou para proteção.
 

E ainda outros...
 

 


IFÀ diz;
 

“O JEKI YIGBI OTA LO OMI, JEKI YIGBI OTA LO OMI, O JEKI JEKI AGBADO OGUN MAA A
 

DIFA FUN AJALO OLOFIN”;
 

“Permita-me, ser forte como a pedra, permita-me ser necessário como a água, permita-me crescer e ser resistente como o milho, permita-me! Foi o enigma profetizado para Olofin”.
 

Ifá diz que Olofin pôs uma pedra, um pouco D’água e milho diante de diferentes Sacerdotes como enigma do seu desejo e único sacerdote que desvendou este enigma foi Orunmila, dizendo que a pedra significava a força, a água a necessidade que todos nós temos dela (vida) e o milho é a rapidez de vê a colheita em três meses (rapidamente).
 

E por isso que para realizar um Ebo é preciso de certos elementos a modo imaginativo que identificam o problema do indivíduo. Realizando a consulta, Ifá mostra o destino (Odu) da pessoa e o sacrifício (Èbó) para ser realizado a fim de melhorar a situação ou evitar o perigo.
 

Abaixo tem um Ebo Yónu habitual contra Ódio, Raiva, Ira e Vingança,
 

compõem-se de;
 

Ewe-Afere (Folha do amor e bondade)
 

Ewe Rinrin (Folha intensamente úmida)
 

Ewe Odunkun (Folha cheia de intensamente doçura)
 

Ewe-Ódundun (Folha de muita doçura)
 

Osun-dudu (carvão em Pó para transformação e conservação)
 

Eiyele (Ave da amizade, ternura e tranqüilidade)
 

Ovelha (animal de placidez e submissão)
 

Igbin (Molusco de atenuação, passividade, consolação, resfriamento e união)
 

Egbo (canjica bem cozida símbolo de desenvolvimento com alegria e rapidez sem
 

dificuldade)
 

Epo (Óleo que propicia o abrandamento, suavidade e placidez)
 

Oyin (Mel que atrai doçura intensamente, consideração, paciência), elementos que formam o sistema sutil ou de semelhança ao que se deseja.
 

Esta Raiva, através de seguidas orações específicas e modificações orais ocasionaram uma energia que formam a alquimia para alcançar e transformar essa energia um total afeto.
 

No momento da realização de um Ebo são necessários os 4 elementos: Omi-tutu (água fresca), o Abela ou Itaná (lamparina ou fogueira como elemento fogo), Oberò ou Awogida (vasilhame de terra), Pó de Efun ou outros elementos brancos que simbolizam o Ar, apesar dos elementos Terra e Ar, já estarem sempre presentes através da própria natureza.
 

Nós já tínhamos observado dentro da articulação de Èsu que cada Orisha está intrinsecamente ligado pelo próprio Esù. No Odu Ogbewanle (Ogbe-Owonrin), Eshù faz um pacto com Orunmila em que um Okuta especifico deve ser lavado com uma folha especifica que determina o desejo de Èshù para conceder a petição. O Ebo então estaria definindo o três Reinos: Vegetal (com as folhas), Animal (com aves, quadrúpedes e molusco) e Mineral (com a pedra sagrada).
 

No odu Ofun, Ifá constitui e classifica de um modo geral o uso das Ewe para as situações diferentes e nós podemos entender isso deste modo: 


· As Folhas de Tonalidades brancas ou verde claro, como também flores brancas eles são para obter benefícios monetários.
 

· As Folhas Trepadeiras por se alastrarem e escalarem os obstáculos são para obter produtividade e abundância em várias áreas.
 

· As Folhas Pegajosas ou que agarram nas roupas ou na pele são para atração de melhoria financeira e magia de união.
 

· As Folhas Espinhosas são para vencer dificuldades, conflitos e evitar perdas em qualquer situação.
 

· As árvores produtivas Centenárias, por durarem muitos anos: É para a saúde e resistência e longevidade.
 

No caso dos sacrifícios maiores como por exemplo, o Irubò para alinhamento do Ori com Olorun e conexão com o Orisa guardião da pessoa, as Ewe serão diversificadas seguindo a estrutura dos 4 elementos;
 

Ewe Iná (fogo) folhas urticantes.
 

Ewe Oye (ar) plantas de troncos bem altos ou parasitas no alto das copas.
 

Ewe Omi (água), plantas com grande quantidade de água.
 

Ewe Ilé (terrestres) plantas rasteiras, crespas, resistentes e lustrosas. 


 

Elementos dos Ebós

As magias e medicinas africanas somente devem ser empregadas pelos babalawos, que com sua sabedoria e responsabilidade em primeiro lugar, fazem uma consulta oracular para avaliar as verdadeiras necessidades dos consulentes.

OÒGÙN – Receitas mágicas de uso medicinal
ÌBÍMO – Receitas mágicas relativas à gravidez e ao nascimento
ÀWÚRE – Receitas mágicas para a prosperidade, trabalho, emprego e sucesso
ÀBÌLÙ – Receitas mágicas de uso maléfico
ÌDÁÀBÒBÒ - Receitas mágicas para proteção contra trabalhos maléficos
Vou abaixo informar algumas das medicinas/magias do culto yoruba, no entanto chamo a atenção para o uso indiscriminado destes preparados e de um comercio negro que infelizmente ocorre por conta de pessoas que apenas querem enriquecer, não observando a fundo o problema da pessoa em questão.
No campo da medicina africana é difícil separar a linha entre o chamado conhecimento cientifico e a pratica “mágica”. Isto se da, pela importância do poder do verbo, a transmissão de conhecimentos entre os sacerdotes mais velhos aos seus aprendizes. Os Ofo são encantações transmitidas oralmente, e isto que é o essencial.
Para a medicina ocidental o conhecimento das propriedades cientifica sejam das plantas, dos elementos, e suas características farmacológicas são o principal. Porem para os povos africanos obter os nomes e propriedades cientificas não é o bastante para conhecer a fundo o seu poder.
Tanto na cultura, como nos ritus africanos, conhecer os nomes das pessoas, dos elementos, plantas e animais, significa que podemos, até certo ponto, controla-las. Conseqüentemente, entre os povos da cultura Yoruba a preparação de remédios e trabalhos mágicos devem ser preparadas tão somente pelos babalawos, através dos Ofós.

ERANKO



Os animais de um modo geral substituem à vida humana, (uma vida por outra, considerado uma troca de cabeça), independentemente o mesmo é usado de acordo com seus instintos, habilidades ou virtudes que possuem; Esses habitualmente são mais adequados para Ebo:

Akukó: (Galo adulto brigão) é para boa saúde e disposição, vencer caso judicial, para mulher conseguir Marido, vencer inimigos, tirar desgraça, porque o galo representa o homem. É uma ave de batalha persistente, Arremesso, Defesa. Considerando seu instinto.

Akukó rere: (Franguinho de leite) é para ter boa saúde e vitalidade, vencer dificuldade, para a Moça conseguir Esposo, porque o frango representa o homem moço. É uma ave de vitalidade, ousadia, persistência. Considerando seu instinto.

Abebò: (Galinha adulta chocadeira) é para o mesmo caso prévio, mas usada para os homens, a galinha representa a mulher idosa, Maternidade, Passividade, Proteção, Subsistência. Considerando seu instinto.

Adiyé: (Franga nova) é para o mesmo caso prévio, mas usada para o Rapaz, a franga representa a mulher jovem, cheia de vitalidade, curiosidade, a Passividade, Proteção, Subsistência. Considerando seu instinto.

Akiko wewe (Garnisé) é para é para ter boa saúde e vitalidade, boa sorte, vencer inimigos, iniciativa, tirar desgraça. 

Opipi: (ave arrepiada); considerada uma ave sem a capacidade de voar por suas penas serem arrepiadas, assim, por não possui força para decolar é usada contra os espíritos Arajé ou Oshô, se no caso de um espírito Ajé for um Ancestral de alguém, a ave Opipi deverá ser solta no quintal e jamais deverá ser sacrificada. Então o descendente deverá executar um Ebó-Etutu indicado por Ifá, quando o Opipi deverá ser solto no quintal na finalidade de inverter os efeitos de Arajé.

Eiyele: (Pombo caseiro) dado a capacidade de reproduzir, aglomerar-se, fazer seus os ninhos, voar tranquilamente sobre muitos perigos é para proteção, amparo, longa vida, filhos, casa, dinheiro, prosperidade, união no matrimônio, boa sorte. 

Njoro (coelho); é para ter filhos dado a sua capacidade de reprodução, mas dado a sua capacidade de escapar e se esconder é para escapar da morte e problemas de justiça.

Obuko (cabrito) é para saúde, vencer dificuldade, problemas judiciais, vencer inimigos, tirar desgraça, conquistar marido, (substituto do ser humano).

Ewure (cabra) é para boa saúde, ter filhos, conquistar esposa, (substituto do ser humano).

Agutan (carneiro) é para saúde, tirar desgraça, problemas judiciais, problemas com inimigos, (substituto do ser humano).

Agbo-Agutan (Ovelha) é para boa saúde, tranqüilidade, ter filhos, (substituto do ser humano).

Awo Ifun (Galinha da guiné branca), devido à capacidade de escapulir diante dos seus perseguidores é para problemas judiciais, perseguições, falência financeira, escapar de espíritos perversos.

Awo Etú: (Galinha da guiné); devido à capacidade de escapulir diante dos perseguidores é para problemas judiciais, perseguição e escapar de espíritos perversos. 

Devido a sua cor carijó, é especialmente usada para consagração de Rituais e Assentamentos.

Aparo (codorna/perdiz): Para problemas de Perseguições, devido a sua característica de fugir com facilidade escapulindo diante de seus perseguidores. A pena de Aparo é principalmente utilizada no culto de Ogun/Logun contra Bruxarias e outras forças destrutivas.

Elede (Porco): é para finanças, prosperidade, abundancia e desenvolvimento financeiro em geral, mas também para reprodução e saúde quando sacrificado diretamente à Iyami Onilé (Mãe Terra).

Oromodié (Pintinho); é para a abertura do Orun, para o durante o nascimento, as iniciações e o Etutu.

Pepeyé (Pato): é para neutralizar um inimigo, causar o esquecimento e manter-se alerta, oferecido camufladamente em Ibori numa cabeça obsessivamente apaixonada. 
Igbin (Caracol): é o único animal que não é hostil com qualquer outro, seus movimentos são lentos dá sensação de resignação, conforto e tranqüilidade. Por isso é para pacificar, tranqüilizar, atenuar situações agressivas, fecundidade, longevidade e equilíbrio. Nos rituais é utilizado como elemento de fecundação sobre o sangue vermelho, apaziguar às Iyami, defesa contra desgraças, choques, acidentes, evitar destruição e confusão.

Ajapa = Ijapa (Cagado/Jabuti): devido à capacidade de carregar nas costa sua própria casa resistente, sua força, obstinação e longa vida, é utilizada para obtenção de longevidade, casa própria, saúde, força, defesa contra ataques, livrar-se de desgraças e proteção contra acidentes.

Awun; (Tartaruga Marítima) devido sua resistência e durabulidade é usada para obter longevidade, saúde, vitalidade.

Akika (tatu), por seu instinto de se esconder em buracos e sua capacidade de defesa através da sua couraça é utilizado para obter, sucesso financeiro, comércio, saúde, casa, proteção contra acidente e perseguidores.

Eja (Peixe): Vivo seu sacrifício é para propiciação ao Ori, a fim de prosperidade, abundância financeira, fertilidade, para atrair um Egun, Cerimônias de rigor e reprodução. Defumado é muito utilizado em vários Adimu e Oogun (magias).

Existem certos tipos de peixes, como o Eja-Oro (peixe de lama), Eja-Kika (bagre ou peixe-gato) eles têm uma facilidade de escapulir e se esconder fugindo de perseguidores, e também uma grande vitalidade e uma enorme capacidade de sobrevivência, por exemplo, até mesmo na falta de água.

Eja-bo (pargo) é o animal que conecta um Ori com Olodumare (Deus). 
Ejá-Dada (Peixe Tilápia). Animal que se reproduz em abundância, utilizado pada atrair a prosperidade, fartura, multiplicação.

Ejá-Olokunkun; (Mero) é o peixe mais fértil do mundo. Usado em ritos de fertilidade, prosperidade, fortuna, riqueza, sucesso e abundancia.

Aja (Cachorro): sacrifícios diretos para fins de saúde e vencer na vida através de favor do Orisa Ogun. Animal que acalma este Orisa.

Ekú (Preás): é para Assentamento de Orisha Elegbara-Eshù, e também para saúde, escapar da morte, perseguição ou injustiça, isso pela sua habilidade de escapar e esconder-se, utilizado ainda na Oogun para gestação, porque igual ao peixe, eles dão à luz continuamente, etc.

Eku-Emó (Cutia) é para saúde, escapar da morte, perseguição ou justiça, isso pela sua habilidade de escapar e esconder-se.

Okete ou Ekutele (Gambá ou Seringue); é utilizado para Matrimônio, obter Casa, Dinheiro, Gestação e varias outras Oogun (magias). 

Okin (Pavão): Utilizado somente no Ibori de Sacerdotes e Governantes, é para autoridade, controle, governo, direção, liderança, domínio.

Tulutulu (Peru): Utilizado somente no Ibori de Sacerdotes e Governantes, é para autoridade, controle, governo, direção, liderança, domínio.

Agbonrin (Cervo ou Veado galheiro); Utilizado somente no Ibori de Sacerdotes e Governantes, é para Governo, controle, saúde, ajustamento, justiça.

Ologbo (Gato e outros felinos); algumas partes deste animal, são utilizadas afim de evitar qualquer tipo de perdas, anular feitiçarias, evitar prejuízos financeiros.

Agan ou Oga (Lagarto); é para proteção contra Ajé Dudu (magia negra) e Ojiji (feitiço de morte).

Agemó (Camaleão); é para proteção contra Ajé Dudu (magia negra), usado na composição do Adosu utilizado pelos iniciados.

Ooni (Crocodilo ou Jacaré); é para proteção em geral, saúde, o único animal que Sòpònnà a divindade da varíola não conseguiu matar, etc.

Reza para Oferendas 
a ki corodun, mabosun, maborun
a ko fenin, xeras je xeras, ociló, ocidó
ekoman, ora (dizer o nome do seu orixá) euê
Oferendas
Padê para Exú
Ingredientes:
- 01 pcte. de farinha de milho amarela
- 01 vidro de azeite de dendê
- 01 cebola grande
- 01 bife
- 03 charutos
- 01 caixas de fósforo
- 01 garrafa de aguardente
- 07 pimentas vermelhas
Modo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê, com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê, faça o mesmo com o bife. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife, enfeite com as sete pimentas. Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente.
Feijão para Ogum
Ingredientes:
- 500g. de feijão cavalo
- 01 cebola
- 01 vidro de dendê
- 07 camarões grandes
Modo de preparo: Cozinhe o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com os camarões fritos no dendê. Faça seus pedidos e ofereça a Ogum.
Amalá para Xangô
Ingredientes:
- 500gr. de quiabo
- 01 rabada cortada em doze pedaços
- 01 cebola
- 01 vidro de azeite de dendê
- 250g. de fubá branco
Modo de preparo: Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida .Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.
Frutas para Oxossi
Modo de preparo: Em um alguidar ou cesta coloque 7 tipos de frutas bem bonitas (exceto abacaxi, mimosa, limão) enfeite com folhas de goiaba e côco cortado em tirinhas.
Omolokum para Logunedé
Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de milho
- 01 cebola
- 4 ovos
- azeite de oliva
Modo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido, regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro, e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas.
Abacate para Ossaim
Ingredientes:
- 01 abacate
- 500g. de amendoim
- 250g. de açúcar
- fumo em corda
- 7 folhas de louro
Modo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.
Serpente de Oxumarê
Ingredientes:
- 500g. de batata doce
- dendê
- Feijão fradinho
Modo de preparo: Depois de cozinhar a batata doce descasque regue com dendê e amasse-a até formar uma massa homogênea. Em um alguidar molde duas serpentes em forma de círculo,
sendo que a cauda de uma encontre-se com a cabeça da outra. Com o feijão fradinho forme os olhos e enfeite o restante do corpo com alguns grãos de feijão fradinho (a seu critério), regue com dendê e ofereça ao orixá.
Omolokum para Oxum
Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 01 cebola
- azeite de oliva
- 8 ovos
Modo de preparo: Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva, depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva.
Acarajés para Oyá/Iansã
Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de cebola
- 01 litro de azeite de dendê
Modo de preparo: Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho, deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços. Bata até formar uma massa firme. Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas, coloque sal a gosto.
Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem, com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. Coloque-os num alguidar.
Moranga para Obá
Ingredientes:
- 01 moranga
- 500g. de camarão limpo
- um maço de língua de vaca
- 01 cebola
- dendê
Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.
Farofa para Iroko
Ingredientes:
- 500g. de farinha de mandioca torrada
- 01 vidro de mel
- 01 pepino
Modo de preparo: Coloque a farinha de mandioca num alguidar, vá colocando o mel e com as mãos faça uma farofa , corte o pepino em três partes no sentido longitudinal, coloque as fatias do pepino sobre a farofa de maneira que eles fique em pé, regue com mel.
Feijoada para Omolú
Ingredientes:
- 500g. de feijão preto
Ingredientes para feijoada
- dendê
- 01 cebola
- côco
Modo de preparo: Prepare uma feijoada normal, porém tempere-a com cebola e dendê, coloque a feijoada num alguidar e enfeite com côco cortado em tirinhas.
Pipoca para Obaluaiye
Ingredientes:
- 300g. de milho pipoca
- 01 bisteca de porco
- dendê
- côco
- areia de praia/na falta areia fina de construção peneirada.
Modo de preparo: Em uma panela ou pipoqueira, aqueça bem a areia da praia, coloque o milho pipoca e estoure normalmente, Coloque num alguidar. Frite a bisteca no dendê e coloque sobre a pipoca, enfeite com côco cortado em tirinhas.
Manjar para Yemanjá
Ingredientes:
- 250g. de creme de arroz
- 01 pescada inteira
- azeite de oliva
Modo de preparo: Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.
Ebô para Nanã
Ingredientes:
- 500g. de quirerinha branca
- 01 côco
- azeite de oliva
Modo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio “papa”, tempere com oliva, coloque em uma tigela de louça, descasque , rale o côco com ele cubra a quirerinha.
Ebô para Oxalá
Ingredientes:
- 500g. de canjica branca
- 01 cacho de uva itália (uva branca)
- Azeite de oliva.
Modo de preparo: Cozinhe a canjica, coloque numa tigela branca, tempere com oliva mel e um pouco de açúcar, enfeite com o cacho de uva.

 

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